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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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Empresas antecipam dividendos antes da nova taxação, indica BTG Pactual

Relatório indica companhias com alto potencial de distribuição de lucros, em meio à corrida para antecipar pagamentos antes da taxação de 2026

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

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Um estudo do BTG Pactual apontou que pelo menos 20 empresas brasileiras têm forte probabilidade de realizar pagamentos extraordinários de dividendos até o fim de 2025, aproveitando a janela anterior à nova tributação de 10% sobre dividendos, prevista para 2026. O levantamento foi divulgado pelo InfoMoney.

Segundo o relatório, companhias com alta geração de caixa, baixa alavancagem e reservas acumuladas estão mais propensas a antecipar proventos aos acionistas. A expectativa é que esse movimento se intensifique nos próximos meses, diante do avanço da reforma tributária e da busca por estratégias de eficiência fiscal.

Empresas com maior potencial de distribuição

Entre as principais empresas citadas pelo BTG Pactual, estão Metalúrgica Gerdau (GOAU3), Unifique (FIQE3), Marcopolo (POMO4) e Eztec (EZTC3), todas com projeções de dividend yield acima de 15%. Outras grandes companhias, como Ambev (ABEV3), Eletrobras (ELET3) e TIM (TIMS3), também aparecem na lista com rendimentos estimados próximos a 10%, conforme dados do InfoMoney.

O relatório indica que o volume de dividendos distribuídos pode alcançar R$ 150 bilhões em 2025, caso a maioria das empresas opte por antecipar pagamentos. O movimento é semelhante ao observado em 2015, quando mudanças regulatórias levaram companhias a rever calendários de proventos.

Por que o momento é estratégico

De acordo com o InfoMoney, o contexto atual combina três elementos-chave:

  1. Liquidez elevada e lucros acumulados após trimestres de forte desempenho operacional;
  2. Mudanças fiscais que tornam vantajosa a distribuição antes da nova regra tributária;
  3. Valuation atrativo, com ações ainda negociadas a múltiplos abaixo da média histórica.

Analistas explicam que as empresas que optarem por distribuir dividendos agora devem maximizar o retorno aos acionistas, evitando a perda líquida causada pela tributação futura. Além disso, a medida tende a atrair investidores de renda passiva, reforçando o volume de negociação na B3.

O que observar antes de investir

Apesar do cenário favorável, especialistas recomendam cautela. Dividendos extraordinários não garantem sustentabilidade futura e podem reduzir o caixa de empresas em fase de expansão. Para investidores, o ideal é acompanhar calendários de ex-dividendos, estrutura de capital e histórico de distribuição de cada companhia.

Segundo o InfoMoney, o momento pode representar uma janela tática de oportunidade, mas exige avaliação criteriosa de fundamentos — priorizando empresas sólidas e com governança comprovada.

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