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quinta-feira, janeiro 8, 2026
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Caso Master avança no STF e escancara contradições entre banqueiro e ex-presidente do BRB

O caso Master ganhou um novo capítulo tenso em Brasília e aumentou a pressão sobre personagens centrais do sistema financeiro. As contradições nos depoimentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) levaram a Polícia Federal a promover uma acareação no Supremo Tribunal Federal, reforçando a gravidade das suspeitas envolvendo a instituição liquidada.

Os dois investigados estiveram pessoalmente no STF nesta terça-feira (30) e foram interrogados por mais de duas horas cada. As divergências entre as versões apresentadas foram consideradas relevantes a ponto de justificar o confronto direto entre eles ainda na mesma noite.

Por que Vorcaro e o ex-presidente do BRB foram colocados frente a frente

A decisão pela acareação surgiu após a análise dos depoimentos individuais prestados à Polícia Federal. Segundo investigadores, as versões não batiam, o que levantou dúvidas sobre a real dinâmica das operações financeiras investigadas no caso Master.

A apuração está sob relatoria do ministro Dias Toffoli, que acompanha de perto todas as diligências. Um juiz auxiliar do gabinete do ministro participou da condução do procedimento, encerrado por volta das 21h35.

A acareação é um instrumento clássico do processo penal e serve justamente para esclarecer inconsistências quando há relatos conflitantes. Na prática, o confronto ajuda a autoridade judicial a identificar contradições objetivas antes de qualquer decisão mais dura.

Diretor do Banco Central é dispensado e reação do mercado chama atenção

Também havia expectativa em torno do depoimento do diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino. Ele chegou a aguardar mais de cinco horas no STF e iniciou seu depoimento no início da noite, mas acabou dispensado da acareação.

A possível inclusão de um representante do BC no confronto gerou forte reação do mercado financeiro. Entidades bancárias divulgaram nota conjunta defendendo a atuação técnica e independente do regulador, classificando o Banco Central como pilar essencial para a estabilidade do sistema financeiro.

Nos bastidores, a decisão de manter apenas Vorcaro e o ex-presidente do BRB frente a frente foi vista como uma tentativa de preservar o papel institucional do BC no processo.

Entenda o que está no centro do escândalo do Banco Master

As investigações apontam que, antes mesmo de uma tentativa formal de venda do Banco Master, a instituição teria forjado e negociado cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consignado com o Banco de Brasília (BRB).

Desse total, aproximadamente R$ 6,7 bilhões envolveriam contratos considerados falsos, enquanto outros R$ 5,5 bilhões estariam relacionados a prêmios e valores inflados atribuídos às carteiras.

O escândalo levou à liquidação do Banco Master em novembro, além da prisão temporária de Daniel Vorcaro por 12 dias. Atualmente, ele responde ao processo em liberdade, sob monitoramento por tornozeleira eletrônica.

Pressão aumenta e novas intimações podem ocorrer

O caso corre sob sigilo, e desde o início de dezembro todas as medidas relacionadas à investigação precisam passar pelo crivo direto do STF. Esse controle centralizado tem gerado desconforto e levantado questionamentos sobre a condução do processo.

Pouco antes do Natal, oficiais de Justiça estiveram na sede do Banco Master em São Paulo em busca do liquidante da instituição, nomeado pelo Banco Central. O episódio aumentou a expectativa de novas intimações e reforçou a sensação de que o caso está longe de acabar.

Para quem acompanha o mercado financeiro, o episódio serve de alerta sobre governança, fiscalização e riscos institucionais. Para entender os desdobramentos que realmente importam, continue navegando pelo Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQs)

O que motivou a acareação no caso Master?

Contradições relevantes entre os depoimentos de Daniel Vorcaro e do ex-presidente do BRB levaram a Polícia Federal a confrontar as versões.

Quem foi dispensado da acareação?

O diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, foi ouvido, mas não participou do confronto direto.

Qual é a principal suspeita contra o Banco Master?

A investigação aponta a venda de carteiras de crédito consignado supostamente forjadas e com valores inflados.

Daniel Vorcaro está preso atualmente?

Não. Ele ficou preso por 12 dias e hoje responde em liberdade, monitorado por tornozeleira eletrônica.

O processo segue em sigilo?

Sim. Todas as diligências passam pelo STF e não há previsão de quando o sigilo será levantado.

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