Mesmo com incertezas sobre a Selic e o cenário eleitoral, analistas seguem otimistas e apostam em novos recordes da Bolsa brasileira. A avaliação é que o mercado já precificou boa parte dos riscos e encontra espaço para avançar, impulsionado por fluxo estrangeiro, commodities e resultados corporativos mais sólidos.
Segundo reportagem do InfoMoney, estrategistas destacam que o Ibovespa pode renovar máximas históricas mesmo em um ambiente político ainda indefinido. O raciocínio é direto: o dinheiro continua procurando retorno, e o Brasil segue barato em comparação a outros mercados emergentes.
Por que o mercado segue otimista
Apesar do barulho político, o mercado financeiro olha, прежде de tudo, para números. E eles ajudam. A inflação mostra sinais de acomodação, enquanto empresas listadas apresentam lucros resilientes.
Além disso, gestores apontam que a Bolsa brasileira ainda negocia com desconto relevante frente a pares globais. Portanto, mesmo com riscos no radar, o potencial de valorização permanece.
Outro fator decisivo é o fluxo externo. Investidores estrangeiros voltaram a olhar para o Brasil, especialmente por causa de commodities e bancos.
Selic ainda é dúvida, mas não trava a Bolsa
A trajetória da Selic segue como principal ponto de atenção. O mercado debate quando e quanto os juros podem cair. No entanto, analistas avaliam que a Bolsa não precisa esperar cortes agressivos para subir.
Segundo estrategistas ouvidos pelo InfoMoney, mesmo uma Selic mais alta por mais tempo não impede valorização de ações, desde que:
- A inflação siga controlada
- O risco fiscal não piore
- O crescimento, ainda que moderado, continue
Portanto, juros elevados incomodam, mas não paralisam o mercado.
Eleição gera ruído, mas não pânico
O cenário eleitoral também entra na conta. Historicamente, eleições trazem volatilidade. Ainda assim, analistas destacam que o mercado aprende a conviver com o risco político.
Além disso, gestores avaliam que propostas mais radicais tendem a perder força ao longo do processo. Assim, o risco extremo diminui com o tempo.
Segundo avaliação de casas de análise, a Bolsa costuma antecipar movimentos. Ou seja, quando o medo domina o noticiário, muitos ativos já estão precificados.
Setores que podem puxar novos recordes
Alguns setores aparecem como favoritos para liderar novas altas:
- Bancos, com lucros consistentes
- Commodities, apoiadas por demanda global
- Empresas exportadoras, beneficiadas pelo câmbio
- Ações defensivas, que protegem em cenários voláteis
Portanto, a estratégia de muitos investidores é diversificação com viés seletivo, e não fuga da Bolsa.
Riscos seguem no radar
Mesmo com otimismo, analistas não ignoram riscos. Entre eles:
- Deterioração fiscal
- Ruídos políticos mais intensos
- Surpresas inflacionárias
- Choques externos
Ainda assim, a leitura predominante é clara: o balanço risco-retorno segue favorável para quem pensa no médio e longo prazo.
Conclusão
Apesar das dúvidas sobre Selic e eleição, analistas veem espaço para novos recordes da Bolsa brasileira. O mercado já absorveu boa parte dos riscos e continua atraente em termos de preço, lucros e fluxo.
Para o investidor, o recado é claro: cautela é importante, mas ficar totalmente fora da Bolsa pode custar caro.
Acompanhe o Brasilvest para não perder os movimentos que podem definir os próximos ganhos do mercado.
Perguntas Frequentes (FAQ)
A Bolsa pode bater recorde mesmo com Selic alta?
Sim. Analistas avaliam que lucros e fluxo podem sustentar altas.
A eleição ameaça o mercado?
Gera volatilidade, mas não necessariamente queda estrutural.
Investidor estrangeiro ainda aposta no Brasil?
Sim. O fluxo externo segue como fator positivo.
Quais setores lideram o otimismo?
Bancos, commodities e exportadoras.
Vale investir agora?
Especialistas defendem seletividade e visão de médio prazo.
O risco fiscal preocupa?
Sim, mas já está parcialmente precificado pelo mercado.









