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sexta-feira, janeiro 9, 2026
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Bitcoin dispara, encosta nos US$ 93 mil e pega traders de surpresa no começo de 2026

O Bitcoin começou 2026 dando um recado claro para quem duvidava da força do mercado cripto. A principal criptomoeda do mundo bateu brevemente os US$ 93 mil, impulsionando um rali generalizado que pegou muitos traders desprevenidos logo nos primeiros dias do ano.

O movimento não veio sozinho. Enquanto o Bitcoin avançava, altcoins ganharam força, commodities subiram e as bolsas asiáticas atingiram máximas históricas. Tudo isso em um cenário marcado por tensões geopolíticas, mudanças no apetite por risco e um mercado cada vez mais influenciado pelo avanço da inteligência artificial.

Para quem acompanha o setor, o início de 2026 mostrou que o mercado ainda está longe de perder relevância — pelo contrário.

Por que o Bitcoin subiu tanto logo no início do ano?

A disparada do Bitcoin aconteceu em meio a um retorno agressivo do apetite ao risco. Investidores voltaram a buscar ativos mais voláteis após eventos políticos relevantes envolvendo os Estados Unidos e a Venezuela, o que mexeu com o humor global dos mercados.

Além disso, o começo do ano costuma trazer realocação de portfólios, com fundos e grandes investidores buscando oportunidades que ficaram para trás em 2025. Nesse cenário, o mercado cripto apareceu como um dos setores mais “atrasados” em relação a ações e metais preciosos, que já operavam perto de máximas históricas.

O resultado foi um fluxo forte de entrada, especialmente no Bitcoin, que chegou a acumular alta semanal próxima de 3%, mesmo após um fechamento volátil no ano anterior.

Altcoins acompanham o movimento e chamam atenção

O rali não ficou restrito ao Bitcoin. Ethereum manteve-se firme próximo dos US$ 3.160, enquanto outros ativos mostraram desempenho ainda mais expressivo.

O XRP avançou cerca de 3%, superando a marca dos US$ 2,10 e reforçando sua performance positiva no início do ano. Já a Solana operou próxima dos US$ 136, sustentando ganhos recentes.

Quem mais chamou atenção foi a Dogecoin, que mesmo com leve recuo diário, acumulou alta semanal de 17%, liderando os ganhos entre as principais criptomoedas. Esse comportamento mostra que o apetite por risco não ficou restrito aos ativos mais conservadores do setor.

Liquidações bilionárias revelam erro de quem apostou na queda

Um dos pontos mais importantes desse movimento foi o impacto no mercado de derivativos. Em apenas 24 horas, as liquidações ultrapassaram US$ 260 milhões, sendo cerca de US$ 200 milhões em posições vendidas.

Na prática, isso significa que muitos traders apostaram na queda dos preços e foram obrigados a recomprar ativos às pressas, o que alimentou ainda mais a alta. Esse tipo de movimento costuma acelerar ralis e aumentar a volatilidade no curto prazo.

Segundo analistas, o cenário reforça que o mercado ainda apresenta ineficiências de preço, especialmente quando comparado a outros ativos globais que já renovaram máximas históricas.

Criptomoedas sobem junto com ações e commodities

O rali cripto veio acompanhado de um movimento mais amplo nos mercados globais. Bolsas asiáticas bateram recordes, puxadas principalmente por ações de tecnologia e empresas ligadas à inteligência artificial.

No mercado de commodities, o ouro voltou a superar os US$ 4.400 por onça, enquanto a prata avançou ainda mais forte. O petróleo Brent, por sua vez, conseguiu se estabilizar após oscilações causadas por notícias geopolíticas.

Esse conjunto de movimentos mostra que o início de 2026 foi marcado por uma busca global por ativos de risco, com investidores tentando se posicionar antes de possíveis novos ciclos de valorização.

O que esse movimento diz sobre o futuro do mercado cripto?

Para muitos traders, o começo do ano deixa claro que o mercado cripto ainda não atingiu seu pico. Enquanto ações e metais preciosos já operam em níveis elevados, criptomoedas seguem abaixo de suas máximas históricas, o que aumenta seu apelo relativo.

Esse cenário sugere que novos movimentos de alta não estão descartados, especialmente se o ambiente macroeconômico continuar favorecendo ativos de risco.

Se você quer acompanhar de perto os próximos passos do Bitcoin e entender como esses movimentos podem impactar seus investimentos, vale seguir atento às análises do mercado e continuar navegando pelo Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQs)

O Bitcoin pode passar dos US$ 100 mil em 2026?

O nível de US$ 100 mil é visto como psicológico. Se o fluxo institucional continuar e o cenário macro ajudar, não é uma possibilidade descartada.

Por que houve tantas liquidações no mercado cripto?

As liquidações aconteceram porque muitos traders apostaram na queda e foram forçados a encerrar posições com a alta repentina dos preços.

Altcoins tendem a subir junto com o Bitcoin?

Historicamente, sim. Quando o Bitcoin se fortalece, muitas altcoins acompanham o movimento, embora com maior volatilidade.

O cenário geopolítico influencia o preço do Bitcoin?

Sim. Eventos geopolíticos afetam o apetite ao risco global, o que impacta diretamente ativos como criptomoedas.

O mercado cripto ainda está barato em relação a outros ativos?

Para alguns analistas, sim. Criptomoedas ainda estão abaixo de máximas históricas, enquanto ações e commodities já renovaram recordes.

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