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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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Trump revive Doutrina Monroe e coloca América Latina no centro da estratégia militar dos EUA

A Casa Branca divulgou um documento que promete redefinir o papel dos Estados Unidos no mundo. Em vez de atuar como potência global em múltiplos fronts, o governo de Donald Trump anunciou que irá redirecionar seus esforços militares para a América Latina, retomando oficialmente a Doutrina Monroe — política que afirma influência exclusiva dos EUA sobre o hemisfério ocidental.

A nova Estratégia de Segurança Nacional marca um dos movimentos geopolíticos mais significativos da gestão atual e levanta dúvidas sobre impactos militares, migratórios e diplomáticos em toda a região.

O que diz a nova Estratégia de Segurança Nacional?

O documento, publicado nesta sexta (5), afirma que, após “anos de negligência”, os EUA:

  • Reafirmarão a Doutrina Monroe
  • Farão cumprir sua influência histórica na região
  • Usarão força letal para proteger a fronteira contra cartéis de drogas
  • Impulsionarão alianças regionais para conter migração e garantir segurança
  • Negarão acesso de potências externas a áreas estratégicas — recado direto à China

A mudança ocorre em meio ao aumento da presença militar americana no Caribe e ao agravamento das tensões entre Trump e o governo de Nicolás Maduro, na Venezuela.

Por que os EUA estão priorizando a América Latina agora?

Segundo o documento, a região se tornou prioridade por três fatores:

  • Crescimento do tráfico internacional de drogas
  • Avanço da migração irregular em direção aos EUA
  • Aproximação da China com países latino-americanos, incluindo o Brasil

A estratégia prevê “alistamento e expansão” de parceiros no continente, com recompensa a governos e movimentos alinhados à política americana.

Com isso, Washington busca fortalecer influência regional e impedir que potências rivais ocupem espaço político, econômico e militar.

Reforço militar: marinha, guarda costeira e fronteira sob vigilância

O plano prevê:

  • Maior presença da Guarda Costeira e da Marinha na região
  • Monitoramento de rotas marítimas ligadas ao tráfico
  • Operações específicas para conter migração ilegal
  • Possibilidade de uso de força letal contra cartéis que ameacem a fronteira

A orientação é vista como uma guinada agressiva na política externa americana, com impactos diplomáticos imediatos.

Venezuela no centro das tensões

O anúncio chega dias após a confirmação de uma conversa “cordial” entre Trump e Maduro. Mesmo assim, a relação segue marcada por:

  • Pressão militar americana na região
  • Acusações de narcotráfico feitas pelo governo dos EUA
  • Divergências sobre política migratória e direitos humanos

A nova diretriz reforça que a Venezuela será um dos pontos de maior atrito na política externa do atual governo.

E o Brasil nessa história?

Embora o documento não cite países em específico, a menção à China deixa claro que o governo americano vê com preocupação:

  • A aproximação crescente entre China e Brasil
  • Investimentos chineses em infraestrutura e energia no país
  • A influência econômica de Pequim em toda a América do Sul

Com Trump reativando a Doutrina Monroe, o Brasil pode ser pressionado a se reposicionar diplomaticamente entre os dois gigantes.

O que esperar daqui para frente?

O novo plano projeta uma América Latina mais militarizada e com maior presença estratégica dos EUA. Isso poderá gerar:

  • Tensões com governos de esquerda, como Venezuela, Bolívia e eventualmente Brasil
  • Negociações mais rígidas sobre migração
  • Disputas por influência com a China
  • Mudanças na dinâmica militar no Caribe e no Atlântico Sul

A guinada representa o maior realinhamento estratégico americano desde o início dos anos 2000 — e deve moldar o cenário geopolítico da região pelos próximos anos.

Para acompanhar mais análises de geopolítica, tensões globais e impactos econômicos, continue navegando pelo Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQs)

O que é a Doutrina Monroe?

É uma política dos EUA que define o hemisfério ocidental como área de influência americana, afastando potências externas.

Por que Trump retomou essa doutrina?

Para reforçar a presença militar na América Latina e limitar o avanço de rivais como a China.

O governo americano vai usar força letal na fronteira?

Sim, o documento permite ações com força letal contra cartéis que ameacem a segurança dos EUA.

O Brasil é afetado pela medida?

Indiretamente, sim. O país está no radar devido à parceria crescente com a China.

Por que a Venezuela está no centro das tensões?

Por acusações de narcotráfico, crises internas, migração e atritos políticos com Washington.

Quais forças serão reforçadas?

Principalmente a Guarda Costeira e a Marinha dos EUA, com foco em rotas marítimas e fronteiras.

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