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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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Vale ainda está barata? Morgan diz que sim e manda comprar

A Vale (VALE3) voltou ao radar dos grandes bancos globais — e em tom claramente otimista. O Morgan Stanley elevou a recomendação das ações da mineradora para compra, mesmo após a valorização recente dos papéis, afirmando que o ativo ainda oferece uma relação risco-retorno atrativa no cenário atual.

A leitura do banco é direta: o mercado ainda não precificou todo o potencial da companhia.

Morgan Stanley muda recomendação e eleva preço-alvo

Após uma revisão ampla do setor global de metais, o Morgan decidiu elevar a recomendação dos ADRs da Vale de equalweight (neutra) para overweight (compra).

Além disso, o banco subiu o preço-alvo de US$ 13 para US$ 15, o que representa um potencial de valorização de 17,5% em relação ao último fechamento.

Mesmo com a ação já tendo subido nos últimos meses, os analistas avaliam que ainda há espaço para ganho relevante.

Por que o banco segue otimista com a Vale?

O relatório destaca três pilares principais que sustentam a tese positiva:

  • Disciplina na alocação de capital, com foco em eficiência
  • Excelência operacional no minério de ferro, principal negócio da companhia
  • Crescimento atrativo no cobre, metal estratégico para transição energética

Na visão do banco, a Vale hoje embute no preço um minério de ferro ao redor de US$ 74 por tonelada, enquanto a estimativa de longo prazo do próprio Morgan é de US$ 90 por tonelada — uma diferença relevante.

Menos riscos e mais previsibilidade

Outro ponto importante é a redução significativa dos riscos operacionais.

Segundo os analistas, as incertezas relacionadas a:

  • acidentes em barragens
  • grandes desembolsos inesperados de caixa

diminuíram consideravelmente nos últimos anos, o que melhora a previsibilidade do fluxo de caixa da empresa.

Dividendos fortes entram no radar

O Morgan Stanley também chama atenção para o potencial de remuneração ao acionista.

O banco projeta um dividend yield de 8,6% em 2026, sustentado pela:

  • queda da dívida líquida expandida
  • geração consistente de caixa

Além disso, a ação negocia a múltiplos considerados baixos:

  • 3,8x EV/Ebitda
  • 5,8x Preço/Lucro
  • 8,4% de rendimento de fluxo de caixa livre

Na comparação com outras mineradoras globais, a Vale segue descontada.

Commodities podem ajudar ainda mais

No cenário macro, o Morgan vê fatores que podem favorecer o setor:

  • Minério de ferro com suporte de preço devido a minas de alto custo na China
  • Cobre com perspectiva positiva no curto prazo, diante de oferta restrita
  • Alumínio acompanhando o cobre por limitações produtivas
  • Ouro com ganhos mais moderados, mas ainda sustentado
  • Prata com desempenho inferior ao ouro

Se houver estímulos mais eficazes na China, juros mais baixos nos EUA ou menor tensão comercial, o banco avalia que as ações de mineradoras podem surpreender positivamente.

E os riscos? Eles existem

O principal risco apontado é uma desaceleração mais forte da economia global, causada por:

  • aumento das tensões geopolíticas
  • escalada de tarifas comerciais
  • expansão rápida do projeto Simandou, pressionando o minério

Ainda assim, no balanço geral, o banco entende que os riscos estão mais do que compensados pelo potencial de retorno.

Vale segue no jogo dos grandes

A mensagem do Morgan Stanley é clara:
mesmo após a alta recente, a Vale ainda não é cara — e pode continuar entregando valor ao investidor que busca dividendos, caixa e exposição a commodities estratégicas.

Para acompanhar análises de ações, relatórios de bancos globais e oportunidades no mercado, continue navegando pelo Brasilvest.


Perguntas Frequentes (FAQs)

O Morgan Stanley recomenda compra de Vale?

Sim. O banco elevou a recomendação para overweight, equivalente a compra.

Qual o novo preço-alvo da Vale?

US$ 15 para os ADRs, segundo o relatório.

A Vale ainda está barata mesmo após subir?

Segundo o banco, sim. A ação negocia com desconto frente aos pares.

A empresa deve pagar bons dividendos?

Sim. O Morgan projeta dividend yield de 8,6% em 2026.

Quais são os principais riscos?

Desaceleração global e pressão no minério de ferro.

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