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domingo, novembro 30, 2025
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Como vai funcionar a devolução do Pix em caso de golpe: Passo a passo e o que muda para o usuário

O sistema de pagamentos instantâneos Pix passou por uma grande atualização de segurança: o Banco Central do Brasil (BC) reforçou o mecanismo que permite devolver transferências bancárias indevidas — inclusive quando o dinheiro já passou por várias contas. A mudança representa um avanço no combate a fraudes e dá mais chances de recuperar valores perdidos por golpes.

O que mudou com o novo mecanismo?

Até então, a devolução de um Pix em caso de golpe só era possível se os recursos ainda estivessem na conta que os recebeu originalmente. Isso era um problema: golpistas costumavam transferir o valor imediatamente para outras contas, deixando “vítimas” sem chance de recuperar o dinheiro.

Com a atualização do mecanismo — chamado Mecanismo Especial de Devolução (MED) — agora o sistema pode rastrear todo o trajeto do dinheiro, identificando contas intermediárias e permitindo a devolução mesmo quando o valor já foi redistribuído.

Além disso, para facilitar o processo para o usuário, foi instituído o chamado “botão de contestação”, que permite iniciar pedido de devolução diretamente pelo app do banco, sem precisar contato por telefone ou atendimento presencial.

Essa versão reforçada do MED já está em vigor e será obrigatória para todas as instituições financeiras a partir de 2 de fevereiro de 2026. Até lá, algumas instituições já adotaram o novo formato de forma voluntária.

Como funciona o processo para pedir devolução?

Se você foi vítima de golpe via Pix, o processo de devolução agora segue os seguintes passos:

  1. Registre a contestação pelo app ou site da sua instituição financeira, usando o botão de contestação.
  2. O banco da vítima aciona o MED e compartilha as informações da transação com as instituições envolvidas.
  3. As contas que receberam os valores (iniciais ou intermediárias) podem ser bloqueadas automaticamente para evitar novas movimentações.
  4. A instituição financeira avalia se há indícios de fraude; esse processo deve ser concluído em até 7 dias.
  5. Se a fraude for comprovada, os valores devem ser devolvidos — total ou parcialmente — em até 11 dias, desde que haja saldo disponível nas contas bloqueadas.

Importante: o pedido de contestação deve ser feito em até 80 dias após a realização do Pix.

Quem pode ser beneficiado — e limitações que valem atenção

Benefícios da nova regra

  • Possibilidade de devolução mesmo após múltiplas transferências (contas intermediárias).
  • Processo mais ágil e prático via botão de contestação no app.
  • Maior chance de recuperar o dinheiro se o golpe for detectado a tempo e houver saldo disponível para devolução.

Limitações e cuidados que ainda são necessários

  • A devolução depende de que o dinheiro ainda esteja nas contas usadas pelo criminoso — se o valor for sacado ou usado rapidamente, o MED pode não conseguir recuperar tudo.
  • A ferramenta só se aplica em casos de fraude ou erro de processamento — não cobre “troca de convicção”, arrependimento ou negociações pessoais de má-fé.
  • Mesmo com a regra, vítimas precisam agir rapidamente: quanto antes contestar, maior a chance de sucesso.

Por que a mudança era urgente?

Nos últimos anos, golpes com o Pix se multiplicaram. A agilidade das transferências instantâneas facilita a ação de criminosos, que usam engenharia social ou fraudes sofisticadas para driblar vítimas.

O antigo sistema de devolução mostrava-se insuficiente: muitas vítimas registravam contestação, mas o dinheiro já havia sumido. O novo MED corrige essa falha estrutural e traz mais segurança ao método de pagamento mais usado do Brasil.

Para o usuário, a novidade representa um mecanismo real de proteção contra fraudes, sem depender exclusivamente da boa fé da instituição ou da sorte de o dinheiro estar parado na conta.

Conclusão: MED reforçado dá mais chance de reembolso, mas a prevenção continua sendo essencial

A nova regra de devolução do Pix representa um avanço importante para quem utiliza o sistema — especialmente em um cenário de crescente criminalidade digital. Com rastreamento mais eficiente e um processo simplificado, vítimas de golpes têm agora uma chance concreta de recuperar o dinheiro.

No entanto, a devolução não é automática nem garantida: para aumentar suas chances, é fundamental agir rápido, contestar a transação ao primeiro sinal de golpe e manter atenção redobrada a mensagens suspeitas.

Perguntas frequentes (FAQ)

O que é o MED do Pix e como ele mudou em 2025?

O MED (Mecanismo Especial de Devolução) é o sistema do Banco Central que permite devolver valores transferidos por engano ou fraude via Pix. Em 2025, o mecanismo foi ampliado: agora rastreia todo o caminho do dinheiro, mesmo se tiver passado por várias contas.

Como faço para solicitar a devolução de um Pix após golpe?

Use o “botão de contestação” no app ou site do seu banco, relate o golpe, e aguarde: se confirmado, a devolução deve ocorrer em até 11 dias, se houver saldo disponível.

Até quando posso pedir a devolução?

Você tem até 80 dias após a realização do Pix para registrar a contestação.

HA devolução é garantida?

Não. A devolução depende de que os recursos ainda existam nas contas usadas pelos golpistas. Se o dinheiro já tiver sido sacado ou movido para fora do sistema, não há garantia de reembolso.

A regra já está valendo para todos os bancos?

Sim — a regra já entrou em vigor. Mas a adesão completa será obrigatória para todas as instituições a partir de 2 de fevereiro de 2026.

Essa mudança elimina completamente os golpes via Pix?

Não. A regra ajuda a mitigar os impactos de golpes, mas não impede que eles ocorram. Por isso, prevenção continua essencial: verifique remetente, desconfie de ofertas, confirme dados antes de transferir e nunca compartilhe senhas.

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