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O Brasil encerrou o trimestre até outubro com uma notícia que chamou a atenção de economistas e investidores: a taxa de desemprego recuou para 5,4%, o menor nível da série histórica do IBGE. O número veio melhor do que o previsto pela mediana da pesquisa da Reuters, que estimava 5,5%, e reforça a leitura de que o mercado de trabalho segue aquecido, apesar dos primeiros sinais de desaceleração.
O que explica o desemprego mais baixo que o esperado?
O trimestre móvel até outubro registrou o menor número de desocupados já medido pelo IBGE, resultado de um mercado que, mesmo diante de juros elevados, mantém ritmo firme de geração de empregos. Segundo o instituto, o contingente de pessoas sem trabalho caiu para 5,910 milhões, recuo de 3,4% frente ao trimestre anterior e queda de 11,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
Além disso, a taxa veio abaixo do esperado por causa de dois fatores que continuam sustentando o mercado de trabalho: demanda consistente por mão de obra e maior estabilidade entre trabalhadores já empregados. Mesmo com moderada desaceleração em alguns setores, a base de ocupados permanece elevada.
O mercado ainda está aquecido ou começa a perder força?
Embora os números sejam positivos, analistas apontam que o mercado de trabalho já dá sinais de moderação gradual. Entre julho e outubro, houve crescimento de apenas 0,1% no total de ocupados, atingindo 102,555 milhões de pessoas, também recorde, mas avançando em ritmo mais lento.
De acordo com economistas consultados, essa perda de tração está ligada ao impacto cumulativo da política monetária. Juros altos por um período prolongado reduzem a atividade econômica e começam a ser refletidos na dinâmica do emprego.
Outro ponto que levantou alerta: os dados do Novo Caged divulgados um dia antes mostraram a abertura de 85.147 vagas formais em outubro, o pior saldo para o mês na série histórica, sinalizando que as contratações com carteira assinada já esfriam.
A renda também bateu recorde — isso é bom ou ruim?
A renda média do trabalhador chegou a R$ 3.528, também a maior já registrada, com alta de 0,8% frente aos três meses anteriores e avanço de 3,9% em um ano. O rendimento maior aumenta o poder de compra, mas também pode pressionar a inflação — algo que o Banco Central monitora de perto.
Com a taxa Selic mantida em 15% ao ano, o BC tenta reduzir a inflação para a meta contínua de 3%, mas ainda não indica quando poderá iniciar cortes no juro básico. A força do mercado de trabalho, apesar de positiva, dificulta esse processo ao manter a economia aquecida.
O desemprego já chegou ao fundo do poço?
Economistas avaliam que o país pode estar entrando na fase final do ciclo de melhora. Após atingir o menor nível da série histórica, há expectativa de estabilidade e até leve alta da desocupação nas próximas leituras, refletindo a desaceleração da atividade e um mercado que já opera perto do limite de expansão.
Ainda assim, o momento é considerado sólido do ponto de vista estrutural: mais pessoas trabalhando, renda maior e um mercado em níveis historicamente positivos.
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Perguntas Frequentes (FAQs)
Por que o desemprego ficou abaixo do esperado?
Porque o número de ocupados segue elevado e a busca por trabalho diminuiu, reduzindo a taxa de desocupação.
A renda recorde dos trabalhadores é positiva para a economia?
Sim, pois aumenta o consumo, mas pode pressionar a inflação e dificultar o trabalho do Banco Central.
O mercado de trabalho está desacelerando?
Levemente. Indicadores como o Caged mostram que o ritmo de criação de vagas formais já está mais lento.
O desemprego pode voltar a subir?
Sim. Economistas acreditam que a taxa deve se estabilizar e apresentar leve alta nos próximos meses.
Por que os juros continuam tão altos?
O Banco Central mantém a Selic em 15% para controlar a inflação e garantir que ela fique próxima da meta de 3%.
O número de ocupados segue em nível recorde?
Sim, atingindo 102,555 milhões de pessoas, mesmo com sinais de moderação.









