O desemprego no Brasil voltou a atingir mínima histórica. A taxa de desocupação, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), recuou para 5,4% no trimestre encerrado em outubro de 2025. Essa marca considera o menor contingente de desempregados desde o início da série da PNAD Contínua.
Desemprego em queda e recordes de ocupação
O resultado supera levemente a previsão média de analistas, que apontavam para 5,5%.
- A população ocupada passou de 102,5 milhões para 102,6 milhões no trimestre até outubro — um novo recorde.
- O número de desempregados caiu para cerca de 5,91 milhões, o menor desde que a PNAD Contínua começou.
- A informalidade com carteira e sem carteira também recuou levemente, com destaque para a estabilidade entre empregadores formais.
O que explica a melhora — e por que os especialistas pedem cautela
Crescimento da ocupação e retomada no mercado de trabalho
O cenário positivo reflete novas contratações, mesmo em um contexto de juros altos e desaceleração econômica. A retomada do consumo e investimentos em setores como serviços e comércio impulsiona a geração de empregos.
Renda real crescendo
O rendimento médio real habitualmente cresce quando a ocupação aumenta — o que ajuda a explicar por que muitos trabalhadores estão voltando ao mercado ou conseguindo melhores oportunidades.
Sinais de “freio de arrumação” no mercado
Apesar da boa notícia, há sinais de moderação. A variação na população ocupada recuou, ainda que lentamente — o que indica que a geração de emprego pode estar se desacelerando.
Para analistas, a combinação de juros altos e incerteza econômica pode tornar o crescimento de empregos mais frágil nos próximos meses.
O que muda para trabalhadores e economia?
Para trabalhadores, a queda do desemprego combina com renda em alta, o que dá mais segurança e poder de compra. Para a economia, isso representa menos pressão social, maior consumo e possibilidade de retomada de investimentos.
Mas há um alerta: com juros elevados e risco de desaceleração global, a manutenção de emprego e renda não está garantida — o que exige atenção da população e de sindicatos/empresas.
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Perguntas Frequentes (FAQ)
Qual foi a taxa de desemprego registrada em outubro de 2025?
A taxa caiu para 5,4% no trimestre encerrado em outubro, de acordo com o IBGE, marcando o menor patamar desde o início da pesquisa PNAD Contínua.
Quantas pessoas estavam desempregadas?
Cerca de 5,91 milhões de pessoas estavam desocupadas no período, o menor número da série histórica.
A população ocupada aumentou ou diminuiu?
A população ocupada alcançou 102,555 milhões no trimestre, quase estável, mas ainda representa um recorde histórico.
O que explica essa melhora no mercado de trabalho?
O crescimento de contratações, a retomada de setores como serviços e comércio e a estabilidade da renda real ajudam a explicar a melhora. No entanto, há sinais de moderação no ritmo de geração de empregos.
A queda do desemprego vai se manter?
É possível, mas não garantido. Com juros altos e cenário econômico incerto, a geração de vagas pode desacelerar. Especialistas recomendam cautela.
O que muda para quem está desempregado?
A chance de conseguir recolocação ou melhores oportunidades aumenta — especialmente se o trabalhador buscar qualificação ou setores em expansão. Mas é importante considerar que o mercado pode se tornar mais competitivo com a desaceleração.









