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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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Corte de juros em janeiro fica mais distante após ata dura

Quem esperava um alívio nos juros logo em janeiro recebeu um balde de água fria. A ata mais recente do Copom deixou claro que, apesar da melhora na inflação e do esfriamento gradual da economia, o Banco Central prefere manter o pé no freio. O tom foi conservador, cauteloso e suficiente para afastar, ao menos por agora, a chance de um corte imediato da Selic.

O recado foi direto: a política monetária está funcionando, mas ainda não é hora de relaxar.

O que a ata do Copom realmente sinalizou?

Na leitura dos economistas, o Copom reconheceu avanços importantes. A inflação veio melhor do que o esperado e a atividade econômica começa a perder força. Ainda assim, o Comitê reforçou que os riscos inflacionários continuam presentes, especialmente do lado da demanda.

A mensagem central foi de vigilância. O BC deixou explícito que pretende manter a Selic em 15% ao ano por mais tempo, garantindo que o processo de desinflação seja consolidado antes de qualquer mudança de rota.

Por que janeiro ficou mais improvável?

O principal obstáculo segue sendo o mercado de trabalho apertado. Mesmo com sinais de moderação no consumo das famílias, o BC entende que o nível de emprego e renda ainda sustenta pressões inflacionárias.

Além disso, as expectativas de inflação seguem acima da meta em todos os horizontes analisados. Para o Copom, isso exige uma política monetária “significativamente contracionista” por um período prolongado.

Traduzindo: o BC quer mais dados, mais tempo e menos pressa.

A inflação melhorou, mas não o suficiente?

Sim, melhorou. E isso foi reconhecido na ata. O cenário externo mais favorável, especialmente via câmbio, ajudou a reduzir a inflação de bens industriais e alimentos. Também há sinais, ainda lentos, de desaceleração da inflação de serviços.

Mesmo assim, o Comitê deixou claro que não alterou o balanço de riscos. Ou seja, a melhora ainda não gerou conforto suficiente para iniciar cortes.

Março virou o novo consenso do mercado?

Para a maioria dos economistas, sim. A leitura dominante é que o ciclo de cortes deve começar em março, com reduções graduais, provavelmente de 0,50 ponto percentual.

A expectativa é que a Selic encerre 2026 em torno de 12%, mas tudo dependerá da evolução da inflação, das expectativas e, principalmente, do mercado de trabalho.

Ainda existe chance de corte em janeiro?

Existe, mas é pequena. Alguns analistas enxergaram sinais levemente mais flexíveis na ata, como ajustes na linguagem e menor ênfase em expectativas desancoradas. Mesmo assim, faltou algo essencial: qualquer debate explícito sobre início do corte.

Sem guidance, sem sinalização clara e com foco renovado no emprego, janeiro perdeu força.

O que isso muda para o investidor?

Com juros altos por mais tempo, renda fixa segue atrativa, enquanto ativos mais sensíveis ao crédito continuam pressionados. Ao mesmo tempo, o mercado passa a antecipar movimentos futuros, o que pode gerar volatilidade.

Entender o ritmo do BC é essencial para ajustar estratégia e não ser pego de surpresa.

Para acompanhar decisões de juros, impactos no mercado e análises sem ruído, continue navegando pelo Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQs)

O Banco Central vai cortar juros em janeiro?

Hoje, a chance é baixa. O cenário mais provável é início dos cortes em março.

A inflação já está controlada?

Ela melhorou, mas as expectativas ainda seguem acima da meta, o que preocupa o BC.

Por que o mercado de trabalho pesa tanto?

Porque emprego forte sustenta consumo e pode manter a inflação pressionada.

A Selic vai ficar alta por muito tempo?

Sim. O BC sinaliza manutenção prolongada antes de iniciar cortes.

Juros altos ainda favorecem a renda fixa?

Sim. Enquanto a Selic estiver nesse patamar, a renda fixa segue competitiva.

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