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quarta-feira, janeiro 7, 2026
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O que é CDB e como ele pode render bem mais que a poupança

O CDB é um dos investimentos mais populares do Brasil — e não é por acaso. Ele costuma render mais do que a poupança, é simples de entender e pode fazer parte tanto da reserva de emergência quanto de estratégias mais rentáveis dentro da renda fixa. Mesmo assim, muita gente ainda investe sem entender como o CDB funciona de verdade e como escolher a melhor opção.

Se você quer investir com mais segurança e clareza, este guia explica tudo: o que é CDB, como ele rende, quais são os riscos, como funciona a tributação e o que analisar antes de aplicar seu dinheiro.

O que é CDB e como ele funciona na prática

O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um investimento de renda fixa emitido por bancos. Ao aplicar em um CDB, você está emprestando dinheiro para a instituição financeira, que usa esse valor para financiar suas operações, como empréstimos e crédito.

Em troca, o banco devolve o valor aplicado acrescido de juros, de acordo com as condições definidas no momento da aplicação. É basicamente o mesmo mecanismo de um financiamento — só que, aqui, você é quem empresta.

Por isso, o CDB costuma ser mais atrativo do que a poupança: o banco precisa oferecer uma remuneração maior para convencer o investidor a deixar o dinheiro aplicado.

Como o CDB gera rendimento

O rendimento do CDB depende diretamente das condições oferecidas pelo banco emissor. Na maioria dos casos, ele está atrelado ao CDI, taxa que acompanha de perto a Selic.

Existem dois principais tipos de CDB:

CDB pós-fixado
É o mais comum. A rentabilidade acompanha um indexador, geralmente o CDI. Exemplo: 100% do CDI.

CDB prefixado
Aqui, a taxa é definida no momento da aplicação. Exemplo: 10% ao ano, independentemente do CDI no futuro.

A escolha entre um e outro depende do cenário de juros e do seu objetivo com o investimento.

CDB prefixado ou pós-fixado: qual escolher

Não existe resposta única. Tudo depende do cenário econômico.

Quando os juros estão altos ou com tendência de alta, o CDB pós-fixado costuma ser mais vantajoso, pois acompanha essa elevação.

Já em momentos em que o mercado espera queda dos juros, o CDB prefixado pode ser interessante, pois garante uma taxa maior antes da redução.

O mais importante é comparar produtos de bancos com risco semelhante, para não confundir rentabilidade alta com risco excessivo.

Para quem o CDB é indicado

O CDB é um investimento bastante versátil e pode atender perfis diferentes.

Para investidores conservadores, CDBs de bancos grandes e com liquidez diária funcionam bem para reserva de emergência.

Para quem aceita um pouco mais de risco na renda fixa, CDBs de bancos menores costumam pagar taxas mais altas, compensando o risco com maior retorno.

Independentemente do perfil, o CDB faz mais sentido quando faz parte de uma carteira diversificada, e não como investimento único.

Como escolher um bom CDB antes de investir

Escolher o melhor CDB vai muito além de olhar apenas a taxa prometida. Alguns critérios são essenciais.

Prazo do investimento

O prazo define por quanto tempo o dinheiro ficará aplicado. Em geral, quanto maior o prazo, maior a rentabilidade oferecida.

Nunca aplique em um CDB de longo prazo um dinheiro que você pode precisar no curto prazo.

Liquidez do CDB

Liquidez é a facilidade de transformar o investimento em dinheiro.

CDBs com liquidez diária permitem resgates a qualquer momento e são ideais para reserva de emergência. Já os de liquidez apenas no vencimento costumam pagar mais, mas exigem planejamento.

Banco emissor

O risco do CDB está diretamente ligado ao banco que emite o título. Bancos maiores oferecem mais segurança, mas pagam menos. Bancos menores pagam mais, justamente para compensar o risco.

Aqui entra a proteção do FGC, que cobre até R$ 250 mil por CPF e instituição, mas ainda assim é importante avaliar se a rentabilidade compensa o risco.

Riscos envolvidos no CDB

O principal risco é o risco de crédito, ou seja, o banco não honrar o pagamento. É por isso que a análise do emissor é tão importante.

Existe também o custo de oportunidade: ao investir em um CDB, você deixa de aplicar aquele dinheiro em outro ativo que poderia render mais.

Como funciona a tributação do CDB

O CDB não costuma ter taxas de administração, mas é tributado.

O Imposto de Renda segue a tabela regressiva, aplicada apenas sobre o lucro:

Até 180 dias: 22,5%
De 181 a 360 dias: 20%
De 361 a 720 dias: 17,5%
Acima de 720 dias: 15%

Quanto mais tempo você mantém o investimento, menos imposto paga.

Além disso, existe o IOF, cobrado apenas se o resgate ocorrer nos primeiros 30 dias. Depois disso, o IOF zera.

Conclusão

O CDB é um investimento simples, eficiente e muito mais vantajoso do que a poupança quando bem escolhido. Entender prazo, liquidez, banco emissor, tributação e riscos é essencial para evitar erros e melhorar seus rendimentos. Com informação e planejamento, o CDB pode ser um grande aliado da sua estratégia financeira. Para aprender mais sobre renda fixa, investimentos e como fazer seu dinheiro render melhor, continue navegando pelo Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQs)

O que é CDB

É um investimento de renda fixa em que você empresta dinheiro ao banco e recebe juros

CDB é melhor que poupança

Sim, geralmente rende mais do que a poupança

CDB é seguro

Sim, conta com proteção do FGC até R$ 250 mil por CPF e instituição

Posso resgatar o CDB antes do vencimento

Depende da liquidez do produto contratado

Quanto imposto o CDB paga

O IR varia de 22,5% a 15%, conforme o tempo aplicado

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