Você já ouviu a promessa “dinheiro de volta” milhares de vezes. Mas agora ela é real — e funciona mesmo quando você está satisfeito com a compra. O cashback virou uma das estratégias mais usadas por bancos, cartões e aplicativos para fidelizar clientes e devolver parte do valor gasto diretamente para você.
Na prática, é como pagar menos por tudo o que você já consome. E quando bem usado, o cashback pode virar uma renda extra silenciosa, pingando aos poucos na sua conta.
A seguir, você vai entender o que é cashback, como ele funciona, quanto dá para receber, como resgatar e quais cuidados tomar para não cair em armadilhas.
O que é e por que ele ficou tão popular
Cashback significa literalmente “dinheiro de volta”. É um sistema em que o consumidor recebe uma parte do valor gasto após realizar uma compra, normalmente usando cartão de crédito, débito ou apps parceiros.
Esse dinheiro pode voltar de várias formas:
saldo em conta, crédito para novas compras, abatimento na fatura ou até uso em pagamentos específicos.
Nos últimos anos, ele se popularizou porque é simples, digital e imediato. Diferente dos antigos programas de pontos, ele não obriga o consumidor a trocar por produtos. Em muitos casos, é dinheiro de verdade.
Como surgiu
O cashback foi criado em 1986, nos Estados Unidos, pela operadora de cartão Discover. A ideia era incentivar o uso do cartão oferecendo algo mais direto do que pontos.
Com o tempo, o modelo se espalhou pelo mundo e ganhou força no Brasil com o avanço dos apps financeiros e do e-commerce, principalmente após 2020.
Hoje, ele virou ferramenta central de bancos, fintechs e marketplaces.
Como funciona na prática
O funcionamento é simples, mas exige atenção:
primeiro, você se cadastra em um banco, cartão ou app, depois, faz a compra pelos canais parceiros após a confirmação, uma porcentagem do valor gasto retorna para você.
Ou seja, não é dinheiro grátis. É um reembolso parcial, condicionado ao gasto.
Em muitos casos, é necessário comprar pelo link do parceiro ou ativar a oferta antes da compra.
Quanto dá para receber de volta
O percentual varia bastante.
Na maioria das compras, fica entre 1% e 5%.
Em campanhas especiais, pode chegar a 10%, 20% ou até 100% em casos promocionais.
Nos cartões de crédito, o percentual pode mudar conforme:
tipo de compra
categoria do cartão
perfil do cliente
valor gasto no mês
Cartões premium costumam oferecer cashback maior.
Onde o cashback é mais comum no Brasil
Além de bancos e cartões, vários apps se especializaram nesse modelo. Entre os mais conhecidos estão Méliuz, PagBank, PicPay, Ame Digital e BeBlue.
Cada um tem regras próprias:
alguns permitem transferir o saldo para a conta
outros restringem o uso a compras dentro do app
Antes de usar, é essencial entender como o dinheiro pode ser resgatado.
Por que as empresas dão dinheiro de volta
Cashback não é caridade.
As empresas ganham ao:
fidelizar clientes
aumentar o volume de compras
coletar dados de consumo
direcionar o cliente para parceiros específicos
No caso dos cartões, o cashback normalmente vem de parte da taxa cobrada do lojista, que é compartilhada com o consumidor.
Em alguns apps, o dinheiro fica “preso” por um tempo, incentivando novas compras ou aplicações dentro da própria plataforma.
Como usar o dinheiro do cashback
Existem três formatos principais:
cashback livre, que cai na conta e pode ser usado como quiser
cashback restrito, válido só para compras, fatura ou parceiros
cashback social, em que o valor é destinado a causas ou instituições
Na maioria dos casos, o saldo não expira rápido, mas pode ter valor mínimo para saque.
Dá para usar cashback para novas compras?
Sim. Em muitos programas, essa é a principal finalidade.
O cashback funciona como um ciclo: você compra, recebe parte de volta e usa esse saldo para gastar novamente — pagando menos na prática.
Como resgatar o cashback
Depende do programa.
Alguns permitem transferência direta para conta bancária.
Outros liberam o uso apenas dentro do aplicativo.
O prazo costuma variar de 2 dias úteis a algumas semanas, dependendo da política da empresa e do tipo de compra.
Dá para transferir o cashback para outra conta?
Nem sempre.
Apps como PicPay e Méliuz permitem transferência.
Outros, como Ame Digital, normalmente não liberam saque.
Tudo depende das regras do serviço.
Cashback tem desvantagens?
Tem, sim.
alguns programas cobram taxa mensal ou anual
pode haver limite máximo de cashback por mês
o dinheiro pode demorar a cair
existe o risco de gastar mais só para “ganhar de volta”
Por isso, cashback só faz sentido se você já iria fazer a compra.
Dá para ganhar cashback pagando boletos?
Em alguns casos, sim.
Alguns serviços oferecem cashback no pagamento de contas se o boleto for pago no cartão de crédito, geralmente parcelado. O percentual pode ser alto, mas atenção: parcelamento pode ter juros.
Ou seja, o cashback não pode mascarar um custo maior.
Cashback vale a pena?
Vale, quando usado com consciência.
Ele não substitui planejamento financeiro, mas reduz o custo real do consumo. Para quem já usa cartão no dia a dia, é uma forma inteligente de não deixar dinheiro na mesa.
Se usado sem controle, vira só mais um gatilho para gastar.
Para continuar aprendendo como usar melhor o dinheiro e extrair vantagens reais do sistema financeiro, continue navegando pelo Brasilvest.
Perguntas Frequentes (FAQs)
Cashback é dinheiro de verdade?
Depende do programa. Em muitos casos, sim, cai direto na conta.
Todo cartão oferece cashback?
Não. Alguns oferecem pontos, outros milhas e outros cashback.
Dá para ganhar cashback sem cartão?
Sim. Alguns apps oferecem cashback em compras por boleto ou saldo.
Cashback tem imposto?
Normalmente não, pois é tratado como desconto ou reembolso.
Vale a pena escolher cartão só por cashback?
Vale, desde que não haja taxas altas que anulem o benefício.









