A reforma tributária brasileira deu um passo importante no Congresso Nacional, mesmo após um forte embate político sobre o chamado “imposto do pecado” — tributos sobre produtos considerados nocivos à saúde e ao meio ambiente.
A votação da segunda etapa de regulamentação foi concluída pela Câmara dos Deputados, e o texto segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, abrindo caminho para a implementação do novo sistema tributário já em 2026.
O que mudou na reforma tributária?
A mudança mais debatida foi justamente a respeito do Imposto Seletivo, popularmente apelidado de imposto do pecado, que incide sobre produtos como bebidas açucaradas e itens com impacto negativo à saúde ou ao meio ambiente. A Câmara aprovou a retirada do teto de 2% para a alíquota desse imposto, permitindo que ele seja definido sem um limite fixo no novo sistema tributário.
Esse imposto faz parte do sistema que inclui o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que unificará tributos atualmente fragmentados, como PIS, Cofins, ICMS e ISS, para simplificar o sistema e reduzir a burocracia.
Principais pontos aprovados no Congresso
Regulamentação concluída: A Câmara terminou a votação dos destaques e aprovou a redação final do projeto, que agora segue para sanção presidencial.
Sem teto no imposto do pecado: A retirada do limite de 2% na alíquota do imposto seletivo foi mantida após votação apertada.
Criação do Comitê Gestor do IBS: O texto prevê a criação de um comitê para acompanhar a implementação do novo tributo.
Transição gradual: A implementação das novas regras começa com testes em 2026 e uma transição até 2033.
Por que o “imposto do pecado” gerou controvérsia?
A ideia de tributar produtos como refrigerantes, bebidas açucaradas e outros itens considerados prejudiciais já estava prevista na reforma, mas a fixação de uma alíquota teto de 2% havia sido aprovada no Senado como uma forma de limitar o impacto sobre preços ao consumidor.
Ao retirar esse teto no plenário da Câmara, parlamentares abriram espaço para que o governo e o Congresso possam definir alíquotas mais altas conforme o contexto econômico e social, o que gerou debates intensos entre deputados e setores produtivos.
O que muda para consumidores e empresas?
A reforma tem potencial para transformar profundamente o sistema de impostos no Brasil — e isso terá impactos tanto para empresas quanto para consumidores:
- Menos burocracia tributária: Um sistema mais simples pode reduzir custos para empresas e, no longo prazo, baratear produtos e serviços.
- Tributação mais ampla sobre consumo: Com o IBS e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), haverá uma nova lógica de cobrança de tributos federais e subnacionais.
- Potencial aumento em produtos específicos: Sem teto, alíquotas do imposto seletivo poderão ser ajustadas conforme decisões futuras, o que pode pesar mais no preço de bebidas açucaradas e bens similares.
Conclusão: reforma aprovada, mas com conflitos à vista
A conclusão da votação da reforma tributária representa um avanço significativo no sistema fiscal do Brasil após décadas de discussões. Ainda assim, a disputa em torno do “imposto do pecado” mostra que o tema segue sensível e pode gerar efeitos políticos e econômicos ao longo de 2026 e além.
Quer entender como essas mudanças podem afetar o seu bolso e o ambiente de negócios no Brasil?
Acesse o Brasilvest agora e fique por dentro de análises exclusivas sobre a reforma tributária e suas consequências.
Perguntas Frequentes (FAQ)
O que é o “imposto do pecado”?
É o imposto seletivo sobre produtos considerados nocivos — como bebidas açucaradas — parte da reforma tributária aprovada pelo Congresso.
A reforma tributária já está valendo?
Não. O texto foi aprovado na Câmara e segue agora para sanção presidencial antes de entrar em vigor.
O que é o IBS?
IBS é o Imposto sobre Bens e Serviços, tributo que unifica vários impostos de consumo no Brasil.
Quando a reforma começa a valer?
A implementação começa com fase de testes em 2026, com transição gradual até 2033.
A retirada do teto do imposto seletivo afeta preços?
Sem o teto de 2%, o governo pode definir alíquotas maiores, o que pode influenciar preços de alguns produtos.









