A semana começa mais curta por causa do Natal, mas esta segunda-feira promete fortes emoções para o mercado. Mesmo com a B3 fechada nos dias 24 e 25, a agenda econômica está carregada e reúne indicadores-chave no Brasil e nos Estados Unidos, além de ruídos políticos e geopolíticos que seguem no radar dos investidores.
Logo cedo, dados de confiança, expectativas e arrecadação ajudam a calibrar apostas para juros, inflação e atividade — tudo isso em um momento em que o mercado tenta reduzir prêmios e ajustar posições.
O que sai hoje e pode mexer com os preços?
O dia começa cedo e com sequência de divulgações relevantes no Brasil. Às 8h, sai a sondagem do consumidor, que ajuda a medir o humor das famílias no fim do ano. Minutos depois, às 8h25, o Relatório Focus traz as projeções atualizadas para inflação, juros, câmbio e PIB.
Às 10h, o Banco Central divulga a Pesquisa Firmus, que avalia a percepção do setor financeiro sobre o ambiente econômico. Logo depois, às 10h30, entra em cena a arrecadação federal de novembro, dado crucial para a leitura fiscal.
No período da tarde, às 15h, a balança comercial semanal fecha a agenda doméstica.
E lá fora, o que chama atenção?
Nos Estados Unidos, o destaque é o Índice de Atividade Nacional de Chicago (CFNAI), divulgado pelo Federal Reserve. O dado ajuda a entender se a economia americana mantém fôlego ou começa a desacelerar — informação sensível para ativos globais.
Por que o mercado vinha mais aliviado?
Na sexta-feira, investidores aproveitaram a ausência de más notícias para reduzir parte dos prêmios embutidos na curva de juros. Esse movimento ganhou força após o anúncio da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, no início de dezembro, que havia aumentado a percepção de risco político.
Mesmo assim, o cenário segue volátil e dependente de novos sinais fiscais e institucionais.
Orçamento aprovado e ruído político no radar
O Congresso aprovou o Orçamento de 2026, prevendo superávit primário de R$ 34,5 bilhões, levemente acima da meta. O texto segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ao mesmo tempo, operações da Polícia Federal envolvendo parlamentares e decisões do STF voltaram a alimentar o noticiário político, adicionando ruído ao mercado.
Reuniões importantes no Banco Central
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, tem agenda cheia. Ele se reúne com executivos do Banco Inter (BIDI11), além de encontros com dirigentes do Bradesco (BBDC4) e do Itaú Unibanco (ITUB4). Mesmo fechadas à imprensa, essas reuniões sempre despertam atenção do mercado.
Tensões globais seguem pressionando
No noticiário internacional, os EUA interceptaram mais um navio ligado à Venezuela, ampliando o bloqueio anunciado por Donald Trump. O movimento eleva a tensão energética e geopolítica.
Trump também prepara endurecimento da política migratória em 2026, enquanto acompanha alertas de Israel sobre o programa de mísseis do Irã.
Elon Musk volta ao centro do noticiário
O bilionário Elon Musk voltou a dominar manchetes após a Justiça de Delaware restabelecer seu pacote de remuneração da Tesla (TSLA34). Com isso, sua fortuna disparou novamente, reforçando o peso das big techs no mercado global.
Conclusão: dia curto, mas nada tranquilo
Mesmo com semana encurtada, o volume de informações é suficiente para mexer com juros, dólar e expectativas. Investidores devem ficar atentos aos dados da manhã e aos desdobramentos políticos e internacionais ao longo do dia.
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Perguntas Frequentes (FAQs)
O que é o Relatório Focus?
É a pesquisa semanal do Banco Central com projeções do mercado para inflação, juros e PIB.
A arrecadação federal impacta o mercado?
Sim, porque influencia a percepção sobre o equilíbrio fiscal do país.
A B3 funciona normalmente esta semana?
Não. A bolsa fecha nos dias 24 e 25 por causa do Natal.
Dados dos EUA ainda influenciam o Brasil?
Sim. Indicadores americanos afetam juros globais e fluxo de capital.
Vale operar em semana encurtada?
Depende do perfil. A liquidez costuma ser menor e a volatilidade pode aumentar.









