Macron oferece reunião do G7 em Paris após Trump divulgar conversa privada sobre Groenlândia
O presidente francês, Emmanuel Macron, ofereceu-se para sediar uma reunião de emergência do G7 em Paris, na tarde de quinta-feira, após uma conversa privada com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter sido divulgada pelo líder americano em sua rede social Truth Social. O convite de Macron visava discutir as divergências sobre a situação da Groenlândia, um território dinamarquês que Trump demonstrou interesse em adquirir.
A proposta de Macron, que também incluiu um convite para jantar com Trump na mesma noite, foi divulgada por Trump nesta terça-feira (20). A mensagem original, traduzida para o português, revela um tom de alinhamento em relação a questões como a Síria e o Irã, mas com um claro questionamento sobre a postura americana em relação à Groenlândia. Conforme informação divulgada pelo próprio Trump em sua rede social, Macron escreveu: “Não entendo o que você está fazendo em relação à Groenlândia. Vamos tentar construir grandes coisas”.
A divulgação da conversa privada gerou especulações sobre a relação entre os dois líderes e as tensões diplomáticas. Uma fonte próxima a Macron confirmou à agência de notícias Reuters que a mensagem compartilhada por Trump era autêntica. Até o momento, o presidente americano não se pronunciou publicamente sobre sua resposta às propostas de Macron, nem a Casa Branca ou o gabinete do presidente francês comentaram o caso.
G7 em foco: Groenlândia e outros temas na pauta de Macron
A oferta de Macron para sediar a reunião do G7 em Paris surge em um momento de intensas discussões sobre a Groenlândia. O grupo, composto por Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Reino Unido, além da União Europeia, poderia ter sua agenda focada nas ambições americanas sobre a ilha ártica. Macron também sugeriu convidar a Ucrânia e a Dinamarca para a discussão, além de considerar a Rússia como observadora.
A proposta de Macron demonstra a tentativa do líder francês de mediar conflitos e buscar soluções conjuntas. A mensagem divulgada por Trump indica um desejo de cooperação em outras áreas, como a Síria e o Irã, mas com uma ressalva clara sobre a questão da Groenlândia. A possibilidade de uma reunião de emergência do G7 em Paris, mesmo que informal, sinaliza a importância que o tema adquiriu nas relações internacionais.
Tensão com os EUA: Tarifas europeias em debate
A tensão entre Macron e Trump se intensifica em meio a anúncios de possíveis tarifas americanas sobre produtos europeus. Trump ameaçou impor uma taxa de 10% a oito países da Europa a partir de fevereiro de 2026, caso se oponham ao plano dos EUA de adquirir a Groenlândia. Essa medida, caso concretizada, pode gerar novas complicações nas relações comerciais e diplomáticas entre os blocos.
Perguntas frequentes
O que é o G7?
O G7 é um grupo informal de sete das maiores economias industrializadas do mundo: Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Reino Unido. A União Europeia também participa das reuniões.
Por que a Groenlândia é um ponto de discórdia?
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou interesse em comprar a Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca, o que gerou surpresa e rejeição por parte de líderes dinamarqueses e outros governantes.
O que Macron propôs a Trump?
Macron propôs sediar uma reunião de emergência do G7 em Paris para discutir a questão da Groenlândia e convidou Trump para jantar na mesma noite.
Quais outros temas foram mencionados na mensagem de Macron?
Macron mencionou alinhamento em relação à Síria e a possibilidade de “grandes coisas” em relação ao Irã, além de questionar a postura de Trump sobre a Groenlândia.
O que são as tarifas que Trump ameaça impor?
Trump ameaçou aplicar uma tarifa de 10% a oito países da Europa a partir de fevereiro de 2026, caso sejam contrários ao plano dos EUA de comprar a Groenlândia.









