Depois de um rali expressivo em 2025, os fundos imobiliários seguem no radar das corretoras para o início de 2026. O Ifix avançou mais de 21% no ano passado, mesmo com a Selic no maior patamar em duas décadas, e o consenso do mercado é que o cenário segue construtivo, especialmente com o início do ciclo de queda dos juros.
Para janeiro, nove fundos imobiliários concentram as principais recomendações de corretoras, bancos e casas de análise. O destaque vai para fundos de recebíveis, seguidos por logística e multiestratégia, refletindo a busca por renda previsível, proteção contra volatilidade e boa relação risco-retorno.
Por que os fundos imobiliários seguem atraentes mesmo com juros altos?
Mesmo com a Selic ainda elevada, os analistas enxergam os FIIs como competitivos frente a outras classes de ativos. Parte do movimento positivo já antecipou a queda dos juros, mas há benefícios adicionais que sustentam o otimismo.
Entre eles estão a redução do custo de capital, melhora nos valuations, retomada gradual da atividade econômica e menor risco de crédito para locatários e devedores. Além disso, a renda mensal isenta de imposto de renda continua sendo um diferencial importante para o investidor pessoa física.
Outro ponto relevante é o efeito fiscal. Com mudanças recentes na tributação de lucros e dividendos, os fundos imobiliários ficaram fora da nova base de cálculo, o que pode atrair ainda mais capital em busca de eficiência tributária.
Recebíveis lideram as preferências das corretoras
Os fundos de recebíveis imobiliários aparecem com maior peso nas carteiras recomendadas. A avaliação é que, mesmo com cortes graduais de juros em 2026, a rentabilidade dos CRIs ainda deve permanecer atrativa por um bom tempo.
Fundos desse segmento oferecem fluxo de caixa previsível, menor volatilidade e bom equilíbrio entre risco e retorno, especialmente em um ambiente de incerteza fiscal e política.
Logística e fundos híbridos também ganham espaço
Na sequência, os fundos de logística continuam bem posicionados. Apesar de um leve arrefecimento da atividade, a demanda por galpões segue aquecida, principalmente em regiões estratégicas próximas a grandes centros urbanos.
Já os fundos multiestratégia e hedge funds imobiliários se destacam pela flexibilidade de gestão, podendo alternar entre crédito, imóveis físicos, ações do setor e oportunidades especiais conforme o cenário econômico.
Os fundos imobiliários mais recomendados para janeiro
Entre as principais casas do mercado, estes são os FIIs mais citados nas carteiras recomendadas:
- Bresco Logística (BRCO11) – Forte portfólio logístico, contratos bem distribuídos e ativos bem localizados
- Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11) – Alta exposição a CRIs indexados ao CDI e baixa volatilidade
- TRX Real Estate (TRXF11) – Fundo híbrido com foco em renda urbana e grandes redes varejistas
- BTG Logística (BTLG11) – Um dos maiores FIIs do setor, com portfólio diversificado
- Kinea Hedge Fund (KNHF11) – Estratégia flexível combinando crédito, imóveis e ativos financeiros
- Kinea Securities (KNSC11) – Carteira alavancada de CRIs, com bom potencial de dividendos
- RBR High Grade (RBRR11) – Crédito imobiliário com garantias robustas e gestão reconhecida
- RBR Plus Multiestratégia (RBRX11) – Hedge fund imobiliário com atuação ampla no setor
- XP Malls (XPML11) – Destaque no segmento de shoppings, com foco em ativos premium
Esses fundos concentram indicações de casas como XP, Itaú BBA, Santander, BTG Pactual, BB Investimentos, Empiricus, Genial e outras.
O que pode atrapalhar o desempenho dos FIIs em 2026?
Apesar do otimismo, analistas alertam para riscos no curto prazo. Incertezas políticas, cenário fiscal brasileiro e volatilidade macroeconômica podem gerar oscilações nos preços das cotas.
Por isso, a recomendação é evitar decisões baseadas apenas em dividend yield ou desconto frente ao valor patrimonial. Qualidade dos ativos, gestão e diversificação continuam sendo fatores-chave.
Vale a pena investir em fundos imobiliários agora?
Para o mercado, os FIIs entram em 2026 com fundamentos sólidos e um ambiente mais favorável do que nos últimos anos. A combinação de renda recorrente, possível valorização das cotas e benefício tributário mantém o setor atrativo para quem busca equilíbrio entre renda e crescimento.
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Perguntas Frequentes (FAQs)
Por que os fundos imobiliários subiram tanto em 2025?
A recuperação veio da antecipação da queda dos juros e da melhora dos fundamentos do setor.
Quais FIIs são os mais indicados pelas corretoras?
Fundos de recebíveis, logística e multiestratégia lideram as recomendações.
Juros em queda ajudam os fundos imobiliários?
Sim. A queda dos juros reduz o custo de capital e melhora os valuations.
Fundos imobiliários ainda valem a pena em 2026?
Segundo analistas, sim, especialmente para quem busca renda e diversificação.
Quais riscos o investidor deve observar?
Cenário fiscal, política econômica e volatilidade no curto prazo.









