A demissão, seja de um emprego fixo ou temporário, pode gerar incertezas financeiras. Manter a calma e planejar são passos cruciais para atravessar este período até a recolocação no mercado de trabalho. Dados do IBGE indicam uma tendência de alta na taxa de desemprego no início do ano, o que reforça a necessidade de organização.
O primeiro passo, recomendado por especialistas como Diego Endrigo, planejador financeiro certificado, é mapear todas as suas finanças. Isso envolve listar o dinheiro disponível, incluindo verbas rescisórias, FGTS e seguro-desemprego, e compará-lo com seus gastos mensais.
Compreender seu “fôlego financeiro” é fundamental. Se você tem R$ 60 mil e um custo mensal de R$ 5 mil, por exemplo, tem cerca de 12 meses de segurança. Essa análise guiará todas as decisões futuras, focando em reduzir despesas e ganhar tempo na busca por uma nova oportunidade. Conforme informação divulgada pelo IBGE, a taxa de desemprego tende a subir no trimestre encerrado em janeiro, tornando o planejamento financeiro ainda mais importante.
Priorize Contas Essenciais e Adapte Seu Padrão de Vida
Dívidas como aluguel, financiamentos, alimentação e contas básicas (luz, água, internet) devem ser tratadas como prioridade máxima. Gastos com saúde, como medicamentos de uso contínuo, e despesas essenciais de transporte também entram nessa lista. Myrian Lund, planejadora financeira e professora da FGV, ressalta a importância de reduzir despesas e adequar o padrão de vida durante o período sem renda, garantindo um controle financeiro rigoroso.
Não Esqueça dos Custos Anuais e Extras
Muitas vezes, ao calcular as despesas, esquecemos de itens como IPTU, IPVA, seguros, manutenções de carro ou imóvel, material escolar além da mensalidade, e assinaturas anuais de serviços. Esses custos, se não previstos, podem comprometer seriamente o planejamento financeiro, especialmente no início do ano, quando muitas contas se acumulam.
Administre a Rescisão com Inteligência
Os valores recebidos na rescisão de contrato, como saldo de salário e férias, devem ser administrados com cautela. Para quem está no início de carreira, a recolocação pode ser mais rápida, mas para cargos de maior responsabilidade, o processo pode levar mais tempo. É crucial encarar esses valores como um suporte financeiro, e não como um bônus salarial, evitando gastos impulsivos ou resgates de investimentos sem planejamento.
Evite Novas Dívidas e Renegocie as Existentes
Mais importante do que cortar gastos é evitar contrair novas dívidas após a demissão. Faturas com juros altos, como as de cartão de crédito, precisam ser quitadas com urgência. Dívidas com juros mais baixos podem ser renegociadas. A orientação é clara: evite empréstimos, cheque especial ou crédito fácil. Buscar bancos e credores para alongar prazos e reduzir juros pode ser uma estratégia eficaz para preservar sua reserva financeira.
Busque Renda Extra para Aliviar as Contas
Explorar novas fontes de renda, mesmo que temporárias, é uma excelente estratégia. Trabalhar como autônomo, prestando serviços na sua área de atuação ou explorando novas habilidades, pode garantir o pagamento das contas essenciais e aliviar a pressão sobre suas reservas financeiras até que você consiga um novo emprego.
Perguntas frequentes
O que fazer primeiro após ser demitido?
O primeiro passo é manter a calma e analisar sua situação financeira, listando todos os seus ganhos e gastos mensais para entender seu “fôlego financeiro”.
Como calcular o tempo que meu dinheiro vai durar?
Some todas as suas economias e verbas rescisórias e divida pelo seu custo mensal de vida. O resultado é o número de meses que você tem de segurança financeira.
Quais despesas são consideradas essenciais?
São essenciais os gastos com moradia (aluguel/financiamento), alimentação, contas básicas (luz, água, internet), saúde e transporte para atividades indispensáveis.
É seguro usar o FGTS ou a rescisão para cobrir despesas?
Sim, esses valores são seus por direito e servem como suporte. No entanto, é importante administrá-los com inteligência, evitando gastos impulsivos e priorizando o pagamento de dívidas e despesas essenciais.
Devo buscar renda extra mesmo com seguro-desemprego?
Sim, buscar renda extra é sempre recomendado para aliviar a pressão sobre suas reservas financeiras e garantir o pagamento das contas essenciais, mesmo enquanto você recebe o seguro-desemprego.









