O Conselho de Segurança da ONU realiza nesta segunda-feira uma reunião de emergência para debater a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro. O encontro foi solicitado pela Colômbia, que ocupa assento rotativo no Conselho, com apoio da Rússia e da China.
O debate ocorre em meio a forte tensão diplomática, bombardeios em Caracas e denúncias de violação do direito internacional. O Brasil confirmou representação na sessão extraordinária, enquanto países da região cobram explicações e defendem a soberania venezuelana.
O que motivou a convocação do Conselho de Segurança?
A reunião foi acionada após os Estados Unidos realizarem ataques a alvos na capital venezuelana e retirarem Maduro do país, levando-o para custódia em território americano. Não é a primeira vez que o tema chega ao Conselho: em outubro e dezembro, o órgão já havia discutido denúncias de agressões contra a Venezuela.
A expectativa é que os membros debatam próximos passos políticos e diplomáticos, além dos impactos regionais do novo cenário militar.
Países latino-americanos reagem e cobram respeito à soberania
No domingo, Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha divulgaram pronunciamento conjunto manifestando preocupação com qualquer tentativa de controle externo de governos ou de recursos naturais. Paralelamente, a Celac realizou reunião com chanceleres dos 33 países para alinhar posições.
A leitura predominante na região é de que a crise pode transbordar fronteiras, afetando estabilidade política, comércio e segurança.
ONU vê “precedente perigoso” e alerta para implicações regionais
O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou a operação como um precedente perigoso, defendendo respeito integral à Carta da ONU e ao direito internacional. Segundo ele, a ação militar traz implicações preocupantes para a América Latina e para o sistema multilateral.
Já o embaixador venezuelano na ONU, Samuel Moncada, enviou carta ao Conselho acusando os EUA de violarem a Carta das Nações Unidas e de promoverem uma “guerra colonial” com foco na pilhagem do petróleo venezuelano.
Prisão de Maduro e acusações nos EUA
De acordo com informações oficiais, Nicolás Maduro foi capturado durante a operação e transferido para os Estados Unidos, onde está detido no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn. O governo americano o acusa de narcotráfico e terrorismo, e o caso deve ser julgado por um tribunal de Nova York.
Autoridades venezuelanas afirmam que integrantes da equipe de segurança de Maduro foram mortos durante a ação. O episódio elevou ainda mais o tom da crise.
Governo interino e postura das Forças Armadas
Após a captura, as Forças Armadas da Venezuela reconheceram decisão da Suprema Corte que determinou a posse da vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina. Em comunicado, os militares declararam unidade contra a “agressão imperial” e pediram retomada das atividades econômicas, amparados por um decreto de agitação externa que concede poderes especiais ao Estado.
Trump eleva o tom e ameaça liderança interina
O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou Delcy Rodríguez, afirmando que ela pagará um “preço muito alto” se não cooperar com Washington. Trump também voltou a falar em reconstrução e mudança de regime, dizendo que os EUA administrariam a Venezuela e levariam empresas americanas para reerguer a indústria do petróleo.
O embate verbal reforça a percepção de escalada e mantém mercados e diplomatas em alerta.
O que esperar agora?
Com o Conselho de Segurança reunido, a comunidade internacional observa se haverá resoluções, condenações formais ou tentativas de mediação. Independentemente do desfecho, a crise já redesenhou o tabuleiro político regional.
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Perguntas Frequentes (FAQs)
Por que o Conselho de Segurança foi convocado?
Para discutir a ação militar dos EUA na Venezuela e a captura de Nicolás Maduro.
Quem pediu a reunião de emergência?
A Colômbia, com apoio de Rússia e China.
O Brasil participa do encontro?
Sim, o governo brasileiro confirmou representação.
Onde Maduro está preso?
No Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, nos EUA.
Quem assumiu o governo venezuelano?
Delcy Rodríguez foi reconhecida como presidente interina por decisão judicial apoiada pelas Forças Armadas.









