A CSN (CSNA3) vai receber R$ 292,4 milhões em dividendos e juros sobre capital próprio aprovados pela CSN Mineração (CMIN3), fortalecendo ainda mais o caixa da CSN Mineração (CMIN3)companhia em um momento crucial de redução da alavancagem financeira. A decisão vem poucas semanas após a venda de uma fatia da MRS Logística e sinaliza uma ofensiva clara para reorganizar o balanço do grupo.
A mineradora aprovou a distribuição total de R$ 423,7 milhões em proventos, valor que será dividido entre seus acionistas. Como detém cerca de 69% do capital, a CSN ficará com a maior parte do montante. O segundo maior beneficiário será o grupo japonês Itochu, que receberá aproximadamente R$ 85 milhões, enquanto o restante será distribuído entre acionistas minoritários.
O baixo free float da CSN Mineração, em torno de 7,75%, limita a fatia destinada ao mercado e concentra os ganhos nos grandes acionistas estratégicos. Esse fator ajuda a explicar por que a CSN consegue usar a subsidiária como uma importante fonte de geração de valor e reforço financeiro.
Os proventos foram aprovados como antecipação do dividendo mínimo obrigatório, com base em balanço levantado em 30 de novembro de 2025. Do total anunciado, R$ 259,7 milhões serão pagos na forma de dividendos intermediários, enquanto R$ 164 milhões correspondem a juros sobre capital próprio, sujeitos à retenção de imposto de renda na fonte. O pagamento efetivo está previsto apenas para 2026.
Venda da MRS deu fôlego extra ao caixa da CSN
A decisão de distribuir proventos acontece logo após a CSN concluir a venda de uma participação na MRS Logística para a própria CSN Mineração. A transação movimentou R$ 3,35 bilhões e foi vista pelo mercado como um passo importante para aliviar a pressão sobre o endividamento do grupo.
Com essa combinação de venda de ativos e entrada de proventos, a CSN busca encerrar o ano com uma alavancagem em torno de 3 vezes, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda. Esse patamar é considerado mais confortável diante do cenário de juros elevados e volatilidade no mercado de commodities.
Impacto contábil já aparece no balanço de 2025
Embora o pagamento dos dividendos e do JCP só aconteça no próximo ano, a simples declaração dos proventos permite que a CSN registre o valor como direito a receber no balanço de 2025. Isso melhora a fotografia financeira da companhia, mesmo sem impacto imediato no caixa.
Para investidores, o movimento reforça a leitura de que a CSN está priorizando disciplina financeira, usando ativos estratégicos para sustentar o negócio principal e reduzir riscos no médio prazo.
Conclusão
A entrada de quase R$ 300 milhões vindos da CSN Mineração mostra que a CSN está usando todas as alavancas possíveis para organizar o balanço e ganhar fôlego financeiro. Em um ambiente ainda desafiador, esse tipo de decisão tende a ser bem recebido pelo mercado, especialmente por quem acompanha de perto a trajetória da dívida do grupo. Para seguir por dentro dos bastidores corporativos, balanços e movimentos que mexem com as ações, continue navegando pelo Brasilvest.
Perguntas Frequentes (FAQs)
Quanto a CSN vai receber da CSN Mineração
A CSN receberá aproximadamente R$ 292,4 milhões em dividendos e juros sobre capital próprio
Quando os proventos serão pagos
O pagamento está previsto apenas para 2026
Por que esses proventos são importantes para a CSN
Eles reforçam o caixa e ajudam na estratégia de redução da alavancagem financeira
A venda da MRS influenciou essa decisão
Sim, a venda gerou caixa e abriu espaço para reorganizar o balanço do grupo
Esse valor entra no balanço de 2025
Sim, como direito a receber, mesmo sem impacto imediato no caixa









