O pregão começou turbulento. O Ibovespa abriu em forte baixa nesta terça-feira, em meio ao nervosismo causado pelos novos dados de emprego dos Estados Unidos e pelo aumento da tensão política no Brasil após a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.
Com investidores já apreensivos pela proximidade das decisões de juros do Federal Reserve e do Copom, o clima nos mercados era de cautela extrema — e isso se refletiu imediatamente nos números.
Por que o Ibovespa caiu tão rápido nesta terça-feira?
Às 10h40, o principal índice da Bolsa brasileira recuava 1,86%, aos 155.240 pontos. Já o contrato futuro com vencimento em 17 de dezembro caía 1,94%, mostrando que a aversão ao risco dominava a abertura do dia.
A combinação de dados econômicos sensíveis dos EUA, incerteza fiscal local e o impacto político da candidatura de Flávio Bolsonaro criou um ambiente em que os investidores preferiram reduzir posições e aguardar.
O que está acontecendo nos EUA para afetar tanto o Brasil?
Os mercados globais amanheceram cautelosos, com índices futuros em Nova York quase estáveis, refletindo a espera pela decisão do Fed.
A precificação da curva americana agora indica apenas duas quedas de juros em 2026, após o corte de 0,25 ponto percentual esperado para amanhã — uma revisão mais dura do que vinha sendo projetado nas últimas semanas, segundo a Ágora Investimentos.
Enquanto isso:
- Dólar continua estável frente às principais moedas;
- Treasuries permanecem próximos das máximas em dois meses;
- Bitcoin opera em leve queda.
E as commodities? Como influenciam o humor do mercado?
Os preços das matérias-primas também ajudaram no clima de instabilidade:
- Petróleo opera em leve baixa, após sua maior queda em quase três semanas, pressionado pelo balanço global de oferta antes dos relatórios da AIE e da Opep;
- Minério de ferro caiu 0,72% na madrugada em Dalian, cotado a US$ 107,10 por tonelada.
Esses movimentos enfraquecem o apetite do investidor por ativos de risco, aumentando a pressão sobre o Ibovespa.
Como a política brasileira entrou no centro das atenções?
No Brasil, o foco voltou-se para a repercussão da candidatura de Flávio Bolsonaro. O senador declarou que sua decisão é “irreversível” e agradeceu o apoio do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Flávio falou após visitar Jair Bolsonaro, que cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O ex-presidente, segundo ele, ficou animado com a repercussão da candidatura — apesar da reação negativa do mercado nos últimos dias.
Para analistas, a possibilidade de maior polarização e conflitos institucionais gera desconforto entre investidores, que passam a cobrar mais prêmio de risco em ativos brasileiros.
O que esperar para os próximos dias?
Com Fed e Copom decidindo juros praticamente ao mesmo tempo, o cenário deve continuar volátil. A percepção é de que os investidores permanecerão defensivos até que haja clareza sobre política monetária internacional e sobre o impacto político local na confiança do mercado.
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Perguntas Frequentes (FAQs)
Por que o Ibovespa caiu hoje?
Por causa dos dados de emprego dos EUA, do medo de juros mais altos por mais tempo e do aumento da tensão política no Brasil.
O que os EUA têm a ver com a Bolsa brasileira?
As decisões do Fed influenciam juros globais e o fluxo de capital. Quando há incerteza, investidores reduzem exposição a países emergentes como o Brasil.
A candidatura de Flávio Bolsonaro afeta o mercado?
Sim. O mercado teme aumento da instabilidade política e possíveis impactos fiscais, o que leva à queda dos ativos.
Como o petróleo e o minério influenciam o Ibovespa?
São commodities essenciais para empresas pesadas do índice. Quando caem, puxam ações importantes para baixo.
O dólar deve subir?
Depende da decisão do Fed. Se os juros americanos ficarem mais altos por mais tempo, o dólar tende a ganhar força.
A tendência é de recuperação ou mais quedas?
A volatilidade deve continuar até que o Fed e o Copom definam suas políticas e o cenário político fique mais claro.









