Rússia condiciona limites de arsenal nuclear à atitude dos EUA após fim do tratado Novo START
A Rússia declarou nesta quarta-feira (11) que manterá as restrições em seu arsenal nuclear, mesmo com a expiração do tratado Novo START, desde que os Estados Unidos sigam o mesmo caminho. A declaração do ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, surge em um momento de incerteza para o controle de armas nucleares entre as duas maiores potências atômicas do mundo.
Lavrov enfatizou que as limitações impostas pelo acordo “continuarão em vigor, mas apenas se os Estados Unidos não ultrapassarem os limites estabelecidos”. Essa postura, segundo ele, reflete uma abordagem responsável e será baseada em uma análise contínua da política militar americana. A Rússia e os EUA detêm, de longe, os maiores arsenais nucleares globais.
Desde que o tratado Novo START deixou de vigorar em 5 de fevereiro, não há mais nenhum acordo bilateral que estabeleça limites para o desdobramento de armas atômicas entre Moscou e Washington. Apesar disso, o Kremlin havia anunciado na semana anterior que as duas nações concordaram em manter uma abordagem “responsável” e prosseguir com as negociações sobre o tema.
Novo START e seus desdobramentos
Assinado em 2010, o tratado Novo START estabelecia um limite de 1.550 ogivas nucleares estratégicas mobilizadas por cada país, representando uma redução significativa em relação ao teto anterior. O acordo também previa inspeções presenciais nos arsenais, mas essas visitas foram suspensas em 2023. O ex-presidente americano Donald Trump, que não respondeu à proposta de prorrogação da Rússia, defendia um “novo tratado aprimorado e modernizado”, considerando o Novo START “mal negociado” pelo governo anterior.
China na mira das negociações
Os Estados Unidos têm defendido a inclusão da China em futuras negociações para a limitação de armas nucleares. Pequim, no entanto, tem rejeitado essa proposta, argumentando que seu arsenal é consideravelmente menor em comparação com o das duas potências. Essa divergência adiciona uma camada de complexidade às discussões sobre o controle de armas nucleares no cenário internacional.
O futuro do controle de armas nucleares
A expiração do Novo START levanta preocupações sobre a possibilidade de uma nova corrida armamentista. A Rússia, ao condicionar a manutenção dos limites à reciprocidade dos EUA, busca garantir um equilíbrio estratégico. A “responsável” postura anunciada pelo Kremlin pode ser um sinal de abertura para novas negociações, mas a participação de outros países, como a China, permanece um ponto de discórdia significativo.
Perguntas frequentes
O que é o tratado Novo START?
O Novo START foi um tratado bilateral entre a Rússia e os Estados Unidos que limitava o número de ogivas nucleares estratégicas mobilizadas por cada país, além de prever inspeções nos arsenais.
Por que o tratado Novo START expirou?
O tratado expirou em 5 de fevereiro, e os Estados Unidos, sob a administração do ex-presidente Donald Trump, não responderam à proposta de prorrogação feita pela Rússia, defendendo um novo acordo.
Qual a posição da Rússia sobre os limites nucleares após a expiração do tratado?
A Rússia declarou que manterá os limites de seu arsenal nuclear desde que os Estados Unidos também o façam, condicionando a reciprocidade para a continuidade das restrições.
Os Estados Unidos querem que a China participe de negociações nucleares?
Sim, os Estados Unidos defendem a participação da China em futuras negociações para limitar armas nucleares, mas Pequim rejeita a proposta.
Qual a importância do controle de armas nucleares?
O controle de armas nucleares é crucial para a segurança global, visando prevenir conflitos, reduzir o risco de proliferação e diminuir a possibilidade de uso dessas armas de destruição em massa.









