A Copa do Mundo não mexe só com emoção. Ela mexe com dinheiro.
E, segundo o Santander, dois nomes do varejo brasileiro devem sair vencedores do torneio, enquanto muitas empresas ainda enfrentam consumo fraco e margens apertadas.
O alerta é direto: quem ficar fora dessas ações pode perder a próxima alta impulsionada pelo evento.
Por que a Copa do Mundo impacta o varejo?
Eventos esportivos de grande escala costumam gerar picos de consumo. Durante a Copa, famílias antecipam compras, trocam televisores, reformam a casa e gastam mais com alimentação.
Além disso, o clima emocional impulsiona decisões rápidas.
Ou seja, o consumidor compra mesmo endividado.
Segundo análise do Money Times, o Santander avalia que o torneio cria uma janela rara para empresas bem posicionadas no varejo.
Os dois nomes que devem sair vencedores
De acordo com o relatório do banco, duas empresas concentram as melhores condições para capturar esse aumento temporário de demanda.
Magazine Luiza (MGLU3)
O Santander destaca que a empresa entra no período da Copa com:
- Estoques ajustados
- Forte presença digital
- Capacidade de ativar campanhas promocionais agressivas
Além disso, televisores, celulares e eletrodomésticos são produtos clássicos da Copa, favorecendo diretamente a companhia.
Assaí Atacadista (ASAI3)
Já o Assaí se beneficia de outro fator: alimentação e consumo recorrente.
Durante jogos e confraternizações, o fluxo nas lojas aumenta.
Ao mesmo tempo, o modelo atacarejo segue atraente para famílias pressionadas pela inflação.
O Santander vê o Assaí como defensivo e oportunista ao mesmo tempo.
E o restante do varejo?
Nem todo mundo ganha.
Empresas com:
- Endividamento elevado
- Margens apertadas
- Dependência de crédito caro
podem ficar para trás, mesmo com a Copa impulsionando vendas.
Por isso, o banco reforça que seleção importa mais do que o setor em si.
O impacto vai além do curto prazo?
Embora a Copa seja um evento pontual, o efeito pode durar mais.
Empresas que convertem aumento de vendas em:
- Geração de caixa
- Redução de dívida
- Ganho de market share
tendem a sair mais fortes do pós-evento.
Nesse ponto, o Santander vê vantagem clara nos dois nomes citados.
O que o investidor pessoa física precisa observar?
A principal lição é simples: eventos movem preços antes de mover resultados.
Quando o mercado percebe melhora nas vendas, as ações costumam reagir antes dos números aparecerem nos balanços.
Quem espera confirmação pode chegar atrasado.
Conclusão
A Copa do Mundo vai muito além do futebol.
Ela cria oportunidades reais — e também armadilhas.
Segundo o Santander, Magazine Luiza e Assaí entram no torneio em posição privilegiada. Enquanto isso, parte do varejo segue fragilizada.
Quer saber onde o mercado enxerga oportunidade antes da maioria?
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Perguntas Frequentes (FAQ)
A Copa do Mundo sempre beneficia o varejo?
Não. Ela beneficia empresas específicas, bem posicionadas e com execução eficiente.
Por que Magazine Luiza se destaca?
Por atuar fortemente em eletrônicos, itens que vendem mais durante a Copa.
O Assaí também se beneficia?
Sim. O consumo de alimentos cresce durante o torneio.
O impacto é só de curto prazo?
Pode começar no curto prazo, mas gerar efeitos mais longos.
Todas as ações do varejo sobem?
Não. Empresas endividadas tendem a sofrer.
Vale comprar apenas por causa da Copa?
Não. O evento é um gatilho, não a tese inteira.









