Por anos, apostar em big techs foi praticamente um caminho sem erro. Mas esse cenário começa a mudar. Estrategistas de Wall Street já estão alertando clientes: em 2026, o protagonismo tende a sair da tecnologia e migrar para setores tradicionais, como saúde, indústria e energia.
O motivo é simples e direto: os preços das gigantes de tecnologia ficaram altos demais, enquanto outras áreas do mercado seguem descontadas e com maior potencial de recuperação.
Por que Wall Street está reduzindo exposição à tecnologia?
O setor de tecnologia acumulou uma valorização próxima de 300% nos últimos três anos. Esse desempenho impressionante, impulsionado principalmente pela inteligência artificial, começa a gerar desconfiança sobre até onde esses preços podem ir.
Resultados recentes de empresas ligadas à IA frustraram expectativas elevadas e reforçaram a percepção de que o crescimento pode desacelerar, ao mesmo tempo em que os investimentos continuam caros.
Com isso, bancos como Bank of America e Morgan Stanley passaram a recomendar uma postura mais cautelosa com as chamadas “Sete Magníficas”, grupo que reúne gigantes como Nvidia e Amazon.
Para onde o dinheiro está indo agora?
A orientação é clara: ampliar a diversificação. Em vez de concentrar tudo em tecnologia, investidores estão sendo incentivados a olhar para:
- Saúde
- Indústria
- Energia
- Financeiras
- Consumo discricionário
- Small caps e mid caps
Esses setores tendem a se beneficiar mais de um cenário de retomada econômica, juros em queda e crescimento mais espalhado pelo mercado.
Sinais de que a rotação já começou
Os dados recentes mostram que o movimento não é apenas discurso. Desde o fim de novembro, o Russell 2000, índice de small caps, subiu bem mais do que as grandes techs no mesmo período.
Outro indicador importante é o S&P 500 Equal Weight, que distribui peso igual entre as empresas. Ele vem superando o índice tradicional, dominado pelas gigantes de tecnologia. Isso indica que mais empresas estão participando da alta, e não apenas um pequeno grupo.
O que os grandes bancos estão dizendo sobre 2026?
A leitura predominante é de “grande rotação setorial”. A expectativa é que setores que ficaram para trás em 2025 passem a liderar os ganhos em 2026.
Analistas apontam que a economia dos EUA entrou em um novo ciclo, mais favorável para empresas cíclicas e de menor capitalização. Esse tipo de ambiente costuma penalizar menos a volatilidade e favorecer ativos que ainda não esticaram preços.
A tecnologia vai cair?
Não necessariamente. A visão mais equilibrada é que as big techs ainda podem subir, mas devem performar abaixo de outros setores. Ou seja, deixam de ser o motor exclusivo do mercado.
O crescimento dos lucros fora das sete maiores empresas do S&P 500 deve acelerar em 2026, enquanto a participação das big techs nos resultados totais tende a diminuir.
O papel dos juros nesse cenário
Com o Federal Reserve já iniciando cortes de juros e sinalizando novas reduções, ativos mais sensíveis à economia real ganham força. Juros menores favorecem indústrias, consumo e financeiras, além de empresas menores que dependem mais de crédito.
Se inflação e emprego seguirem sob controle, o ambiente pode ser ideal para essa ampliação do mercado.
O que isso significa para o investidor?
A principal mensagem é clara: concentração excessiva em tecnologia pode virar risco. 2026 tende a ser um ano em que diversificação volta a fazer diferença.
Continue navegando pelo Brasilvest e fique à frente das grandes viradas do mercado.
Perguntas Frequentes (FAQs)
Por que Wall Street está reduzindo tecnologia?
Porque os valuations estão elevados e há dúvidas se o crescimento continuará no mesmo ritmo.
Quais setores ganham destaque para 2026?
Saúde, indústria, energia, financeiras e consumo discricionário.
O que são small caps e por que interessam agora?
São empresas menores, mais sensíveis ao crescimento econômico e beneficiadas por juros menores.
As big techs vão cair?
Não necessariamente, mas podem ficar para trás em relação a outros setores.
O corte de juros influencia essa rotação?
Sim. Juros menores favorecem setores tradicionais e empresas cíclicas.
Essa mudança já começou?
Os dados indicam que sim, com maior desempenho fora das grandes empresas de tecnologia.









