Na hora de investir em renda fixa, muita gente trava na mesma dúvida: é melhor investir em CDB ou no CDI? A confusão é comum, mas pode custar caro se você tomar decisões sem entender como cada um funciona. Em 2026, com juros ainda relevantes, saber essa diferença é o que separa quem faz o dinheiro trabalhar de quem só deixa o dinheiro parado.
Antes de escolher qualquer produto, é fundamental entender seu perfil de investidor, seus objetivos e, principalmente, o papel que CDB e CDI desempenham nos investimentos.
O que é CDB e por que ele é tão popular
O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um título de renda fixa emitido por bancos para captar recursos. Quando você investe em um CDB, na prática está emprestando dinheiro ao banco e recebendo juros em troca.
Ele se tornou popular por três motivos principais:
segurança, previsibilidade e simplicidade.
Além disso, o CDB conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre investimentos de até R$ 250 mil por CPF e por instituição, o que reduz bastante o risco para o investidor.
Os tipos de CDB que você precisa conhecer
Nem todo CDB é igual. Existem três modelos principais, e cada um atende a um perfil diferente.
O CDB prefixado oferece uma taxa fixa, conhecida no momento da aplicação. Você já sabe exatamente quanto vai receber no vencimento.
O CDB pós-fixado é o mais comum e rende um percentual do CDI, como 100%, 110% ou 130% do CDI.
Já o CDB híbrido combina uma taxa fixa com a inflação, geralmente o IPCA, protegendo o poder de compra no longo prazo.
Afinal, o que é o CDI
O CDI (Certificado de Depósito Interbancário) não é um investimento para pessoas físicas, mas sim uma taxa de referência usada nas operações de empréstimo entre bancos.
Essa taxa acabou se tornando o principal termômetro da renda fixa no Brasil. Quando alguém diz que um investimento rende 100% do CDI, está dizendo que ele acompanha exatamente esse indicador.
Na prática, o CDI anda muito próximo da taxa Selic, sendo influenciado diretamente pelas decisões do Banco Central.
Qual é a rentabilidade do CDI
A rentabilidade do CDI varia conforme o cenário econômico, mas costuma refletir o nível dos juros do país. Quando a Selic está alta, o CDI sobe. Quando a Selic cai, o CDI acompanha.
Por isso, o CDI é usado como benchmark, ou seja, como referência mínima de rentabilidade para investimentos conservadores.
CDB ou CDI: qual escolher na prática
Aqui está o ponto-chave que muita gente erra: você não escolhe entre CDB ou CDI, porque o CDI não é um investimento direto.
O que você escolhe é investir em produtos que rendem CDI, sendo o CDB o mais comum deles.
Ou seja, a comparação correta é:
👉 qual CDB rende melhor em relação ao CDI?
Para investimentos de baixo risco, o mercado costuma considerar 100% do CDI como o mínimo aceitável. Qualquer coisa abaixo disso, em geral, não compensa.
Outros investimentos atrelados ao CDI
Além dos CDBs, existem várias opções que usam o CDI como base de rentabilidade.
A LCI e a LCA são isentas de Imposto de Renda para pessoa física e costumam pagar percentuais menores do CDI, justamente por essa vantagem tributária.
A LC (Letra de Câmbio) funciona de forma parecida com o CDB, mas é emitida por financeiras.
Os fundos DI buscam acompanhar o CDI, mas não contam com FGC e cobram taxa de administração.
Também existem debêntures, emitidas por empresas, que podem pagar CDI mais um prêmio, mas envolvem risco maior.
O que analisar antes de investir
Antes de aplicar seu dinheiro, avalie três pontos essenciais:
prazo, rentabilidade e risco.
CDBs com vencimentos mais longos costumam pagar percentuais maiores do CDI. Já os mais líquidos, com resgate diário, geralmente pagam menos.
E nunca esqueça: rentabilidade sempre anda junto com risco. Quanto maior o retorno prometido, maior a chance de exposição.
Para não errar nessas escolhas e entender como montar uma carteira alinhada ao seu perfil, continue navegando pelo Brasilvest.
Perguntas Frequentes (FAQs)
Posso investir diretamente no CDI?
Não. O CDI é uma taxa de referência. Você investe em produtos que rendem um percentual do CDI.
CDB é seguro?
Sim. O CDB é considerado seguro e conta com proteção do FGC até R$ 250 mil por CPF e instituição.
Qual é um bom percentual de CDI?
Para investimentos conservadores, o ideal é buscar no mínimo 100% do CDI.
CDB é melhor que poupança?
Na maioria dos cenários, sim. Mesmo CDBs simples costumam render mais que a poupança.









