Nos bastidores de Brasília, um nome passou a ser citado com cada vez mais força como possível sucessor de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda. Trata-se de Dario Durigan, atual secretário-executivo da pasta e visto por aliados, técnicos e parlamentares como o verdadeiro “CEO” do ministério.
A definição não é exagero. É Durigan quem organiza fluxos internos, executa decisões econômicas, cobra resultados e centraliza informações estratégicas. Em um governo onde muitas decisões emperram na burocracia, sua atuação virou sinônimo de execução prática.
Por que Dario Durigan ganhou status de “ministro de fato”?
Quando Durigan assumiu a secretaria-executiva, em junho de 2023, a Fazenda ainda sofria com desorganização interna, falta de continuidade e dificuldades para transformar decisões políticas em ações concretas.
Segundo relatos de técnicos e interlocutores do governo, sua chegada foi o encaixe que faltava para a engrenagem funcionar. Desde então, passou a ser ele quem:
- Coordena as áreas técnicas
- Define prioridades
- Cobra prazos
- Leva posições fechadas ao Palácio do Planalto
Não por acaso, Durigan despacha com frequência diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que confia em suas avaliações. Nos corredores do governo, a frase é recorrente: “quem faz a máquina rodar é o Durigan”.
Cotado para o lugar de Haddad: o que está em jogo?
O atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já sinalizou que pode deixar o cargo até fevereiro, com planos ligados à campanha de reeleição de Lula. Dentro do PT, há também pressão para que Haddad dispute um cargo eletivo em 2026.
Nesse cenário, o nome de Durigan surge naturalmente. Ele já lidera o ministério de forma interina durante as férias de Haddad e é visto como alguém capaz de garantir continuidade à política econômica, sem rupturas bruscas.
Relação com o Congresso fortalece candidatura
Outro fator decisivo é sua boa interlocução com o Congresso. Parlamentares o veem como alguém pragmático, direto e confiável, que sabe até onde pode ceder sem comprometer o equilíbrio fiscal.
Líderes do centrão o descrevem como um negociador que resolve problemas, especialmente em projetos sensíveis como:
- Reforma tributária
- Corte de benefícios fiscais
- Tributação de apostas (bets)
- Ajustes em medidas provisórias
Esse perfil fez com que muitos enxergassem sua atuação recente como uma espécie de passagem de bastão informal de Haddad.
Críticas também entram no radar
Apesar dos elogios, Durigan não passa ileso às críticas. Uma das mais recorrentes envolve a baixa diversidade em sua equipe direta. Entre mais de 30 cargos ligados a ele, a maioria é ocupada por homens, o que gera desconforto em um governo que defende pautas de representatividade.
Há também relatos de tensões com a burocracia, especialmente quando o secretário exige respostas rápidas para embasar decisões políticas. Ainda assim, técnicos reconhecem que ele ouve as áreas, mesmo quando decide seguir outro caminho.
Quem é Dario Durigan fora dos holofotes?
Natural do interior de São Paulo, Durigan é advogado formado pela USP, com mestrado pela UnB. Ingressou na Advocacia-Geral da União em 2010 e ganhou projeção ao atuar na Casa Civil durante o governo Dilma.
Sua relação com Haddad começou ainda no Ministério da Educação e se fortaleceu na Prefeitura de São Paulo. Após passagem pelo setor privado, inclusive no WhatsApp, voltou ao governo para ocupar o cargo considerado o segundo mais poderoso da Fazenda.
O que a possível ascensão de Durigan sinaliza?
Caso se confirme como ministro, Durigan representa continuidade, não ruptura. O mercado tende a enxergá-lo como um nome técnico, organizado e comprometido com o controle fiscal, ainda que sujeito às limitações políticas do Congresso.
Sua ascensão também reforçaria um modelo de gestão mais executivo e centralizado, algo raro na administração pública brasileira.
Para entender como essas movimentações em Brasília impactam a economia, os investimentos e o mercado, vale acompanhar de perto os bastidores e continuar navegando pelo Brasilvest.
Perguntas Frequentes (FAQs)
Quem é Dario Durigan?
É o secretário-executivo do Ministério da Fazenda e principal cotado para suceder Fernando Haddad.
Por que ele é chamado de “CEO” da Fazenda?
Porque organiza a gestão interna, executa decisões e centraliza informações estratégicas do ministério.
Lula confia em Dario Durigan?
Sim. Ele despacha diretamente com o presidente e tem forte respaldo político.
Há críticas à sua atuação?
Sim. Principalmente sobre o perfil da equipe e o estilo mais duro de cobrança interna.
Ele já é ministro oficialmente?
Não. Mas é visto por muitos como o “ministro de fato” da Fazenda.









