Os presidentes Donald Trump e Volodmir Zelenski afirmaram neste domingo que as negociações para encerrar a guerra entre Ucrânia e Rússia avançaram, mas reconheceram que ainda não existe um acordo fechado. Como próximo passo, uma nova reunião entre negociadores americanos e ucranianos foi marcada para janeiro, com a possibilidade de participação de diplomatas europeus.
O encontro ocorreu em Mar-a-Lago, nos Estados Unidos, e foi tratado como estratégico para destravar pontos sensíveis do conflito. Apesar do discurso otimista, autoridades envolvidas admitem que o processo deve ser mais longo e complexo do que o inicialmente esperado.
Após a reunião, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que conversou com Trump e Zelenski e avaliou que houve progresso nas tratativas. Segundo ela, a Europa está pronta para continuar atuando ao lado da Ucrânia e dos Estados Unidos, desde que o acordo inclua garantias de segurança sólidas desde o primeiro dia.
Trump, por sua vez, elogiou o desempenho de sua equipe e disse acreditar que um acordo pode ser alcançado mais rápido do que o previsto. Ainda assim, evitou cravar prazos ou percentuais de avanço. “Está perto, mas vamos ver se conseguimos fechar”, declarou.
Zelenski fala em progresso, mas admite entraves difíceis
Zelenski classificou o encontro como uma “ótima discussão sobre todos os tópicos” e afirmou que houve alinhamento em relação às garantias de segurança americanas para a Ucrânia após o fim do conflito. Mesmo assim, o líder ucraniano reconheceu que questões centrais seguem travando o avanço definitivo.
Entre os principais impasses estão o controle de áreas do leste da Ucrânia disputadas por Kiev e Moscou e o futuro da usina nuclear de Zaporizhzhia, atualmente sob domínio russo. A Ucrânia defende a criação de uma zona desmilitarizada na região de Donetsk e propõe o compartilhamento da operação da usina com os Estados Unidos, ideia que encontra forte resistência da Rússia.
Antes da reunião, Zelenski chegou a afirmar que o plano de paz estaria “90% pronto”, mas Trump evitou comentar números, dizendo que prefere não negociar com base em porcentagens.
Trump promete levar propostas a Putin
Trump informou que pretende comunicar os resultados do encontro ao presidente russo Vladimir Putin, com quem já havia conversado por telefone antes da reunião com Zelenski. Segundo o presidente americano, Putin demonstrou disposição para dialogar sobre temas sensíveis, incluindo a situação da usina nuclear.
“Putin está realmente trabalhando com a Ucrânia para reabrir a usina. É um grande passo”, afirmou Trump, destacando que ataques ao local não estão ocorrendo.
Rússia mantém postura dura e sinaliza pouca concessão
Apesar do tom mais otimista do lado ocidental, Moscou segue demonstrando resistência. Yuri Ushakov, principal assessor de política externa de Putin, afirmou que um acordo de longo prazo seria preferível a um cessar-fogo temporário, mas cobrou de Kiev uma “decisão política corajosa” sobre o leste ucraniano, sinalizando pouca disposição para ceder território.
O chanceler russo Sergei Lavrov também elevou o tom ao rejeitar a presença de tropas europeias na Ucrânia como parte das garantias de segurança. Segundo ele, soldados europeus se tornariam “alvos legítimos”, o que aumentou ainda mais a tensão diplomática.
Nos dias que antecederam o encontro, a Rússia intensificou ataques contra Kiev com mísseis e drones, reforçando a pressão militar enquanto as negociações seguem no campo político.
Conclusão
Apesar do discurso de avanço e da sinalização de novas reuniões, o caminho para a paz na Ucrânia segue cheio de obstáculos. Os próximos encontros, marcados para janeiro, devem mostrar se o diálogo realmente vai se transformar em acordo ou se o conflito continuará se arrastando. Para acompanhar os desdobramentos, análises exclusivas e os impactos geopolíticos que mexem com o mundo, continue navegando pelo Brasilvest.
Perguntas Frequentes (FAQs)
Trump e Zelenski fecharam um acordo de paz
Não, ambos afirmaram que houve avanço, mas nenhum acordo foi fechado até agora
Quando será a próxima reunião sobre o plano de paz
Uma nova rodada de negociações está prevista para janeiro
Qual é o principal impasse nas negociações
O controle de territórios no leste da Ucrânia e a usina nuclear de Zaporizhzhia
A Europa participa das negociações
Sim, líderes europeus acompanham e podem participar das próximas reuniões
A Rússia concorda com o plano de paz
Até o momento, Moscou demonstra pouca disposição para fazer concessões









