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segunda-feira, março 30, 2026
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BTG prevê cortes de juros em 2026, mas Mansueto alerta: dois fatores podem travar a Selic

O mercado está de olho em qualquer sinal que indique quando o Banco Central vai finalmente começar a cortar a Selic, hoje em 15%. E, segundo o BTG Pactual, o alívio deve vir — mas com cautela. A projeção do banco é de uma redução total de três pontos percentuais ao longo de 2026, levando os juros para 12% ao fim do ano.

Mas esse cenário depende de duas condições essenciais: câmbio estável e controle fiscal. Qualquer desvio relevante nessas duas áreas pode obrigar o BC a pisar no freio, afirma Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual.

Quando começam os cortes da Selic?

O primeiro movimento está previsto para janeiro de 2026. Mansueto acredita que, na primeira reunião do ano, o Banco Central dará início a um ciclo gradual de flexibilização monetária, apoiado em dois fatores:

  • desaceleração da inflação
  • um câmbio mais previsível

A projeção do BTG considera o dólar estabilizado entre R$ 5,30 e R$ 5,40, faixa que daria sustentação ao processo de cortes.

Mas o câmbio pode atrapalhar — e muito

Para Mansueto, o principal risco ao ciclo de flexibilização é a volatilidade do dólar, especialmente em ano eleitoral.

Se o câmbio tiver um movimento abrupto — como uma disparada para R$ 5,80 ou R$ 6,00 — o Banco Central possivelmente terá de interromper os cortes para evitar repasses à inflação.

Ou seja: o ritmo da Selic está diretamente ligado ao humor do mercado internacional e às pressões sobre o real.

O cenário fiscal também preocupa

O segundo fator de risco é a política fiscal — tanto no governo federal quanto nos Estados. Há receio de que, com 2026 sendo ano eleitoral, novas despesas sejam anunciadas sem espaço no orçamento, pressionando a inflação.

Apesar disso, Mansueto avalia que o risco é limitado, já que:

  • o governo tem fragilidade no Congresso
  • a chance de aprovação de grandes programas é menor

O alerta, porém, também vale para Estados que estão com “caixa gordo”. Gastos excessivos em nível estadual podem gerar impacto inflacionário, afetando a trajetória dos juros.

Conclusão: cortes devem vir, mas não sem riscos

Na visão do BTG, o Brasil deve finalmente entrar em um ciclo de alívio monetário em 2026 — mas a trajetória não está garantida.

Se o câmbio disparar ou os gastos públicos aumentarem além do esperado, o Banco Central pode adotar uma postura mais conservadora e pausar o corte da Selic.

Para seguir acompanhando as projeções sobre juros, inflação e câmbio — fatores essenciais para qualquer investidor — continue navegando pelo Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQs)

Quando o Banco Central deve começar a cortar a Selic?

Segundo o BTG, o ciclo começa em janeiro de 2026, com reduções graduais.

Qual é a projeção de Selic para o fim de 2026?

A estimativa é de 12%, queda acumulada de três pontos percentuais.

Quais fatores podem impedir o corte de juros?

Principalmente volatilidade do câmbio e deterioração fiscal.

O risco fiscal vem só do governo federal?

Não. Estados com caixa elevado também podem elevar gastos e pressionar a inflação.

O dólar precisa ficar em qual faixa para permitir os cortes?

Entre R$ 5,30 e R$ 5,40, segundo as projeções utilizadas pelo BTG.

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