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domingo, novembro 30, 2025
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Operação revela esquema do Grupo Fit com 50 fundos secretos

Entenda como a nova operação da Receita expôs uma rede gigante de fundos, offshores e ocultação de patrimônio

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A revelação caiu como uma bomba no setor de combustíveis: o Grupo Fit, dono da refinaria de Manguinhos (Refit), teria usado 50 fundos de investimento para esconder um patrimônio bilionário oriundo de fraudes fiscais, segundo a Receita Federal.

O número surpreendeu até os próprios investigadores e revelou um esquema muito mais profundo do que o imaginado.

Logo após a operação desta quinta-feira (27), as atenções se voltaram para a empresa controlada pelo empresário Ricardo Magro, que já havia negado qualquer irregularidade meses atrás. Mas agora, as descobertas da Receita acenderam um alerta nacional.

O que chamou atenção na nova operação da Receita?

De acordo com os investigadores, o esquema operado pelo Grupo Fit era tão complexo que parecia ter sido construído exatamente para não ser descoberto.

Fundos fechados com apenas um cotista, que por sua vez era outro fundo, criavam um labirinto financeiro difícil de rastrear. Tudo isso, segundo a Receita, era parte de uma estratégia para ocultar o beneficiário final e dificultar qualquer tentativa de investigação.

A operação mobilizou 621 agentes e cumpriu mandados contra 190 alvos em diversos estados. Só em bens, mais de R$ 10,2 bilhões foram bloqueados.

Por que o número de fundos surpreendeu os investigadores?

Inicialmente, a Receita acreditava que o grupo utilizava 17 fundos, que juntos somavam R$ 8 bilhões. Mas durante as diligências, descobriram quase 50 fundos envolvidos — praticamente o triplo do estimado.

Os agentes afirmam que o objetivo era claro: quanto mais camadas, mais difícil identificar quem realmente se beneficiava dos recursos.

Além disso, segundo o secretário especial da Receita, Robinson Barreirinhas, o grupo teria movimentado mais de R$ 70 bilhões em apenas um ano. Parte desse dinheiro teria passado por mais de 15 offshores nos EUA, usadas para lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

O esquema envolvia toda a cadeia de combustíveis?

Segundo as autoridades, sim. A suspeita é de que a fraude começava no porto e seguia até o posto, sem o pagamento dos impostos correspondentes.

Um dos métodos usados seria declarar gasolina importada como “derivados para industrialização”, uma manobra que permitiria pagar menos tributos.

Além dos fundos, a Receita identificou o uso de holdings, offshores e instituições de pagamento. Um detalhe chamou atenção: a principal financeira do grupo mantinha 47 contas bancárias distintas, todas ligadas às empresas do conglomerado.

Teve ajuda de instituições do mercado financeiro?

As investigações apontam sinais de que administradoras e gestoras teriam colaborado, omitindo informações essenciais ao Fisco. A Receita já começou a rastrear a atuação dessas empresas.

O promotor Alexandre Castilho, do Cira-SP, descreveu o caso como “assustador pelo tamanho” e pela capacidade de operar por anos sem grandes dificuldades.

O que muda a partir de agora?

Para tentar barrar práticas semelhantes, a Receita publicou uma portaria exigindo que todos os fundos de investimento identifiquem o CPF do cotista final. A medida busca acabar com o anonimato em fundos exclusivos, hoje usados em diversas estruturas duvidosas.

O caso ainda está em andamento, e a defesa de Ricardo Magro não comentou a operação mais recente.

Conclusão

O caso do Grupo Fit escancara como estruturas financeiras podem ser usadas para criar verdadeiros labirintos de ocultação. A operação tem potencial para mudar a forma como fundos exclusivos e offshores são fiscalizados no país.

Quer acompanhar os próximos capítulos e entender o impacto dessas investigações no mercado brasileiro? Então continue navegando pelo Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQs)

O que exatamente a Receita encontrou contra o Grupo Fit?

A Receita identificou 50 fundos de investimento, offshores e uma estrutura financeira complexa usada para ocultar patrimônio e facilitar fraudes fiscais.

Qual o valor total movimentado pelo esquema segundo as autoridades?

A estimativa é de que mais de R$ 70 bilhões tenham sido movimentados em apenas um ano pelo grupo.

Por que tantos fundos de investimento eram usados?

Os fundos criavam várias camadas para dificultar o rastreamento dos verdadeiros beneficiários e esconder o patrimônio.

O caso envolve empresas do mercado financeiro?

As investigações apontam indícios de que gestoras e administradoras podem ter colaborado ao omitir informações do Fisco.

O Grupo Fit já se pronunciou?

Até o momento, a equipe de Ricardo Magro não comentou a nova operação. Em setembro, ele negou qualquer irregularidade.

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