O mercado de criptomoedas começou o pós-festas sob forte pressão. O bitcoin voltou a cair abaixo dos US$ 87.000, puxando para baixo as principais criptos, ações do setor e empresas de mineração. Enquanto isso, os metais preciosos dispararam e bateram novos recordes, deixando claro para onde o dinheiro global está indo neste momento.
O movimento reforça um padrão que vem se repetindo: sempre que a tensão geopolítica aumenta e o medo de desvalorização das moedas cresce, o capital corre para os metais — e não para o bitcoin.
Bitcoin devolve ganhos e perde força no início do pregão
Durante a madrugada, o bitcoin chegou a flertar com os US$ 89.000, mas bastou a abertura do mercado americano para o cenário virar. Em poucas horas, a criptomoeda devolveu os ganhos e afundou abaixo dos US$ 87.000, pressionando todo o setor.
Nas últimas 24 horas, o bitcoin acumulou queda próxima de 1,6%, enquanto o ether acompanhou o movimento. Altcoins sofreram ainda mais, com perdas mais agressivas em um ambiente de aversão ao risco.
Esse comportamento já se tornou familiar para o investidor cripto: altas noturnas sem sustentação e realização forte quando Wall Street entra em cena.
Metais disparam e atraem capital global
Enquanto o mercado cripto sangrava, ouro, prata, platina e cobre atingiram novos recordes históricos. O ouro subiu cerca de 1,5% e ultrapassou US$ 4.500 por onça, enquanto prata e cobre avançaram em torno de 5%. Paládio e platina lideraram, com ganhos superiores a 10%.
A leitura do mercado é clara. Em momentos de tensão geopolítica, conflitos armados e estratégias de desvalorização monetária, investidores ainda enxergam os metais como proteção mais imediata do que o bitcoin.
Ataques militares recentes, aumento da pressão internacional e bloqueios comerciais reacenderam o apetite por ativos tradicionais de defesa.
Altcoins e ações cripto sentem o baque
O movimento de fuga de risco atingiu em cheio as altcoins. Dogecoin caiu mais de 4%, enquanto XRP recuou cerca de 3%, liderando as perdas entre os principais tokens.
As ações ligadas ao setor cripto também operaram no vermelho. A Coinbase (COIN), apesar de ser vista como uma das apostas mais promissoras do setor para 2026, caiu cerca de 2%. Já empresas como Gemini (GEMI), Bullish (BLSH) e Galaxy Digital (GLXY) registraram perdas ainda mais expressivas.
O recuo mostra que o mercado não fez distinção entre tokens e empresas: tudo ligado a cripto foi penalizado.
Mineradoras entram em queda livre
As mineradoras de bitcoin foram algumas das mais afetadas no primeiro pregão após o Natal. Empresas como IREN (IREN), Cipher Mining (CIFR), Terawulf (WULF) e Marathon Digital (MARA) caíram 5% ou mais.
Nem mesmo as companhias que passaram a investir em infraestrutura de inteligência artificial escaparam. A Hut 8 (HUT) liderou as perdas do setor, com queda próxima de 7,5%, mostrando que o mercado está reduzindo exposição de forma generalizada.
Por que o bitcoin está ficando para trás
O discurso de que o bitcoin funcionaria como “ouro digital” volta a ser testado. No cenário atual, os metais físicos seguem vencendo essa disputa, atraindo o fluxo que, em outros momentos, poderia ir para o criptoativo.
Isso não significa uma tendência definitiva, mas indica que, no curto prazo, o mercado prefere proteção clássica a narrativas tecnológicas.
O que o investidor precisa observar agora
O foco passa a ser o comportamento do bitcoin na região dos US$ 85.000 a US$ 87.000. Perder esse patamar pode abrir espaço para correções mais profundas, enquanto uma recuperação consistente exigirá mudança no cenário macro e redução das tensões globais.
Para acompanhar análises diárias, entender para onde o dinheiro está indo e se antecipar aos movimentos do mercado, continue navegando pelo Brasilvest.
Perguntas Frequentes (FAQs)
Por que o bitcoin caiu após o Natal?
Porque investidores reduziram risco e migraram para metais preciosos em meio a tensões geopolíticas.
Quais ativos se beneficiaram da queda do bitcoin?
Ouro, prata, platina e cobre, que atingiram novos recordes.
As altcoins caíram mais que o bitcoin?
Sim. Tokens como DOGE e XRP tiveram perdas mais fortes.
Mineradoras também foram impactadas?
Sim. A maioria caiu mais de 5% no primeiro pregão pós-Natal.
O bitcoin ainda pode se recuperar?
Pode, mas depende do cenário macro e da volta do apetite ao risco.









