Os combustíveis devem sofrer aumento de preço nos próximos meses após a mudança na cobrança do ICMS, segundo alerta publicado pela Folha do Mate.
A alteração no imposto, aprovada pelos estados, muda a forma de cálculo e pressiona diretamente gasolina, etanol e diesel, atingindo consumidores, transportes e a inflação como um todo.
O que mudou no ICMS dos combustíveis?
A principal mudança está na padronização da alíquota do ICMS, que passou a ser cobrada por valor fixo por litro, e não mais como percentual do preço. Na prática, isso significa que, mesmo com oscilações do mercado, o imposto não diminui automaticamente.
Com a atualização dos valores de referência, o ICMS ficou mais pesado em alguns estados, pressionando o preço final nas bombas.
Por que o aumento chega ao consumidor
Quando o imposto sobe, o repasse é quase imediato. Distribuidoras e postos ajustam preços para manter margens. Além disso:
- o setor opera com custos elevados
- o transporte depende fortemente do diesel
- há pouca margem para absorver tributos
Resultado: o consumidor paga a conta.
Gasolina, etanol e diesel sentem o impacto
A mudança no ICMS afeta toda a cadeia:
- gasolina: impacto direto no uso diário e na inflação
- etanol: perde competitividade em algumas regiões
- diesel: encarece frete, alimentos e serviços
No Brasil, onde o transporte rodoviário é dominante, qualquer alta no diesel se espalha rapidamente pela economia.
Efeito cascata na inflação
Combustíveis têm peso relevante nos índices de preços. Quando sobem:
- o frete encarece
- alimentos chegam mais caros
- serviços ajustam valores
Ou seja, o impacto vai além da bomba e atinge o custo de vida como um todo.
Estados tentam recompor arrecadação
Governos estaduais defendem a mudança como forma de dar previsibilidade à arrecadação. Com o modelo antigo, a receita variava conforme o preço do combustível.
Agora, com valor fixo por litro, os estados garantem caixa — mas transferem o risco ao consumidor.
Há chance de novos aumentos?
Especialistas avaliam que, se:
- o petróleo subir
- o dólar se valorizar
- custos logísticos aumentarem
o preço final pode subir ainda mais, mesmo sem nova alteração no ICMS. O imposto vira um piso que limita quedas.
O que o consumidor pode fazer
Embora não haja como evitar totalmente, algumas estratégias ajudam:
- comparar preços entre postos
- acompanhar promoções regionais
- avaliar a relação etanol/gasolina
- reduzir consumo quando possível
Informação vira ferramenta de defesa.
O papel da fiscalização
Órgãos de defesa do consumidor e agências reguladoras acompanham repasses para evitar abusos. Ainda assim, a formação de preços é livre, desde que respeite a legislação.
Conclusão: imposto muda e preço sobe
A mudança no ICMS cria um novo patamar de preços para os combustíveis. O efeito tende a ser sentido no bolso e na inflação, exigindo mais atenção do consumidor e do mercado.
Quer continuar acompanhando como impostos e decisões dos governos afetam diretamente o seu dia a dia? Continue lendo o Brasilvest.
Perguntas frequentes (FAQ)
Por que os combustíveis vão subir?
Por causa da mudança na forma de cobrança do ICMS.
O imposto agora é percentual?
Não. Passou a ser valor fixo por litro.
Todos os combustíveis são afetados?
Sim: gasolina, etanol e diesel.
Isso impacta a inflação?
Sim, de forma direta e indireta.
O preço pode cair depois?
Só se outros custos compensarem o imposto.
Os estados ganham com a mudança?
Sim, com arrecadação mais previsível.








