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Minha Babá Era Espiã da KGB e Descobri Que Ela Envenenou Seu Marido No Sofá Onde Me Dava Leite

A chocante revelação sobre a babá que cuidou de crianças na infância e que, segundo investigações, era uma perigosa espiã da KGB.

A figura de uma babá é frequentemente associada a cuidado, proteção e carinho. No entanto, a escritora argentina Laura Ramos descobriu que a mulher que a acolheu em sua infância no Uruguai, oferecendo lanches e histórias, escondia uma identidade secreta e um passado sombrio.

África de las Heras, conhecida por Ramos como “Marí­a Luisa”, era na verdade uma agente de elite da KGB, o serviço de inteligência soviético, com o codinome “Patria”. Sua missão era estabelecer uma rede de espionagem na América Latina durante a Guerra Fria.

A descoberta foi detalhada no livro “Mi niñera de la KGB” (Minha babá da KGB), onde Ramos compartilha sua investigação de cinco anos. Conforme relatado pela autora, a mulher que a embalou com histórias também pode ter sido responsável por mortes misteriosas, incluindo a do próprio marido, em circunstâncias arrepiantes.

A Fachada da Agente “Patria”

África de las Heras não era apenas uma simples babá ou costureira. Ela era uma militante comunista espanhola com um histórico impressionante de atuações a serviço da União Soviética. Antes de chegar ao Uruguai, participou da resistência contra Franco na Espanha, atuou como telegrafista contra os nazistas na Ucrânia durante a Segunda Guerra Mundial e esteve envolvida no planejamento do assassinato de Leon Trotsky no México.

Sua carreira na KGB a levou a Paris, onde realizou atividades de espionagem, e a Moscou, como instrutora de outros agentes. Por duas décadas, o Uruguai serviu como sua base de operações, a partir da qual ela conduzia complexas missões de inteligência.

Para manter sua cobertura, De las Heras se apresentava como uma pessoa desinteressada em política, oferecendo ajuda a famílias e dedicando-se à costura. Essa fachada permitiu que ela se aproximasse de intelectuais uruguaios, muitos deles amigos de seu primeiro marido, o escritor Felisberto Hernández, com quem se casou para chegar ao país sul-americano.

O Envenenamento e a Morte Misteriosa

A autora Laura Ramos recorda com clareza os momentos em que África de las Heras a buscava na escola, juntamente com seu irmão, para levá-los à sua casa para o lanche. Essa casa, na rua Williman em Montevidéu, tornou-se um local de memórias doces e, agora, assustadoras.

A investigação de Ramos revelou uma faceta aterradora de sua antiga babá. Em uma gravação encontrada pela escritora, uma espiã uruguaia cooperando com a KGB detalha a participação de De las Heras em duas mortes. A mais chocante delas é o envenenamento de seu segundo marido, o espião italiano Valentino Marchetti.

Segundo a gravação, De las Heras teria envenenado Marchetti no sofá de sua própria casa, o mesmo local onde as crianças, incluindo Ramos, recebiam seus lanches. A informante uruguaia também relatou ter ajudado a agente soviética a “trasladar o corpo de um cômodo a outro”.

Conexões com Outras Mortes e Provas Documentadas

A investigação de Laura Ramos também aponta para o possível envolvimento de África de las Heras na morte do professor universitário uruguaio Arbelio Ramírez, ocorrida em 1961. Ramírez teria sido cooptado pela espiã para colaborar em tarefas secretas.

A ligação entre as duas mortes, segundo a escritora, reside no médico que assinou os atestados de óbito. O mesmo profissional que declarou a morte de Valentino Marchetti, o marido envenenado, foi o contratado três anos antes para realizar a autópsia de Arbelio Ramírez. “Eu apresento as provas que estão na gravação. Está tudo documentado”, afirma Ramos sobre as evidências em seu livro.

África de las Heras, com patente de coronel e condecorada diversas vezes, morreu pouco antes do colapso da União Soviética, levando consigo muitos segredos. Sua vida, uma complexa teia de espionagem e aparente crueldade, continua a intrigar e a chocar aqueles que, como Laura Ramos, um dia acreditaram em sua fachada de cuidadora.

Perguntas frequentes

Quem foi África de las Heras?

África de las Heras foi uma espiã espanhola a serviço da KGB, a inteligência soviética, que atuou na América Latina sob o codinome “Patria”.

Qual era a relação de África de las Heras com Laura Ramos?

África de las Heras atuou como babá para Laura Ramos e seu irmão durante a infância da escritora no Uruguai, sob o nome “Marí­a Luisa”.

Quais acusações foram feitas contra África de las Heras?

Laura Ramos, com base em investigações e gravações, acusa África de las Heras de ter envenenado seu marido, Valentino Marchetti, e de ter participado da morte de Arbelio Ramírez.

Como Laura Ramos descobriu a verdade sobre sua babá?

Laura Ramos descobriu a verdade através de uma longa investigação pessoal, detalhada em seu livro “Mi niñera de la KGB”, que incluiu a análise de gravações e documentos.

O que era a KGB?

A KGB era o principal serviço de segurança e inteligência da União Soviética, atuando em diversas frentes durante a Guerra Fria.

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