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domingo, janeiro 11, 2026
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Venezuela aceita vender petróleo aos EUA e entrega controle total das exportações a Washington

A Venezuela confirmou que está negociando a venda de petróleo aos Estados Unidos em um modelo que vai muito além de um simples acordo comercial. O plano prevê controle total do governo americano sobre o volume exportado, a receita gerada e o destino do petróleo venezuelano, marcando uma virada histórica na relação entre os dois países.

A confirmação veio do governo interino venezuelano e da petroleira estatal PDVSA, que reconheceu oficialmente as tratativas com Washington para comercializar óleo bruto dentro de um novo arranjo político e econômico. O anúncio ocorre poucos dias após a operação militar dos EUA que resultou na captura de Nicolás Maduro, no último sábado, elevando ainda mais a tensão na região.

Segundo autoridades americanas, o objetivo do acordo é usar a receita do petróleo como instrumento direto de reorganização econômica da Venezuela, sob supervisão integral dos Estados Unidos.

Governo Trump assume comando das vendas de petróleo venezuelano

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou que o governo de Donald Trump passará a controlar diretamente as vendas do petróleo da Venezuela, incluindo decisões sobre quanto será exportado, para onde o produto será enviado e como o dinheiro será administrado.

De acordo com Wright, a medida busca criar influência suficiente para forçar mudanças estruturais no país. A avaliação da Casa Branca é de que, sem controle financeiro, não há como promover estabilidade política e econômica na Venezuela.

A fala reforça que o acordo não é temporário nem limitado, mas parte de uma estratégia de longo prazo.

Venezuela entregará até 50 milhões de barris sob controle americano

O próprio Donald Trump declarou que o governo interino venezuelano se comprometeu a entregar até 50 milhões de barris de petróleo, que serão vendidos sob supervisão dos Estados Unidos. Toda a receita será depositada em contas administradas por Washington.

Segundo a Casa Branca, os recursos obtidos com a comercialização do petróleo serão usados “em benefício do povo americano e do povo venezuelano”. A secretária de imprensa Karoline Leavitt foi direta ao afirmar que, a partir de agora, as decisões econômicas de Caracas seguirão diretrizes definidas pelos Estados Unidos.

Trump também afirmou que a supervisão das exportações será mantida por tempo indeterminado.

Operação militar mudou completamente o cenário político

A negociação acontece logo após a operação militar realizada no dia 3, que deixou cerca de 100 mortos e resultou na prisão de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Ambos estão detidos em Nova York, segundo informações divulgadas por autoridades venezuelanas.

Apesar do impacto da ação, a presidente interina Delcy Rodríguez afirmou que, mesmo com a “mancha” deixada pela ofensiva militar, a Venezuela continuará negociando com os Estados Unidos. Segundo ela, o comércio de petróleo com Washington “não é extraordinário nem irregular”, e faz parte da sobrevivência econômica do país.

EUA apertam cerco e apreendem petroleiros ligados à Venezuela

Paralelamente às negociações, os Estados Unidos anunciaram a apreensão de dois petroleiros ligados ao transporte de petróleo venezuelano sancionado, um no Atlântico Norte e outro no Caribe. A ação faz parte de uma estratégia maior para reforçar o controle sobre o fluxo do óleo.

O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou no Congresso que o plano dos EUA para a Venezuela é claro e estruturado, descartando qualquer improvisação. Já Chris Wright disse que os Estados Unidos “não estão roubando o petróleo de ninguém”, e que o novo modelo deve abrir espaço para empresas americanas atuarem no país.

China perde espaço e Venezuela enfrenta tensão interna

O movimento também afeta diretamente a China, que vinha sendo o principal destino do petróleo venezuelano, muitas vezes adquirido com descontos elevados por conta das sanções e das dificuldades logísticas impostas pelos EUA.

Internamente, a Venezuela vive um momento de forte instabilidade. Manifestações de apoiadores do antigo regime tomaram bairros populares de Caracas, com discursos focados na soberania nacional. Autoridades locais demonstram preocupação com ingerência estrangeira, enquanto o país tenta reorganizar sua estrutura política e econômica após a queda de Maduro.

O acordo com os Estados Unidos pode até aliviar o caixa no curto prazo, mas levanta dúvidas profundas sobre autonomia, soberania e o futuro da economia venezuelana. Para acompanhar os desdobramentos e entender como esse cenário pode impactar mercados e investimentos, vale continuar navegando pelo Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQs)

A Venezuela realmente perdeu o controle do seu petróleo?

Sim, o acordo prevê que os Estados Unidos controlem volumes, receitas e destino das exportações.

Quantos barris de petróleo estão envolvidos no acordo?

Até 50 milhões de barris devem ser vendidos sob supervisão americana.

Para onde vai o dinheiro das vendas de petróleo?

A receita será depositada em contas administradas pelos Estados Unidos.

O acordo é temporário?

Não, segundo Trump, a supervisão americana será por tempo indeterminado.

A China ainda compra petróleo da Venezuela?

A tendência é de redução, já que os EUA assumem o controle das exportações.

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