As debêntures são um dos investimentos de renda fixa mais buscados por quem deseja rentabilidade maior que a de produtos tradicionais — mas sem deixar de lado uma análise cuidadosa dos riscos. Para muitas empresas, emitir debêntures é uma forma de captar dinheiro no mercado. Para o investidor, é como emprestar recursos a uma companhia em troca de juros.
O que é, afinal, uma debênture?
Debênture é um título de dívida emitido por empresas privadas. Funciona de maneira parecida com o Tesouro Direto, mas, em vez de financiar o governo, você financia uma empresa — tornando-se credor dela.
A companhia usa esse dinheiro para quitar dívidas, financiar projetos ou expandir operações. Em troca, promete devolver o valor investido acrescido de juros.
Quais são os principais riscos de uma debênture?
Apesar de ser renda fixa, esse investimento não está livre de riscos. Os principais são:
Risco de crédito: o mais importante
Esse é o risco de a empresa não pagar a dívida na data acordada.
Se ela enfrenta problemas financeiros, pode dar calote, atrasar pagamentos ou até entrar em recuperação judicial.
Uma das formas de se proteger é olhar o rating da companhia — uma nota atribuída por agências que avaliam sua capacidade de honrar dívidas.
Quanto melhor o rating, menor o risco… e menor o juro pago.
Quanto pior o rating, maior o risco… e maior o juro como compensação.
Risco de mercado: se vender antes do vencimento, você pode perder
Se precisar resgatar a debênture antes do prazo final, o preço dependerá do mercado.
Se os juros estiverem mais altos, sua debênture valerá menos — e o investidor pode ter prejuízo.
Risco de liquidez: pode não haver comprador
Debêntures costumam ter prazos longos.
Se o mercado estiver desfavorável, pode não aparecer alguém interessado em comprar o título. Esse é o risco de liquidez.
Como as debêntures rendem dinheiro?
O rendimento depende do tipo de indexação:
- Prefixada: você já sabe o juro exato (ex.: 8% ao ano).
- Pós-fixada: segue uma taxa, como IPCA ou SELIC.
- Híbrida: mistura uma taxa fixa + IPCA (ex.: 8% + IPCA).
Essa última é a mais comum no mercado.
Debêntures têm garantia?
Diferente de CDBs ou LCIs/LCAs, debêntures não têm proteção do FGC.
Por isso, a empresa pode oferecer ou não garantias próprias:
- Garantia real: bens específicos ficam travados como garantia.
- Garantia flutuante: os bens existem, mas podem ser negociados.
Nos dois casos, o investidor não tem a blindagem do FGC — por isso, analisar a saúde financeira da empresa é essencial.
Como funciona a tributação?
Debêntures seguem a tabela regressiva do Imposto de Renda:
- Até 180 dias: 22,5%
- 181 a 360 dias: 20%
- 361 a 720 dias: 17,5%
- Acima de 720 dias: 15%
Porém, existe uma exceção:
As debêntures incentivadas, usadas para projetos de infraestrutura, são isentas de IR para pessoas físicas.
Conclusão
As debêntures podem oferecer rendimentos mais altos, diversificação e exposição ao setor privado — mas exigem análise. Entender o risco de crédito, o prazo e a saúde da empresa emissora é o primeiro passo para investir com segurança.
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Perguntas Frequentes (FAQs)
O que é uma debênture?
É um título de dívida emitido por empresas privadas para captar recursos no mercado.
Debêntures têm FGC?
Não. Esses títulos não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos.
Quais são os tipos de rendimento?
Prefixado, pós-fixado (IPCA/SELIC) ou híbrido (taxa fixa + índice).
Debêntures incentivadas pagam IR?
Não. Essas debêntures são isentas para pessoas físicas.
Qual o maior risco desse investimento?
O risco de crédito, que é a possibilidade de a empresa não pagar a dívida no prazo.









