A Samsung decidiu subir ainda mais a régua da inovação em smartphones. O lançamento do Galaxy Z TriFold, primeiro celular da marca com três dobras e três telas, mostra que a empresa quer liderar o futuro dos dobráveis. O problema é que essa visão vem acompanhada de um preço que afasta a maioria dos consumidores.
Apresentado oficialmente na Coreia do Sul, o modelo chegou ao mercado custando cerca de US$ 2.500, algo próximo de R$ 13.600 na conversão direta. A expectativa é que ele desembarque nos Estados Unidos nos próximos meses, mas já nasce com um posicionamento claro: não é para todo mundo.
O que muda com o Galaxy Z TriFold na prática
A proposta do Galaxy Z TriFold é ambiciosa. Ao abrir completamente o aparelho, o usuário tem acesso a uma tela interna de 10 polegadas, que transforma o celular em algo muito próximo de um tablet. A ideia é unir produtividade, entretenimento e mobilidade em um único dispositivo.
No papel, isso soa revolucionário. Na prática, porém, o aparelho faz concessões importantes. O peso elevado, a distribuição desigual causada pelo módulo de câmeras e o formato pouco ergonômico tornam o uso prolongado desconfortável — especialmente para vídeos, justamente um dos grandes atrativos de uma tela maior.
A construção impressiona. Quando fechado, o aparelho não deixa frestas aparentes, resultado de anos de investimento da Samsung no segmento dobrável. Cada painel tem cerca de 4 milímetros de espessura, o que mostra avanço técnico, mas não resolve todos os problemas.
Dobráveis ainda são um produto de nicho
Apesar do marketing agressivo e dos avanços de engenharia, os smartphones dobráveis continuam longe de se tornar populares. Dados de mercado indicam que eles representam menos de 2% das vendas globais de celulares.
A ausência da Apple, que só deve entrar nesse segmento em 2026, pesa bastante. Historicamente, a adoção em massa costuma acelerar quando a empresa entra em novas categorias, algo que ainda não aconteceu com os dobráveis.
Isso ajuda a explicar por que aparelhos como o Galaxy Z TriFold acabam voltados a entusiastas de tecnologia e primeiros adotantes, dispostos a pagar caro para testar o futuro antes de todo mundo.
Câmeras, bateria e software não acompanham o preço
O maior problema do Galaxy Z TriFold é a relação entre preço e entrega. As câmeras decepcionam em ambientes de baixa luminosidade, ficando abaixo do esperado para um smartphone premium — e até atrás de modelos mais baratos.
A bateria de 5.600 mAh também limita o uso intenso. Jogos, vídeos e multitarefas drenam energia rapidamente, enquanto concorrentes chineses já oferecem baterias maiores e carregamento mais veloz.
No software, a Samsung tenta compensar com adaptações do DeX, permitindo uma experiência próxima à de um computador direto na tela interna. Ainda assim, muitos aplicativos não estão totalmente otimizados, e a transição entre telas nem sempre funciona como deveria.
No fim das contas, o Galaxy Z TriFold impressiona mais pelo conceito do que pela experiência real.
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Perguntas Frequentes (FAQs)
O que é o Galaxy Z TriFold?
É o primeiro smartphone da Samsung com três dobras, capaz de se transformar em um tablet com tela de 10 polegadas.
Quanto custa o Galaxy Z TriFold?
O preço de lançamento gira em torno de US$ 2.500, o que equivale a aproximadamente R$ 13.600.
O Galaxy Z TriFold vale o preço?
Para a maioria dos consumidores, não. O valor elevado não é acompanhado por câmeras, bateria e software no mesmo nível.
Smartphones dobráveis já são populares?
Não. Eles representam menos de 2% das vendas globais e ainda são considerados produtos de nicho.
Quando o Galaxy Z TriFold chega a outros países?
Após a estreia na Coreia do Sul, a expectativa é que ele chegue aos Estados Unidos nos próximos meses.









