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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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Preço do café pode cair em 2026, mas não ficará barato

O preço do café pode continuar em queda em 2026, mas quem espera valores baixos pode se frustrar. Apesar da tendência de recuo, o café deve seguir caro para o consumidor, pressionado por custos elevados, clima instável e demanda firme no mercado global.

A análise foi destaque em reportagem do G1, que ouviu especialistas do setor e produtores rurais. O consenso é claro: o alívio existe, mas será limitado. Ou seja, o café pode cair, mas dificilmente voltará aos patamares considerados baratos.

Produção maior ajuda, mas não resolve tudo

Um dos fatores que explicam a possível queda é a expectativa de aumento da produção em 2026, especialmente no Brasil, maior produtor mundial. Com uma safra mais robusta, a oferta tende a crescer.

No entanto, esse aumento não garante preços baixos. Isso porque os custos de produção continuam elevados, incluindo fertilizantes, mão de obra, transporte e energia.

Segundo o G1, produtores afirmam que vender muito barato simplesmente não é viável no cenário atual.

Clima segue como fator de risco

Outro ponto central é o clima. Eventos extremos, como secas prolongadas e ondas de calor, continuam afetando lavouras. Mesmo com boas perspectivas, qualquer problema climático pode mudar tudo rapidamente.

Além disso, o café é uma cultura sensível. Pequenas variações de clima impactam produtividade e qualidade. Por isso, o mercado mantém um “prêmio de risco” nos preços.

Ou seja, o café embute incerteza no valor final.

Demanda global continua forte

Enquanto a oferta tenta se ajustar, a demanda segue firme. O consumo global de café cresce de forma consistente, puxado por mercados emergentes e pela diversificação de produtos, como cápsulas e bebidas especiais.

Portanto, mesmo com mais café disponível, o consumo absorve boa parte da produção, limitando quedas mais agressivas nos preços.

Esse equilíbrio explica por que o café não deve “despencar”, mesmo com safra maior.

O impacto direto no bolso do consumidor

Para quem compra café no supermercado, a expectativa é de alívio gradual, não imediato. Promoções pontuais podem aparecer, mas o preço médio deve continuar acima do que era antes da disparada recente.

Além disso, o repasse de preços costuma ser lento. Mesmo quando o valor cai no campo, o consumidor sente o efeito meses depois.

Portanto, não é hora de esperar café barato como regra.

Produtores ainda operam no limite

Do lado do campo, a situação segue delicada. Margens apertadas e custos altos deixam produtores cautelosos. Muitos ainda se recuperam de perdas anteriores.

Assim, vender a preços muito baixos não é opção. Isso cria um piso natural para o mercado, impedindo quedas mais profundas.

O que esperar de 2026?

O cenário-base aponta para queda moderada, com preços mais estáveis ao longo do ano. No entanto, qualquer mudança no clima ou no câmbio pode alterar esse quadro.

Em resumo, o café pode até cair, mas continuará pesando no orçamento.

Quer acompanhar como alimentos, commodities e economia afetam seu bolso antes de todo mundo? Continue acompanhando o Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQ)

O preço do café vai cair em 2026?

Pode cair, mas de forma limitada, segundo especialistas.

O café vai ficar barato novamente?

Não. A expectativa é de preços ainda elevados.

Por que o café não cai mais?

Custos altos, clima instável e demanda forte sustentam os preços.

Quando o consumidor sente a queda?

Geralmente meses depois da redução no preço ao produtor.

O clima pode mudar esse cenário?

Sim. Eventos climáticos extremos impactam diretamente os preços.

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