O alumínio ultrapassou a marca de US$ 3.000 por tonelada e alcançou o maior valor dos últimos três anos, acendendo um alerta em toda a cadeia industrial. O movimento reflete uma oferta global cada vez mais apertada, combinada com expectativas firmes de demanda no médio e longo prazo, especialmente nos setores de construção e energias renováveis.
O salto coloca o alumínio no mesmo caminho de outros metais básicos, que vêm renovando máximas recentes em meio a gargalos produtivos, custos elevados e mudanças estratégicas nas principais economias do mundo.
Por que o preço do alumínio disparou agora
Dois fatores principais explicam a arrancada. O primeiro é o teto imposto à capacidade de fundição na China, maior produtora mundial do metal. A limitação reduz a expansão da oferta justamente em um momento de consumo resiliente.
O segundo fator vem da Europa. O alto custo da eletricidade forçou diversas plantas a reduzir ou interromper a produção, diminuindo ainda mais os estoques globais. Com menos alumínio disponível no mercado, os preços reagiram rapidamente.
Em 2025, os contratos futuros do metal subiram 17%, o maior avanço anual desde 2021, sinalizando que o rali não é pontual.
Outros metais também entram em modo de alta
O movimento não ficou restrito ao alumínio. O cobre encerrou 2025 como o metal industrial com melhor desempenho entre os negociados na Bolsa de Metais de Londres, após atingir uma sequência de recordes históricos.
A disparada foi alimentada por acidentes em minas na Indonésia, no Chile e na República Democrática do Congo, além do receio de novas tarifas comerciais, que levou traders a acelerar embarques para os Estados Unidos.
Já em 2026, o cobre voltou a subir, sustentado por uma oferta apertada e pelo maior ganho anual desde 2009 registrado no ano anterior.
Níquel sobe após paralisação estratégica na Indonésia
Outro destaque foi o níquel, que avançou com força após a PT Vale Indonesia, uma joint venture controlada pela Vale (VALE3) e pelo governo indonésio, suspender temporariamente a mineração. A paralisação ocorreu devido ao atraso na aprovação do plano de trabalho pelas autoridades locais.
Apesar de a empresa afirmar que a liberação deve ocorrer em breve e que o impacto operacional será limitado, o mercado reagiu com cautela. Isso porque a Indonésia já sinalizou planos de reduzir a produção de níquel em 2026, elevando o risco de restrição adicional na oferta global.
Estoques baixos e demanda firme sustentam o cenário
O pano de fundo para todos esses movimentos é o mesmo: estoques globais em queda e uma demanda que segue firme, puxada por transição energética, infraestrutura e eletrificação.
Metais como alumínio e cobre são considerados estratégicos para painéis solares, redes elétricas, carros elétricos e obras de grande porte. Qualquer choque de oferta tende a gerar movimentos bruscos de preço, como o visto agora.
Para investidores e empresas, o recado é claro: o mercado de metais entrou em uma fase de maior sensibilidade a decisões políticas, custos de energia e eventos geopolíticos.
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Perguntas Frequentes (FAQs)
Por que o alumínio passou de US$ 3.000 por tonelada
A alta foi causada por restrições de produção na China e custos elevados de energia na Europa, que reduziram os estoques globais.
O preço do alumínio pode continuar subindo
Sim. A combinação de oferta limitada e demanda forte sustenta um cenário de preços elevados.
Outros metais também estão em alta
Sim. Cobre e níquel também subiram devido a problemas de oferta e riscos geopolíticos.
A China influencia tanto assim o mercado
Sim. O país é o maior produtor e consumidor de metais, e qualquer limite produtivo tem impacto global.
Isso afeta empresas brasileiras
Afeta sim, especialmente mineradoras, indústrias e setores ligados à construção e energia.









