O CDB é um dos investimentos mais populares do Brasil — e não é por acaso. Ele costuma render mais do que a poupança, é simples de entender e pode fazer parte tanto da reserva de emergência quanto de estratégias mais rentáveis dentro da renda fixa. Mesmo assim, muita gente ainda investe sem entender como o CDB funciona de verdade e como escolher a melhor opção.
Se você quer investir com mais segurança e clareza, este guia explica tudo: o que é CDB, como ele rende, quais são os riscos, como funciona a tributação e o que analisar antes de aplicar seu dinheiro.
O que é CDB e como ele funciona na prática
O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um investimento de renda fixa emitido por bancos. Ao aplicar em um CDB, você está emprestando dinheiro para a instituição financeira, que usa esse valor para financiar suas operações, como empréstimos e crédito.
Em troca, o banco devolve o valor aplicado acrescido de juros, de acordo com as condições definidas no momento da aplicação. É basicamente o mesmo mecanismo de um financiamento — só que, aqui, você é quem empresta.
Por isso, o CDB costuma ser mais atrativo do que a poupança: o banco precisa oferecer uma remuneração maior para convencer o investidor a deixar o dinheiro aplicado.
Como o CDB gera rendimento
O rendimento do CDB depende diretamente das condições oferecidas pelo banco emissor. Na maioria dos casos, ele está atrelado ao CDI, taxa que acompanha de perto a Selic.
Existem dois principais tipos de CDB:
CDB pós-fixado
É o mais comum. A rentabilidade acompanha um indexador, geralmente o CDI. Exemplo: 100% do CDI.
CDB prefixado
Aqui, a taxa é definida no momento da aplicação. Exemplo: 10% ao ano, independentemente do CDI no futuro.
A escolha entre um e outro depende do cenário de juros e do seu objetivo com o investimento.
CDB prefixado ou pós-fixado: qual escolher
Não existe resposta única. Tudo depende do cenário econômico.
Quando os juros estão altos ou com tendência de alta, o CDB pós-fixado costuma ser mais vantajoso, pois acompanha essa elevação.
Já em momentos em que o mercado espera queda dos juros, o CDB prefixado pode ser interessante, pois garante uma taxa maior antes da redução.
O mais importante é comparar produtos de bancos com risco semelhante, para não confundir rentabilidade alta com risco excessivo.
Para quem o CDB é indicado
O CDB é um investimento bastante versátil e pode atender perfis diferentes.
Para investidores conservadores, CDBs de bancos grandes e com liquidez diária funcionam bem para reserva de emergência.
Para quem aceita um pouco mais de risco na renda fixa, CDBs de bancos menores costumam pagar taxas mais altas, compensando o risco com maior retorno.
Independentemente do perfil, o CDB faz mais sentido quando faz parte de uma carteira diversificada, e não como investimento único.
Como escolher um bom CDB antes de investir
Escolher o melhor CDB vai muito além de olhar apenas a taxa prometida. Alguns critérios são essenciais.
Prazo do investimento
O prazo define por quanto tempo o dinheiro ficará aplicado. Em geral, quanto maior o prazo, maior a rentabilidade oferecida.
Nunca aplique em um CDB de longo prazo um dinheiro que você pode precisar no curto prazo.
Liquidez do CDB
Liquidez é a facilidade de transformar o investimento em dinheiro.
CDBs com liquidez diária permitem resgates a qualquer momento e são ideais para reserva de emergência. Já os de liquidez apenas no vencimento costumam pagar mais, mas exigem planejamento.
Banco emissor
O risco do CDB está diretamente ligado ao banco que emite o título. Bancos maiores oferecem mais segurança, mas pagam menos. Bancos menores pagam mais, justamente para compensar o risco.
Aqui entra a proteção do FGC, que cobre até R$ 250 mil por CPF e instituição, mas ainda assim é importante avaliar se a rentabilidade compensa o risco.
Riscos envolvidos no CDB
O principal risco é o risco de crédito, ou seja, o banco não honrar o pagamento. É por isso que a análise do emissor é tão importante.
Existe também o custo de oportunidade: ao investir em um CDB, você deixa de aplicar aquele dinheiro em outro ativo que poderia render mais.
Como funciona a tributação do CDB
O CDB não costuma ter taxas de administração, mas é tributado.
O Imposto de Renda segue a tabela regressiva, aplicada apenas sobre o lucro:
Até 180 dias: 22,5%
De 181 a 360 dias: 20%
De 361 a 720 dias: 17,5%
Acima de 720 dias: 15%
Quanto mais tempo você mantém o investimento, menos imposto paga.
Além disso, existe o IOF, cobrado apenas se o resgate ocorrer nos primeiros 30 dias. Depois disso, o IOF zera.
Conclusão
O CDB é um investimento simples, eficiente e muito mais vantajoso do que a poupança quando bem escolhido. Entender prazo, liquidez, banco emissor, tributação e riscos é essencial para evitar erros e melhorar seus rendimentos. Com informação e planejamento, o CDB pode ser um grande aliado da sua estratégia financeira. Para aprender mais sobre renda fixa, investimentos e como fazer seu dinheiro render melhor, continue navegando pelo Brasilvest.
Perguntas Frequentes (FAQs)
O que é CDB
É um investimento de renda fixa em que você empresta dinheiro ao banco e recebe juros
CDB é melhor que poupança
Sim, geralmente rende mais do que a poupança
CDB é seguro
Sim, conta com proteção do FGC até R$ 250 mil por CPF e instituição
Posso resgatar o CDB antes do vencimento
Depende da liquidez do produto contratado
Quanto imposto o CDB paga
O IR varia de 22,5% a 15%, conforme o tempo aplicado









