A Polícia Federal revelou novos detalhes sobre a investigação que envolve Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj, preso na Operação Unha e Carne. Segundo a corporação, o deputado teria atuado para preservar relações com o Comando Vermelho (CV) a fim de garantir apoio eleitoral em áreas dominadas pela facção — apoio que, conforme os investigadores, poderia representar “milhões de votos” no Rio de Janeiro.
A denúncia foi revelada pelo InfoMoney em um relatório da PF que embasou o pedido de prisão preventiva.
Como a PF chegou à conclusão sobre o vínculo político com o CV?
A PF afirma que Bacellar sabia previamente da relação entre TH Joias (Thiego Raimundo dos Santos Silva), alvo da Operação Zargun, e o Comando Vermelho. Além disso, ele teria orientado o aliado a remover objetos que poderiam ser apreendidos, o que configura tentativa de obstrução de investigações.
Segundo o relatório, essa suposta articulação buscava manter influência eleitoral em regiões onde o CV controla a circulação, o comércio e até o funcionamento de serviços essenciais. Por causa disso, o apoio da facção teria impacto direto no desempenho político de Bacellar.
Prisão, dinheiro vivo e suspeita de vazamento de operação
No dia 3 de dezembro, a PF prendeu Bacellar. Durante a ação, os agentes encontraram mais de R$ 90 mil em dinheiro vivo dentro do carro do deputado.
Além disso, a corporação afirma que ele vazou dados sigilosos da Operação Zargun, que buscava prender TH Joias. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, afirmou que há indícios de uma estrutura organizada para interferir em investigações, justificando a prisão preventiva.
Quem é Bacellar e por que o caso causa impacto político?
Rodrigo Bacellar era considerado uma das figuras mais influentes do União Brasil no estado. Ele presidia a Alerj e era mencionado em análises políticas como possível candidato ao governo do RJ em 2026.
A prisão expõe, novamente, o poder das facções criminosas sobre a política fluminense. E, enquanto o caso se desenrola, especialistas alertam para riscos à transparência das próximas eleições no estado.
O que ainda precisa ser esclarecido?
Embora a PF tenha apresentado indícios fortes, resta descobrir:
- Quais objetos foram efetivamente removidos por orientação do deputado
- O impacto real dos supostos “milhões de votos” associados à influência do CV
- Se outros agentes políticos participaram da suposta rede de proteção
Por que o caso importa para a segurança e para a democracia?
Esse episódio escancara como organizações criminosas ampliam sua influência sobre territórios, decisões políticas e até resultados eleitorais. Por isso, reforça a necessidade de vigilância institucional e transparência na atuação de representantes públicos.
Enquanto isso, o Rio encara mais um capítulo de instabilidade política, que deve influenciar debates sobre governança, segurança e eleições.
Conclusão
O caso Bacellar revela um cenário grave: relações suspeitas entre política e facções, risco eleitoral e obstrução de operações federais. As investigações seguem abertas — e tendem a trazer novos desdobramentos.
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Perguntas Frequentes (FAQ)
Bacellar realmente tinha relação com o Comando Vermelho?
A PF afirma que sim. Segundo o relatório, ele atuava para manter influência política em áreas dominadas pela facção.
Por que a PF prendeu Bacellar?
Porque ele teria vazado informações sigilosas e orientado a remoção de objetos durante outra operação, o que configuraria obstrução.
O dinheiro encontrado reforça as suspeitas?
A PF aponta que o valor em espécie contribui para suspeitas de corrupção e manipulação política.
O CV realmente influencia eleições no RJ?
Segundo investigadores, a facção controla regiões inteiras, o que impacta diretamente o comportamento eleitoral local.
Quem é TH Joias?
É Thiego Raimundo dos Santos Silva, alvo da Operação Zargun e apontado como figura ligada ao CV.
O caso afeta as eleições de 2026?
Analistas afirmam que sim, pois Bacellar era uma liderança cotada para a disputa.









