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quinta-feira, janeiro 8, 2026
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Desemprego cai a 5,2% e Brasil atinge o menor nível da história

O mercado de trabalho brasileiro fechou 2025 com um dado histórico. A taxa de desemprego caiu para 5,2% no trimestre encerrado em novembro, renovando a menor marca da série histórica iniciada em 2012. O resultado, divulgado pelo IBGE, veio abaixo das projeções do mercado financeiro e reforçou a leitura de que o emprego segue forte mesmo com a economia desacelerando.

O dado surpreendeu analistas e consolidou 2025 como um dos melhores anos já registrados para o mercado de trabalho no país.

Por que o desemprego caiu mesmo com juros a 15%

Apesar da taxa Selic em 15% ao ano, o mercado de trabalho mostrou uma resiliência acima do esperado. Economistas avaliam que a desaceleração do PIB vem ocorrendo de forma gradual, sem choques bruscos que levassem empresas a cortar vagas em massa.

Na prática, o emprego conseguiu se manter aquecido, especialmente em setores menos sensíveis ao ciclo econômico, como administração pública, educação e saúde.

Esse comportamento ajudou a impedir uma deterioração mais forte do mercado de trabalho, mesmo em um cenário de crédito caro e consumo pressionado.

Número de desempregados também atinge mínima histórica

Além da queda na taxa, o contingente de desempregados também caiu para o menor nível já registrado. No trimestre até novembro, o Brasil tinha 5,6 milhões de pessoas procurando trabalho, uma redução de 441 mil em relação ao período encerrado em agosto.

Para efeito de comparação, no auge da pandemia, em 2021, o país chegou a ter quase 15 milhões de desempregados, evidenciando a magnitude da recuperação observada nos últimos anos.

População ocupada bate recorde no Brasil

O bom desempenho do mercado de trabalho também aparece no número de pessoas ocupadas. Segundo o IBGE, o Brasil atingiu 103 milhões de trabalhadores com algum tipo de ocupação, o maior patamar da série histórica.

Com isso, o nível de ocupação chegou a 59%, o que significa que quase seis em cada dez brasileiros em idade de trabalhar estavam empregados.

Esse movimento indica que o mercado não apenas absorveu mão de obra, como também conseguiu reter trabalhadores, reduzindo a pressão por novas vagas.

Educação, saúde e setor público puxam as contratações

O grande destaque na geração de empregos foi o grupamento que inclui administração pública, educação e saúde, que adicionou 492 mil trabalhadores em relação ao trimestre anterior.

O avanço reflete fatores como renovação de contratos na área educacional, aumento de gastos de estados e municípios e uma demanda reprimida por concursos e contratações temporárias.

A construção civil também apresentou crescimento relevante, enquanto comércio teve avanço mais tímido e a indústria registrou fechamento de vagas, efeito direto dos juros elevados.

Renda média também bate recorde

Além do emprego, a renda do trabalhador brasileiro também alcançou o maior nível da história. O rendimento real habitual médio chegou a R$ 3.574 por mês, com alta de 1,8% no trimestre e avanço de 4,5% em 12 meses.

Esse aumento da renda ajuda a sustentar o consumo, mas também acende um alerta para a inflação, especialmente no setor de serviços.

O que esperar do mercado de trabalho em 2026

Analistas avaliam que o desemprego deve seguir em patamar historicamente baixo em 2026, mesmo com alguma desaceleração econômica. As projeções apontam uma taxa entre 6% e 6,5%, ainda considerada baixa para os padrões brasileiros.

Por outro lado, o mercado aquecido dificulta o trabalho do Banco Central no combate à inflação, reforçando a expectativa de juros elevados no início do próximo ano.

O recado dos dados é claro: o emprego no Brasil segue surpreendendo positivamente, mas impõe desafios importantes para a política monetária.

Para acompanhar como esses números impactam a economia, os juros e os investimentos, continue navegando pelo Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQs)

O que significa desemprego de 5,2%?

Significa que apenas 5,2% da força de trabalho está sem emprego e procurando uma vaga.

Esse é o menor desemprego da história?

Sim. É a menor taxa desde o início da série histórica do IBGE, em 2012.

Quais setores mais geraram empregos?

Administração pública, educação e saúde lideraram as contratações.

O desemprego baixo é sempre positivo?

É positivo para renda e consumo, mas pode pressionar a inflação e manter os juros altos.

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