A reforma tributária força empresas a tomar decisões estratégicas cruciais já em 2026. Não se trata apenas de pagar impostos diferentes, mas de rever preços, estrutura, fornecedores, investimentos e até o modelo de negócio. Quem adiar escolhas pode perder margem, competitividade e caixa.
Por que 2026 será um divisor de águas para empresas?
Primeiramente, 2026 marca o início prático da transição para o novo sistema tributário. A convivência entre regras antigas e novas aumenta a complexidade e o risco de erro.
Além disso, a reforma muda incentivos, créditos e a lógica de tributação sobre o consumo. Portanto, decidir cedo vira vantagem competitiva.
1) Definir a estratégia tributária da empresa
A primeira decisão é estratégica: como a empresa vai se posicionar no novo sistema.
Isso envolve:
- Avaliar impactos de IBS e CBS
- Comparar carga efetiva antes e depois
- Simular cenários por produto e serviço
Sem simulação, qualquer decisão vira aposta.
2) Rever preços e repasse de impostos
A reforma altera o imposto embutido nos preços. Assim, empresas precisam decidir quanto repassar ao consumidor e quanto absorver.
Reprecificar sem planejamento pode:
- Reduzir vendas
- Queimar margem
- Perder competitividade
Portanto, precificação vira tema central do conselho.
3) Repensar a cadeia de fornecedores
Com a lógica de crédito ampliada, a escolha de fornecedores passa a impactar diretamente o imposto pago.
Empresas precisarão decidir:
- Manter fornecedores atuais
- Trocar por parceiros mais eficientes fiscalmente
- Centralizar ou descentralizar compras
Ou seja, o fiscal entra na negociação comercial.
4) Avaliar estrutura operacional e societária
Outra decisão sensível envolve a estrutura da empresa. Filiais, centros de distribuição e formato societário podem perder ou ganhar eficiência com a reforma.
Revisar a estrutura agora evita custos maiores depois.
5) Investir (ou não) durante a transição
A incerteza tributária costuma travar investimentos. No entanto, empresas precisarão decidir se investem mesmo assim para ganhar mercado.
Quem espera demais pode:
- Perder espaço
- Ficar defasado
- Reagir tarde
Portanto, timing importa.
6) Atualizar sistemas e processos
A reforma exige controle fiscal mais robusto, com sistemas preparados para apurar créditos e débitos corretamente.
Decidir não investir em tecnologia agora pode gerar:
- Erros fiscais
- Multas
- Perda de créditos
Em 2026, improviso vira prejuízo.
7) Capacitar equipes e mudar a cultura interna
Por fim, a decisão mais ignorada: preparar pessoas. Equipes fiscal, contábil, financeira e comercial precisam falar a mesma língua.
Sem treinamento, a estratégia não sai do papel.
Reforma tributária não é só imposto, é estratégia
O grande erro é tratar a reforma como tema exclusivo do contador. Na prática, ela afeta preço, margem, operação e crescimento.
Por isso, as decisões precisam envolver liderança e planejamento de longo prazo.
Conclusão: quem decide antes sofre menos depois
A reforma tributária impõe escolhas difíceis em 2026. Empresas que decidem agora ganham previsibilidade. Quem posterga decisões corre o risco de pagar mais imposto e perder competitividade.
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Perguntas Frequentes (FAQ)
A reforma afeta todas as empresas?
Sim, direta ou indiretamente.
2026 já exige decisões práticas?
Sim. A transição começa a impactar operações.
Precificação será afetada?
Sim. Impostos mudam a composição do preço.
Sistemas precisam ser atualizados?
Sim. A apuração será mais complexa.
Quem se preparar antes leva vantagem?
Sim. Antecipação reduz risco e custo.









