O Bradesco BBI estuda vender uma participação relevante que controla na Motiva — antiga CCR. A venda mira a fatia usada como garantia de dívidas da holding controladora do grupo. A operação pode redefinir o controle acionário da Motiva e mexer com o mercado de infraestrutura no Brasil.
Quem é a Motiva?
A Motiva é uma das maiores operadoras de concessões de infraestrutura no país. Ela administra rodovias, aeroportos e sistemas de mobilidade urbana.
A empresa atua em 13 estados, com dezenas de concessões — incluindo rodovias federais/estaduais, trechos de metrô/VLT, aeroportos e outros modais.
Recentemente, ela registrou forte desempenho. No primeiro trimestre de 2025, teve lucro líquido ajustado de R$ 539 milhões, alta de 20,2% em relação a igual período do ano anterior, e Ebitda de R$ 2,36 bilhões.
Isso mostra que a Motiva segue consolidada e operando com solidez.
Por que o Bradesco BBI quer vender?
A fatia da Motiva em questão pertence à holding controladora (historicamente ligada à antiga CCR), que está sob Grupo Mover Participações. Essa participação foi dada como garantia a empréstimos do Bradesco BBI.
Devido às dificuldades financeiras do grupo controlado pela Mover — já em recuperação judicial — o banco agora busca executar essa garantia. A venda da participação é vista como uma das formas de recuperar parte da dívida.
Fontes que acompanham a negociação indicam que a fatia poderia valer cerca de R$ 4 bilhões.
Possíveis impactos da venda
- Na governança da Motiva — a venda pode alterar quem controla a empresa, abrindo espaço para novos investidores ou redefinindo poder de decisão.
- Para o mercado de infraestrutura — mudanças no controle podem gerar incertezas, mas também oportunidades de reestruturação e novos investimentos.
- Para credores e recuperação da Mover — se concretizada, a venda pode aliviar parte da dívida e tornar o plano judicial mais viável.
Desafios e incertezas
A negociação enfrenta obstáculos. Há divergências entre os herdeiros da Mover sobre aceitação de pagamento em dinheiro ou abatimento da dívida.
Além disso, o valor real de mercado da participação ainda pode variar — o que afeta quanto o banco realmente vai recuperar.
Conclusão
A intenção do Bradesco BBI de vender sua fatia na Motiva reflete a complexidade das dívidas empresariais e das garantias usadas para crédito no Brasil. Ao mesmo tempo, pode mudar o rumo de uma das maiores empresas de infraestrutura do país — com impactos que vão de governança corporativa a investimentos futuros.
Se você quiser, posso preparar uma projeção do valor da venda vs o valor de mercado atual da Motiva — isso ajuda a entender o impacto real da operação para investidores.
Perguntas Frequentes (FAQ)
O que é a Motiva?
A Motiva é a empresa que substituiu a antiga CCR e administra rodovias, metrôs/VLT, aeroportos e outras concessões de infraestrutura no Brasil.
Por que a Bradesco BBI está vendendo a participação?
Porque a participação pertencia ao Grupo Mover Participações como garantia de empréstimos. Com dificuldades financeiras da holding, o banco busca executar a garantia para recuperar parte da dívida.
Qual é o tamanho da fatia e quanto ela pode valer?
A participação em discussão é de cerca de 14,86% — estimada em aproximadamente R$ 4 bilhões.
A venda vai afetar o funcionamento da Motiva?
Possivelmente não — a empresa segue com resultados positivos e concessões em operação. Mas a governança da companhia pode mudar, dependendo de quem assumir a fatia vendida.
O que isso significa para o mercado de infraestrutura?
Pode haver reequilíbrio na participação de investidores em concessões — o que gera incertezas, mas também novas oportunidades de negócios e investimentos.
Quando a venda deve ser concluída?
Não há data definida — a negociação está em curso, com impasses sobre forma de pagamento e preço.









