O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, condenaram o ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela e defenderam uma resposta diplomática baseada no direito internacional. A posição foi firmada em conversa telefônica realizada nesta quinta-feira, em meio à escalada de tensões após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro.
Além da crítica à ação americana, os dois líderes concordaram em acelerar as negociações de um acordo comercial entre o Mercosul e o Canadá, sinalizando uma tentativa de fortalecer laços econômicos diante do cenário geopolítico instável.
Críticas ao uso da força e defesa da soberania
Segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Lula e Carney foram enfáticos ao repudiar o uso da força sem o respaldo da Carta das Nações Unidas e do direito internacional. Para o presidente brasileiro, a crise venezuelana deve ser resolvida de forma soberana pelo próprio povo do país, sem imposições externas.
Lula também destacou o interesse do Brasil em manter a América do Sul como uma região de paz, alertando que ações militares unilaterais tendem a agravar instabilidades políticas e econômicas.
Reforma da governança global entra na pauta
Outro ponto central da conversa foi a necessidade de reformar instituições de governança global. Lula e Carney concordaram que o atual sistema internacional precisa ser atualizado para refletir melhor a realidade geopolítica e econômica do século XXI, dando mais voz a países emergentes e ampliando mecanismos de mediação diplomática.
Essa agenda tem sido recorrente nos discursos do presidente brasileiro, especialmente em fóruns multilaterais.
Acordo Mercosul-Canadá ganha prioridade
No campo econômico, a conversa avançou para a aceleração das negociações de um acordo entre o Mercosul e o Canadá. O entendimento é visto como estratégico tanto para o Brasil quanto para o bloco sul-americano, ampliando acesso a mercados, investimentos e cooperação comercial.
Carney aceitou convite de Lula para visitar o Brasil, com expectativa de que a viagem ocorra em abril, o que pode destravar etapas decisivas do acordo.
Diálogo com líderes da América Latina
No mesmo dia, Lula também conversou por telefone com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e com a presidente do México, Claudia Sheinbaum. A líder mexicana, inclusive, aceitou convite para visitar o Brasil, reforçando o movimento diplomático do governo brasileiro em meio à crise regional.
Brasil busca protagonismo diplomático
As conversas mostram um esforço claro do Brasil para assumir protagonismo diplomático, defendendo soluções políticas para conflitos internacionais e, ao mesmo tempo, fortalecendo acordos comerciais estratégicos.
Em um cenário global marcado por tensão e incerteza, o governo brasileiro tenta equilibrar princípios diplomáticos, interesses econômicos e estabilidade regional.
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Perguntas Frequentes (FAQs)
Por que Lula e Carney criticaram os EUA?
Porque condenaram o uso da força sem respaldo da ONU e do direito internacional.
O que eles defendem para a Venezuela?
Que o futuro do país seja decidido de forma soberana pelo próprio povo.
O que muda no acordo Mercosul-Canadá?
Os líderes querem acelerar as negociações do tratado comercial.
Mark Carney vem ao Brasil?
Sim, a visita está prevista para abril.
Lula falou com outros líderes sobre a crise?
Sim, com os presidentes da Colômbia e do México.









