O RCRB11, fundo imobiliário da Rio Bravo, informou ao mercado que a Heineken atrasou o pagamento dos aluguéis referentes aos meses de outubro e novembro pelo imóvel Continental Square, na Vila Olímpia, em São Paulo.
O ativo representa cerca de 5% da receita contratada do portfólio — um peso relevante dentro da carteira corporativa.
Segundo a própria empresa, o atraso não tem relação com dificuldade financeira. O motivo seria um processo interno de transferência da posição locatícia para outra companhia do grupo Heineken, o que teria gerado um período de ajustes operacionais.
A gestão reforça que não há risco de crédito e que o contrato permanece sólido.
Quanto o atraso pesa nos resultados do fundo?
O impacto estimado é de aproximadamente:
➡️ R$ 0,08 por cota ao mês
Esse efeito já começa a refletir no resultado corrente do RCRB11.
Mesmo assim, a gestão manteve inalterado o guidance semestral de distribuição:
➡️ R$ 0,94 por cota por mês
O valor poderá ser revisto se o comportamento das receitas mudar nos próximos meses — mas, por enquanto, a equipe mantém confiança na regularização.
A Heineken vai pagar? O que diz a gestora
A Rio Bravo informou que:
- já fez as tratativas com a Heineken;
- adotou as medidas cabíveis para a regularização;
- e espera que os pagamentos sejam retomados assim que a transição interna for concluída.
O objetivo é evitar novos atrasos e minimizar qualquer impacto adicional sobre os resultados do fundo.
O que esse episódio sinaliza para os cotistas?
Apesar de ser um evento pontual, o caso acende alertas importantes:
• contratos corporativos podem sofrer atrasos por questões operacionais
• mesmo grandes empresas têm processos internos que afetam FIIs
• fundos com portfólio concentrado sentem mais rapidamente qualquer inadimplência
No caso do RCRB11, o guidance mantido sugere tranquilidade no curto prazo, mas vale acompanhar de perto as próximas comunicações oficiais.
Conclusão: atraso preocupa, mas não muda a tese — por enquanto
O atraso da Heineken gera ruído e impacto mensal direto na distribuição, mas não altera, até aqui, a visão da gestora sobre o desempenho do fundo.
Com a expectativa de retomada dos pagamentos, o episódio parece mais operacional do que estrutural.
Para acompanhar próximos comunicados, análises de FIIs, dividendos e impactos do mercado imobiliário, continue navegando pelo Brasilvest.
Perguntas Frequentes (FAQs)
A Heineken deixou de pagar o aluguel do RCRB11?
Sim, os aluguéis de outubro e novembro não foram pagos por motivos operacionais.
O atraso afeta os dividendos?
Sim. O impacto estimado é de R$ 0,08 por cota ao mês.
Existe risco de crédito?
Segundo a gestora, não. É um atraso por ajustes internos.
O guidance de dividendos mudou?
Não. O fundo mantém projeção de R$ 0,94 por cota no semestre.
Quando o pagamento deve ser regularizado?
Assim que a transferência interna da posição locatícia dentro da Heineken for concluída.
O imóvel tem peso relevante no fundo?
Sim, representa cerca de 5% da receita contratada.









