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quinta-feira, janeiro 8, 2026
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Bitfarms vende operação no Paraguai e abandona a América Latina

A Bitfarms (BITF) decidiu virar a página na América Latina. A mineradora de Bitcoin anunciou a venda de seu site em Paso Pe, no Paraguai, em uma operação que pode chegar a US$ 30 milhões, sinalizando uma mudança clara de estratégia e de prioridades para os próximos anos.

Com o negócio, a empresa praticamente encerra sua presença na região, reforçando o movimento de realocação de capital para mercados considerados mais estratégicos, especialmente a América do Norte.

Por que a Bitfarms está saindo da América Latina

O ativo foi vendido ao Sympatheia Power Fund, fundo de energia administrado pela Hawksburn Capital, gestora com sede em Singapura. A transação ainda depende de condições usuais de fechamento e deve ser concluída em até 60 dias.

Do valor total, a Bitfarms receberá US$ 9 milhões à vista, com outros US$ 21 milhões previstos ao longo dos dez meses seguintes, condicionados ao cumprimento de metas e marcos contratuais.

Segundo a companhia, o objetivo é antecipar de dois a três anos de geração de caixa que seria obtida com a operação no Paraguai, liberando recursos para investimentos considerados mais rentáveis.

Foco agora é HPC e inteligência artificial

O CEO da Bitfarms, Ben Gagnon, deixou claro que o dinheiro levantado será direcionado para a expansão da infraestrutura de HPC (computação de alto desempenho) e inteligência artificial (IA) na América do Norte a partir de 2026.

Na avaliação da empresa, esse segmento oferece retornos muito mais robustos sobre o capital investido do que a mineração tradicional de Bitcoin em algumas regiões emergentes.

Esse movimento reforça uma tendência mais ampla do setor: mineradoras buscando diversificar receitas e reduzir a dependência exclusiva do Bitcoin, especialmente diante de ciclos de volatilidade e mudanças regulatórias.

Venda no Paraguai não é caso isolado

A saída do site em Paso Pe não é um evento pontual. Há menos de um ano, a Bitfarms já havia vendido outro ativo no Paraguai, localizado em Yguazú, para a Hive Digital Technologies (HIVE).

Com isso, fica evidente que a empresa vem executando um plano gradual de desinvestimento na América Latina, priorizando mercados com maior previsibilidade energética, regulatória e financeira.

Mercado reagiu positivamente à decisão

O anúncio foi bem recebido pelos investidores. As ações da Bitfarms (BITF) subiram cerca de 4% no pré-mercado, movimento que coincidiu com a valorização do Bitcoin, negociado próximo dos US$ 90 mil.

Para o mercado, a operação reforça disciplina de capital e uma leitura mais pragmática sobre onde alocar recursos em um setor cada vez mais competitivo.

A decisão também mostra que, mesmo com energia relativamente barata em alguns países latino-americanos, nem sempre o risco compensa o retorno no longo prazo.

Se você quer acompanhar os bastidores das empresas de cripto, mineração, tecnologia e mercado financeiro global, continue navegando pelo Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQs)

Por que a Bitfarms vendeu o site no Paraguai?

Para antecipar geração de caixa e realocar capital em projetos de HPC e inteligência artificial na América do Norte.

Quanto a empresa vai receber na operação?

Até US$ 30 milhões, sendo US$ 9 milhões à vista e o restante condicionado a pagamentos futuros.

A Bitfarms ainda opera na América Latina?

Praticamente não. A venda marca a saída da empresa da região.

Quem comprou o site da Bitfarms?

O Sympatheia Power Fund, gerido pela Hawksburn Capital, com sede em Singapura.

O mercado aprovou a decisão?

Sim. As ações da Bitfarms subiram após o anúncio.

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