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sexta-feira, fevereiro 13, 2026
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Ações mais indicadas de dezembro surpreendem — e Petrobras fica fora pela primeira vez no ano

O último mês de 2025 começa com uma mudança importante no radar dos investidores: pela primeira vez no ano, a Petrobras (PETR4) ficou fora da lista das ações mais recomendadas pelas principais corretoras do país. Mesmo com novembro fraco lá fora, o mercado brasileiro manteve o ritmo forte — o Ibovespa subiu 6,4% no mês e encerrou novembro na região dos 159 mil pontos.

Segundo várias casas de análise, ainda há espaço para muito mais. A XP, por exemplo, elevou sua projeção para o Ibovespa no fim de 2026, passando de 170 mil para 185 mil pontos. Com isso, a disputa por bons nomes na Bolsa ficou ainda mais acirrada.

Entre as recomendações do mês, cinco ações apareceram com mais destaque.

Quais são as ações mais indicadas para dezembro?

Com base em análises de diversas corretoras — incluindo Ágora, BTG Pactual, Santander, XP Investimentos e outras — estas foram as ações mais citadas:

1. Vale (VALE3) – 6 recomendações – Retorno em novembro: 3,28%
2. Itaú (ITUB4) – 5 recomendações – Retorno em novembro: 5,63%
3. Cyrela (CYRE3) – 4 recomendações – Retorno em novembro: 17,26%
4. Axia Energia (AXIA3) – 4 recomendações – Retorno em novembro: 15,66%
5. Rede D’Or (RDOR3) – 4 recomendações – Retorno em novembro: 7,59%

Agora, vamos entender por que os analistas estão otimistas com cada uma dessas companhias.

Vale (VALE3): por que continua líder?

Mesmo com volatilidade no minério de ferro, analistas da Ágora afirmam que o valuation da Vale segue atraente. A empresa mantém desempenho operacional sólido e se beneficia de uma expectativa de preços mais resilientes para o minério.

Para as casas de análise, ainda existe espaço para valorização por conta da combinação entre geração de caixa e múltiplos abaixo da média histórica.

Itaú (ITUB4): banco de qualidade e retorno consistente

A Terra Investimentos destaca o lucro recorrente crescente do Itaú e o ROE acima de 22%, mesmo em um ambiente macroeconômico mais duro. A visão é de que o banco segue como um papel defensivo, robusto, e com potencial de valorização no médio prazo.

Ou seja: quem busca estabilidade e bons números tende a olhar para ITUB4.

Cyrela (CYRE3): destaque do ciclo imobiliário

A Cyrela continua chamando atenção por sua combinação de balanço forte, diversificação de portfólio e capacidade de execução, segundo o Santander. Embora os juros ainda estejam altos, o valuation atual já reflete esse ambiente, o que mantém a empresa bem posicionada para capturar o potencial do setor imobiliário.

Axia Energia (AXIA3): antiga Eletrobras agora em fase de transformação

A Ágora aponta a Axia Energia como uma das melhores teses do setor elétrico para o médio e longo prazo. A companhia segue beneficiada:

  • Pelo cenário global de energia mais cara
  • Pela venda de ativos térmicos e nucleares
  • Pela governança consolidada com a privatização
  • E pelo avanço na gestão de passivos

Além disso, a empresa pode se tornar uma grande pagadora de dividendos.

Rede D’Or (RDOR3): espaço para expansão de múltiplos

O BTG Pactual afirma que a companhia negocia a um P/L de cerca de 17x, mas tem potencial para chegar a 20x, alinhando-se a empresas nacionais de alta qualidade. A expansão deve vir da melhora:

  • Do ambiente hospitalar
  • Da queda das taxas de juros
  • Da eficiência da operação de seguros

Com esses catalisadores, o mercado vê a Rede D’Or com bons olhos para os próximos meses.

Conclusão: dezembro chega com rotações importantes — e oportunidades claras

A ausência da Petrobras (PETR4) nas recomendações mensais pela primeira vez em 2025 sinaliza uma mudança no humor dos analistas. Enquanto isso, empresas ligadas a commodities, bancos, construção civil, energia e saúde ganham espaço e concentram o otimismo do mercado para o fechamento do ano.

Se você quer continuar acompanhando recomendações, análises e oportunidades de investimento, continue navegando pelo Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQs)

Por que a Petrobras ficou fora da lista de recomendações?

A estatal recebeu poucas indicações em dezembro, perdendo espaço para empresas com melhor relação risco-retorno neste momento.

Por que a Vale é a ação mais recomendada?

Por causa do valuation ainda atrativo, operação forte e expectativa de preços resilientes do minério.

Cyrela é destaque mesmo com juros altos?

Sim. Analistas acreditam que o valuation já precifica o cenário difícil e que a empresa está bem posicionada no ciclo imobiliário.

Axia Energia deve pagar bons dividendos?

Segundo analistas, sim. A empresa tem potencial de se tornar uma pagadora relevante com a reorganização pós-privatização.

Rede D’Or ainda tem espaço para subir?

Sim. O BTG vê possibilidade de aumento do múltiplo para 20x com melhora operacional e juros menores.

Essas recomendações mudam todo mês?

Sim. As corretoras revisam suas carteiras mensalmente de acordo com cenário, preços e novos dados.

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