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A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou o nome de Nelson Antônio de Souza para assumir a presidência do Banco de Brasília (BRB), em uma movimentação que dá continuidade ao processo iniciado em 19 de novembro.
Apesar da confirmação política, Souza ainda não pode tomar posse, já que sua nomeação depende da aprovação formal do Banco Central (BC).
A indicação ocorre em meio a um ambiente delicado para o BRB, que esteve recentemente ligado a investigações federais envolvendo o Banco Master.
Por que o BRB trocou o comando?
Nelson Souza foi indicado após o afastamento judicial de Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB.
A substituição ocorreu depois de o banco ser citado na Operação Compliance Zero, que investiga possíveis envolvimentos em negociações com títulos falsos relacionados ao Banco Master.
No desdobramento da operação, a Polícia Federal prendeu Daniel Vorcaro, dono do Master, em 18 de novembro, quando ele tentava deixar o país.
A apuração envolve suspeitas de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa.
Como o Banco Central entra nessa história?
Embora a Câmara Legislativa tenha aprovado o nome de Souza, a posse só acontece após o BC concluir seus trâmites internos, incluindo a análise de integridade e enquadramento regulatório.
Esse procedimento é padrão para cargos de alta administração no sistema financeiro.
Paralelamente, o Banco Central já havia decretado a liquidação extrajudicial do Banco Master, que enfrentava dificuldades desde o início do ano.
Vale lembrar que, em março, o BRB chegou a anunciar a compra da instituição, mas o próprio BC vetou o negócio meses depois.
A situação financeira do BRB: o que já foi esclarecido?
Após reportagens apontarem operações de cessão de carteiras com documentação fora dos padrões, o BRB ressaltou que sua posição financeira segue sólida.
Segundo o próprio banco:
- Dos R$ 12,76 bilhões citados como exposição bruta, mais de R$ 10 bilhões já foram liquidados ou substituídos.
- O valor restante não tem relação direta com o Banco Master.
- A instituição atua como credora na liquidação e reforçou os controles internos.
- As carteiras atuais estariam plenamente em conformidade.
Essas informações foram divulgadas para reforçar a estabilidade do BRB em meio ao contexto turbulento envolvendo o Master.
Conclusão: nome aprovado, mas decisão final ainda nas mãos do BC
A escolha de Nelson Souza avança oficialmente, mas tudo agora depende da avaliação técnica do Banco Central.
O BRB busca reforçar sua governança e mostrar solidez após ser citado em operações federais, enquanto o mercado acompanha de perto os próximos passos.
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Perguntas Frequentes (FAQs)
A nomeação de Nelson Souza já está valendo?
Ainda não. Apesar da aprovação política no DF, a posse depende da análise e liberação do Banco Central.
Por que houve troca na presidência do BRB?
O afastamento ocorreu após o banco ser citado na Operação Compliance Zero, que investiga negociações envolvendo títulos falsos ligados ao Banco Master.
O BRB tem risco financeiro por causa do caso Master?
Segundo o banco, não. A maior parte das carteiras questionadas já foi ajustada ou liquidada.
O que o Banco Central vetou anteriormente?
O BC vetou a compra do Banco Master pelo BRB meses após o anúncio do negócio.
Quem é Daniel Vorcaro?
Ele é o ex-controlador do Banco Master, preso ao tentar deixar o país durante as investigações da PF.
O BRB participa da liquidação do Master?
Sim. O banco atua como credor no processo de liquidação extrajudicial.









