Fifa Planeja Vender Até 20% de Subsidiária que Reunirá Ativos Comerciais da Copa do Mundo, Gerando Controvérsias
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou veementemente ter conversado com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, sobre os planos da entidade de vender uma participação em seus negócios comerciais ligados à Copa do Mundo para investidores privados. A declaração surge em meio a um anúncio da FIFA sobre a criação de uma nova subsidiária, avaliada em US$ 20 bilhões, para gerenciar seus principais ativos, incluindo a Copa do Mundo e os torneios de clubes.
A proposta da FIFA, que prevê a venda de até 20% desta nova empresa, já gerou forte reação dentro da própria entidade. Um dos principais grupos interessados na operação, segundo a FIFA, é liderado por uma gestora fundada por Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro de Donald Trump. Essa ligação familiar levanta questionamentos sobre a transparência e a imparcialidade do processo.
Apesar da proximidade familiar e de uma relação pessoal próxima entre Trump e Infantino, o presidente americano afirmou que o assunto não foi discutido entre eles. A FIFA busca capitalizar seus ativos comerciais mais valiosos, mas a iniciativa enfrenta forte oposição interna, com diretores expressando preocupação com o futuro do futebol e a falta de transparência. Conforme informações divulgadas, a declaração de Trump ocorreu durante uma reunião com secretários em Camp David.
Críticas Internas e Pedido de Demissão na FIFA
A iniciativa da FIFA de vender parte de seus ativos comerciais provocou um forte levante dentro da cúpula da entidade. Carlos Cordeiro, que ocupava o cargo de principal assessor da presidência da FIFA e já foi presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos, optou por pedir demissão em protesto contra o plano. Ele classificou a proposta como um “mau negócio para o futebol”, alertando que a medida coloca em risco um dos ativos mais preciosos do esporte mundial.
Outro dirigente de peso na FIFA, o diretor de operações Kevin Lamour, também manifestou sua insatisfação com o projeto. Em declarações à Associated Press, Lamour afirmou que os funcionários da entidade foram “enganados” devido à falta de transparência na condução desta proposta. Ele descreveu o projeto como “o projeto de uma única pessoa”, referindo-se diretamente a Gianni Infantino.
Argumentos Contra a Venda e Situação Financeira da FIFA
O argumento central de Carlos Cordeiro para se opor à venda é a robusta situação financeira da FIFA. Ele ressaltou que a entidade possui bilhões de dólares em caixa, não apresenta dívidas e obteve uma arrecadação expressiva de cerca de US$ 15 bilhões nos últimos quatro anos. Para Cordeiro, a venda de ativos tão importantes se torna injustificada diante desse cenário financeiro positivo.
Apesar das críticas e do pedido de demissão de Cordeiro, Kevin Lamour permaneceu em seu cargo, demonstrando disposição para enfrentar as possíveis consequências de defender sua posição. A controvérsia em torno da venda de ativos da Copa do Mundo e a gestão de Gianni Infantino, que preside a FIFA desde 2016 e busca a reeleição no próximo ano, continuam a gerar debates acalorados no mundo do futebol.
Investidores e o Pacto Familiar no Interesse da Copa
A FIFA revelou que o principal grupo de investidores interessados na aquisição de até 20% da nova subsidiária é liderado por uma gestora fundada por Joshua Kushner. Este detalhe é particularmente relevante, pois Joshua é irmão de Jared Kushner, o genro do presidente americano Donald Trump. Essa conexão familiar direta intensifica o escrutínio sobre a negociação, levantando suspeitas de favorecimento e potenciais conflitos de interesse.
Apesar de Trump ter negado qualquer conversa com Infantino sobre o assunto, a ligação entre as famílias Kushner e Trump, juntamente com o interesse em ativos comerciais da Copa do Mundo, cria um cenário complexo. A FIFA, por sua vez, busca justificar a operação como uma forma de otimizar a gestão e o retorno financeiro de seus principais produtos, mas as críticas internas e a percepção pública de falta de transparência podem comprometer o sucesso e a aceitação da iniciativa.
Perguntas frequentes
O que a FIFA planeja vender?
A FIFA planeja vender até 20% de uma nova subsidiária que reunirá seus principais ativos comerciais, incluindo os direitos da Copa do Mundo.
Quem está interessado na compra?
Um dos principais grupos interessados é liderado por uma gestora fundada por Joshua Kushner, irmão do genro de Donald Trump, Jared Kushner.
Donald Trump comentou sobre o assunto?
Sim, Donald Trump negou ter conversado com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, sobre essa possível venda.
Houve protestos contra a venda dentro da FIFA?
Sim, Carlos Cordeiro, assessor da presidência da FIFA, pediu demissão em protesto, classificando o negócio como “mau” para o futebol. O diretor de operações Kevin Lamour também criticou a falta de transparência.
Qual a justificativa para a venda?
A FIFA busca otimizar a gestão e o retorno financeiro de seus ativos comerciais, mas críticos apontam a forte situação financeira da entidade como um fator que torna a venda desnecessária.









