A Vivara (VIVA3) virou destaque no mercado após anunciar uma mudança estratégica no alto escalão. A troca de comando foi bem recebida pelos investidores e as ações da companhia subiram 3,45%, refletindo a leitura de que a empresa entra em uma nova fase, com foco maior em execução, governança e eficiência.
A movimentação encerra meses de ruído e sinaliza que o Conselho decidiu agir para destravar valor.
O que mudou na liderança da Vivara?
A companhia anunciou que Thiago Lima Borges assume como novo CEO, substituindo Ícaro Borrello. Ao mesmo tempo, Cassiano Lemos da Cunha passa a ocupar o cargo de COO, no lugar de Bruno Kruel. As mudanças entram em vigor imediatamente.
Segundo a empresa, a decisão foi planejada ao longo dos últimos meses, com apoio de consultoria especializada, reforçando que não se trata de um movimento improvisado.
Por que o mercado gostou da troca?
Analistas enxergam a mudança como positiva e necessária. O principal ponto é o histórico dos novos executivos, ambos com forte experiência em varejo e operações.
Thiago Borges soma mais de 20 anos no setor, com passagens relevantes por empresas como Smart Fit e Azzas 2154, antiga Arezzo. Já Cassiano Lemos atuou na Richards e na própria Arezzo, onde liderou projetos focados em controle de estoques e eficiência operacional, exatamente um dos maiores desafios da Vivara hoje.
A governança era um problema?
Sim, e esse é um ponto central. Nos últimos meses, o mercado demonstrava incômodo com mudanças frequentes no C-level, levantando dúvidas sobre governança e estabilidade.
Bancos como JPMorgan e Bradesco BBI avaliam que esse ciclo de trocas deve estar chegando ao fim, abrindo espaço para uma gestão mais previsível, com os controladores concentrando atuação no Conselho, e não no dia a dia executivo.
O que dizem os grandes bancos sobre VIVA3?
A reação foi amplamente positiva:
- JPMorgan manteve recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 36
- Goldman Sachs reiterou compra, com preço-alvo de R$ 38
- XP Investimentos também seguiu com visão construtiva
- Bradesco BBI manteve recomendação neutra, mas reconheceu avanço em governança
Com a ação negociada a cerca de 9,7 vezes o lucro estimado para 2026, analistas veem valuation atrativo, desde que a nova gestão entregue execução consistente.
Estoques e expansão seguem no radar?
Sim. O nível de estoques ainda é um ponto sensível, mas agora visto como oportunidade. O mercado acredita que a nova liderança pode usar os estoques atuais para sustentar margens em um cenário de repasse de preços no varejo.
Além disso, há expectativa positiva sobre a expansão da marca Life, braço de crescimento orgânico da Vivara.
O que o investidor deve observar daqui pra frente?
O foco agora é entrega. A tese melhorou, o ruído diminuiu e a governança avançou. Se os novos executivos conseguirem mostrar resultados operacionais e estabilidade, o mercado pode reprecificar a ação.
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Perguntas Frequentes (FAQs)
Quem é o novo CEO da Vivara?
Thiago Lima Borges, executivo com mais de 20 anos de experiência no varejo.
Por que as ações subiram após o anúncio?
O mercado viu a mudança como positiva para governança e execução.
A troca de comando foi planejada?
Sim, segundo a empresa, o processo vinha sendo conduzido há meses.
Bancos recomendam comprar VIVA3?
Sim. JPMorgan, Goldman Sachs e XP mantêm recomendação de compra.
Qual é o principal desafio da Vivara hoje?
Gestão eficiente de estoques e execução operacional consistente.
A governança da empresa melhora com essa mudança?
Na visão dos analistas, sim, com maior alinhamento aos acionistas minoritários.









