O Brasil e outros cinco países divulgaram neste domingo um comunicado conjunto condenando o ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, elevando o tom diplomático e sinalizando preocupação com a escalada de tensões na América Latina. Além do Brasil, assinam a nota Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai, em um movimento raro de alinhamento político diante de uma crise internacional sensível.
O documento critica diretamente as ações militares conduzidas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e afirma que a ofensiva representa uma violação clara do direito internacional e dos princípios estabelecidos na Organização das Nações Unidas.
Por que os países classificaram o ataque como extremamente perigoso
Na nota, os seis governos destacam que o ataque registrado em território venezuelano contraria a proibição do uso da força, fere a soberania nacional e ameaça diretamente a integridade territorial de um Estado soberano. Segundo o comunicado, esse tipo de ação cria um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regional.
Os países também alertam para o risco direto à população civil, ressaltando que operações militares dessa natureza tendem a gerar instabilidade política, econômica e social não apenas na Venezuela, mas em toda a região.
Defesa do diálogo e rejeição a qualquer interferência externa
O texto é enfático ao afirmar que a crise venezuelana deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, com base no diálogo, na negociação e no respeito à vontade do povo venezuelano. Os signatários rejeitam qualquer tipo de interferência externa e defendem soluções alinhadas ao direito internacional.
Segundo o comunicado, apenas um processo político inclusivo, conduzido pelos próprios venezuelanos, pode levar a uma saída democrática e sustentável para o impasse atual.
América Latina é reafirmada como zona de paz
Outro ponto central da carta é a reafirmação da América Latina e do Caribe como uma zona de paz, construída sobre pilares como não intervenção, solução pacífica de controvérsias e respeito mútuo entre os países.
Os governos fazem um apelo para que diferenças ideológicas sejam deixadas de lado diante de ações que coloquem em risco a estabilidade regional, reforçando a necessidade de unidade política em momentos de crise.
Alerta sobre controle externo de recursos estratégicos
O comunicado também traz um aviso direto: os países manifestam preocupação com qualquer tentativa de controle, administração ou apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos da Venezuela. Segundo o texto, esse tipo de iniciativa é incompatível com o direito internacional e ameaça o equilíbrio político e econômico da região.
A referência é vista como um recado claro diante das declarações do governo norte-americano sobre o petróleo venezuelano, que possui uma das maiores reservas comprovadas do mundo.
Pedido direto à ONU para conter a escalada
Ao final da carta, Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai pedem que o secretário-geral da ONU, António Guterres, e outros organismos multilaterais atuem para reduzir as tensões e preservar a paz na região.
O objetivo é evitar que o episódio se transforme em um novo ciclo de intervenções diretas na América Latina, algo que não ocorria desde 1989, quando os Estados Unidos invadiram o Panamá.
Contexto do ataque que detonou a reação internacional
No sábado, explosões foram registradas em bairros de Caracas, durante a operação militar dos EUA. No mesmo dia, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças de elite norte-americanas e levados para Nova York.
O governo dos EUA acusa Maduro de liderar um suposto cartel de drogas, alegação que especialistas questionam por falta de provas. Para críticos, a ofensiva tem forte motivação geopolítica, envolvendo disputa por influência e controle energético.
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Perguntas Frequentes (FAQs)
Quais países condenaram o ataque à Venezuela
Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai assinaram o comunicado conjunto
Por que o ataque foi considerado ilegal
Porque viola o direito internacional, a soberania dos Estados e a Carta da ONU
Os países apoiam intervenção externa na Venezuela
Não. Eles defendem diálogo, negociação e solução conduzida pelos próprios venezuelanos
Houve pedido de ajuda à ONU
Sim. O comunicado solicita atuação do secretário-geral da ONU para reduzir tensões
O petróleo venezuelano foi citado na nota
Sim. Os países alertaram contra qualquer tentativa de controle externo de recursos estratégicos









