A inflação oficial do Brasil encerrou 2025 dentro do intervalo da meta, trazendo um respiro importante para o mercado e para a política monetária. O IPCA avançou 4,26% no acumulado do ano, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
O resultado ficou abaixo do teto de 4,5% estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional e também inferior à inflação registrada em 2024, que havia sido de 4,83%. Em dezembro, o índice subiu 0,33%, levemente abaixo das expectativas do mercado, que apontavam alta de 0,35%.
Por que o IPCA de 2025 é considerado positivo?
Apesar de ter ficado acima do centro da meta, que é de 3%, o resultado final é visto como positivo por analistas. Isso porque a inflação permaneceu dentro da banda de tolerância, que vai de 1,5% a 4,5%, evitando um novo descumprimento formal do objetivo inflacionário.
Além disso, o IPCA de 2025 foi o menor acumulado anual desde 2018, quando a inflação ficou em 3,75%. Segundo o IBGE, trata-se do quinto menor resultado desde o Plano Real, reforçando a leitura de desaceleração gradual dos preços.
Habitação foi o principal vilão da inflação no ano
O grande destaque negativo de 2025 foi o grupo Habitação, que acelerou de 3,06% em 2024 para 6,79% em 2025, respondendo sozinho por 1,02 ponto percentual do IPCA acumulado.
Dentro desse grupo, a energia elétrica residencial teve papel central, com impacto individual de 0,48 ponto percentual, após alta de 12,31% no ano. O resultado refletiu reajustes regionais e maior uso de bandeiras tarifárias, diferente de 2024, quando predominou a bandeira verde.
Educação, saúde e despesas pessoais também pesaram
Outros grupos que pressionaram a inflação foram Educação, com alta de 6,22%, Saúde e cuidados pessoais, com 5,59%, e Despesas pessoais, que avançaram 5,87%. Juntos, esses grupos responderam por cerca de 64% de toda a inflação de 2025.
Entre os itens específicos, cursos regulares, planos de saúde, aluguel residencial e lanches figuraram entre os maiores impactos positivos no índice.
Alimentação ajuda a conter o IPCA
Se por um lado a habitação pressionou, por outro a alimentação e bebidas ajudou a segurar a inflação. O grupo, que tem o maior peso no IPCA, desacelerou fortemente, passando de 7,69% em 2024 para 2,95% em 2025.
O principal alívio veio da alimentação no domicílio, que registrou queda acumulada em seis meses consecutivos e terminou o ano com variação bem menor. Produtos como arroz, que caiu 26,56%, e leite longa-vida, com queda de 12,87%, tiveram impacto negativo relevante no índice.
Serviços aceleram e seguem no radar
Um ponto de atenção para 2026 é o comportamento dos serviços, que aceleraram de 4,78% para 6,01% no acumulado do ano. Já os preços monitorados, como tarifas públicas, subiram 5,28%, acima do observado em 2024.
Esse movimento reforça a cautela do mercado em relação ao ritmo de cortes de juros, mesmo com a inflação dentro da meta.
O que o IPCA de 2025 indica para 2026?
O fechamento do IPCA dentro da banda traz alívio institucional, reduz pressão sobre o Banco Central e melhora o ambiente para discussões sobre queda gradual dos juros ao longo de 2026. Ainda assim, a composição da inflação mostra que o cenário exige atenção, especialmente em serviços e energia.
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Perguntas Frequentes (FAQs)
Qual foi a inflação oficial do Brasil em 2025?
O IPCA fechou o ano em 4,26%.
A inflação ficou dentro da meta?
Sim. O resultado ficou dentro do intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5%.
Qual foi o IPCA de dezembro?
Em dezembro, a inflação foi de 0,33%.
O que mais pressionou a inflação em 2025?
O grupo Habitação, principalmente a energia elétrica.
A inflação ajuda na queda dos juros?
Ajuda, mas serviços e preços monitorados ainda exigem cautela.








