8.7 C
Nova Iorque
30.4 C
São Paulo
sexta-feira, janeiro 9, 2026
spot_img

Conselho de Segurança da ONU se reúne após EUA capturarem Maduro na Venezuela

O Conselho de Segurança da ONU realiza nesta segunda-feira uma reunião de emergência para debater a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro. O encontro foi solicitado pela Colômbia, que ocupa assento rotativo no Conselho, com apoio da Rússia e da China.

O debate ocorre em meio a forte tensão diplomática, bombardeios em Caracas e denúncias de violação do direito internacional. O Brasil confirmou representação na sessão extraordinária, enquanto países da região cobram explicações e defendem a soberania venezuelana.

O que motivou a convocação do Conselho de Segurança?

A reunião foi acionada após os Estados Unidos realizarem ataques a alvos na capital venezuelana e retirarem Maduro do país, levando-o para custódia em território americano. Não é a primeira vez que o tema chega ao Conselho: em outubro e dezembro, o órgão já havia discutido denúncias de agressões contra a Venezuela.

A expectativa é que os membros debatam próximos passos políticos e diplomáticos, além dos impactos regionais do novo cenário militar.

Países latino-americanos reagem e cobram respeito à soberania

No domingo, Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha divulgaram pronunciamento conjunto manifestando preocupação com qualquer tentativa de controle externo de governos ou de recursos naturais. Paralelamente, a Celac realizou reunião com chanceleres dos 33 países para alinhar posições.

A leitura predominante na região é de que a crise pode transbordar fronteiras, afetando estabilidade política, comércio e segurança.

ONU vê “precedente perigoso” e alerta para implicações regionais

O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou a operação como um precedente perigoso, defendendo respeito integral à Carta da ONU e ao direito internacional. Segundo ele, a ação militar traz implicações preocupantes para a América Latina e para o sistema multilateral.

Já o embaixador venezuelano na ONU, Samuel Moncada, enviou carta ao Conselho acusando os EUA de violarem a Carta das Nações Unidas e de promoverem uma “guerra colonial” com foco na pilhagem do petróleo venezuelano.

Prisão de Maduro e acusações nos EUA

De acordo com informações oficiais, Nicolás Maduro foi capturado durante a operação e transferido para os Estados Unidos, onde está detido no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn. O governo americano o acusa de narcotráfico e terrorismo, e o caso deve ser julgado por um tribunal de Nova York.

Autoridades venezuelanas afirmam que integrantes da equipe de segurança de Maduro foram mortos durante a ação. O episódio elevou ainda mais o tom da crise.

Governo interino e postura das Forças Armadas

Após a captura, as Forças Armadas da Venezuela reconheceram decisão da Suprema Corte que determinou a posse da vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina. Em comunicado, os militares declararam unidade contra a “agressão imperial” e pediram retomada das atividades econômicas, amparados por um decreto de agitação externa que concede poderes especiais ao Estado.

Trump eleva o tom e ameaça liderança interina

O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou Delcy Rodríguez, afirmando que ela pagará um “preço muito alto” se não cooperar com Washington. Trump também voltou a falar em reconstrução e mudança de regime, dizendo que os EUA administrariam a Venezuela e levariam empresas americanas para reerguer a indústria do petróleo.

O embate verbal reforça a percepção de escalada e mantém mercados e diplomatas em alerta.

O que esperar agora?

Com o Conselho de Segurança reunido, a comunidade internacional observa se haverá resoluções, condenações formais ou tentativas de mediação. Independentemente do desfecho, a crise já redesenhou o tabuleiro político regional.

Para acompanhar os impactos geopolíticos, econômicos e de mercado dessa crise em tempo real, continue navegando pelo Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQs)

Por que o Conselho de Segurança foi convocado?

Para discutir a ação militar dos EUA na Venezuela e a captura de Nicolás Maduro.

Quem pediu a reunião de emergência?

A Colômbia, com apoio de Rússia e China.

O Brasil participa do encontro?

Sim, o governo brasileiro confirmou representação.

Onde Maduro está preso?

No Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, nos EUA.

Quem assumiu o governo venezuelano?

Delcy Rodríguez foi reconhecida como presidente interina por decisão judicial apoiada pelas Forças Armadas.

spot_img

Artigos Relacionados

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Fique Conectado
20,145FãsCurtir
51,215SeguidoresSeguir
23,456InscritosInscrever
Publicidadespot_img

Veja também

Brasilvest
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.