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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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Bitcoin pode bater novo recorde em 2026, diz gestora

Enquanto parte do mercado ainda aposta em um período morno para as criptomoedas, uma grande gestora global vai na contramão do pessimismo. Para a 21Shares, o Bitcoin (BTC) não só deve sobreviver ao próximo ciclo como pode renovar suas máximas históricas em 2026, impulsionado por uma mudança estrutural no perfil dos investidores.

A tese é clara: o Bitcoin está deixando de ser um ativo especulativo de varejo para assumir, de vez, o papel de hedge macro global.

Por que a 21Shares está otimista com o Bitcoin?

Segundo o relatório State of Crypto 2025, a principal mudança está na entrada massiva de investidores institucionais, como bancos, fundos soberanos e governos.

A gestora projeta que o mercado global de ETPs de criptomoedas — produtos negociados em bolsa, como ETFs — deve alcançar US$ 400 bilhões em 2026, um salto de cerca de 60% em relação ao volume atual, estimado em US$ 250 bilhões.

Para efeito de comparação, esse mercado já pode superar, em tamanho, índices tradicionais como o Nasdaq-100.

ETFs estão mudando o ciclo histórico do Bitcoin?

Sim. De acordo com a 21Shares, ETFs e investidores institucionais absorveram em 2025 seis vezes mais bitcoins do que o total minerado no período.

Esse movimento, segundo a gestora, quebrou o ciclo clássico de quatro anos do Bitcoin, baseado em grandes picos seguidos de quedas profundas.

O resultado prático é um ativo:

  • Com mais liquidez
  • Menos dependente de especulação de curto prazo
  • Com correções mais moderadas

Volatilidade menor e correções menos agressivas

Russell Barlow, CEO da 21Shares, destaca que o comportamento do Bitcoin já mudou de forma relevante.

Desde 2024, as quedas a partir das máximas históricas não passaram de 30%, bem abaixo das correções de mais de 60% vistas em ciclos anteriores.

Segundo ele, o Bitcoin:

  • Está se comportando menos como um ativo de pequena capitalização
  • E mais como um instrumento de proteção macroeconômica

Essa mudança ajuda a sustentar projeções de novas máximas históricas acima de US$ 126 mil, mesmo sem um preço-alvo cravado.

Regulação global abre novas portas

Outro fator decisivo para o otimismo é o avanço regulatório. A SEC, nos Estados Unidos, já analisa mais de 120 pedidos de ETPs envolvendo não só Bitcoin, mas também outros criptoativos relevantes.

Além disso:

  • O Reino Unido retirou restrições ao comércio de criptoativos
  • Países da Ásia e da América Latina avançam em marcos regulatórios
  • Os ETPs caminham para se tornar o padrão global de acesso regulado ao mercado cripto

No mês passado, a própria 21Shares teve dois ETFs aprovados sob a mesma legislação aplicada a fundos tradicionais, o que reforça a institucionalização do setor.

Stablecoins e DeFi também entram no radar

O relatório projeta ainda um crescimento explosivo de outros segmentos do ecossistema cripto.

As stablecoins, por exemplo, podem ultrapassar US$ 1 trilhão em circulação até o fim de 2026, partindo de níveis muito inferiores hoje.

Outros destaques incluem:

  • Finanças descentralizadas (DeFi) crescendo de US$ 130 bilhões para US$ 300 bilhões
  • Expansão de mercados preditivos
  • Avanço de aplicações que combinam blockchain e inteligência artificial

E o Brasil nesse cenário?

No Brasil, a 21Shares estima que US$ 318 bilhões em criptoativos circulem na economia em 2025, sendo 90% em stablecoins.

Pagamentos, remessas internacionais e comércio digital são apontados como os principais motores desse crescimento, impulsionados por um ambiente regulatório mais claro desde 2023.

O que isso significa para o investidor?

A leitura da gestora é direta: o Bitcoin não depende mais apenas de euforia. Ele passa a ser sustentado por:

  • Capital institucional
  • Infraestrutura regulada
  • Uso econômico real

Isso não elimina riscos, mas muda completamente a lógica do ciclo.

Para acompanhar análises, cenários e tendências do mercado cripto e financeiro, continue navegando pelo Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQs)

O Bitcoin pode mesmo bater novo recorde em 2026?

Segundo a 21Shares, sim, com possibilidade de superar US$ 126 mil.

O que sustenta essa projeção?

Entrada institucional, ETFs, maior liquidez e avanço regulatório.

A volatilidade do Bitcoin diminuiu?

Sim. As correções recentes foram bem menores que em ciclos passados.

ETFs são tão importantes assim?

Sim. Eles ampliam o acesso e absorvem grande parte da oferta disponível.

Stablecoins também crescem?

A projeção é de mais de US$ 1 trilhão em circulação até 2026.

O Brasil participa desse movimento?

Sim. O país é destaque no uso de stablecoins para pagamentos e remessas.

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